Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Pedro Andrade fala sobre experiência em Nova York em seu novo livro

Correspondente do “Manhattan Connection” fala de seu livro “O melhor guia de Nova York”, que traz dicas e histórias pessoais da Big Apple, e até ensina como entrar em locais restritos ou disputados

Pedro Andrade

Pedro Andrade (Reprodução/Internet)

Nova York, afirma Pedro Andrade, já estava nele antes dele colocar os pés na metrópole. Doze anos depois de desembarcar pela primeira vez na Big Apple, onde vive desde então, o jornalista e ex-modelo divide a sua experiência particular da cidade com os leitores brasileiros com “O melhor guia de Nova York”. No livro, ele reúne dicas de gastronomia, cultura, moda e showbiz permeadas de histórias e fotos pessoais.

“É um guia extremamente pessoal. Escrevi cada palavra, tirei cada foto e acompanhei cada etapa do processo”, assinala ele, que foge ao estilo de verbetes dos guias comuns, e até vai além, ensinando como conseguir vagas em restaurantes disputados ou encontrar bares “secretos”, por exemplo.

Em entrevista ao VIDA & ESTILO por email, o correspondente do “Manhattan Connection” da Globonews fala sobre o guia e sobre sua relação com Nova York. Confira!

Como surgiu a ideia de fazer um guia sobre Nova York?

Sempre gostei de escrever. Publicar um livro está nos meus planos desde a infância. A ideia do guia surgiu naturalmente quando, graças ao meu trabalho, tive que explorar NY das mais diversas formas. Vi que tinha informações valiosas (e boas histórias) sobre a Big Apple e a vontade de dividi-las com os brasileiros tornou-se inevitável. Além disso há uma carência de guias que mostrem a vida local da cidade. Procurei focar não só nos lugares turísticos, mas também na experiência do dia a dia nova-iorquino.

O que faz do livro “O melhor guia de Nova York”?

É um guia extremamente pessoal. Escrevi cada palavra, tirei cada foto e acompanhei cada etapa do processo. Acredito que o fato de eu ter chegado em NY 12 anos atrás, sem grana, sem conhecer qualquer pessoa e ter passado por muitos “perrengues”, me deu uma visão da cidade totalmente distinta da “Capital do Mundo” em que vivo hoje. Aprendi a ver encantos sem dinheiro, sem estar familiarizado com Manhattan e absolutamente sozinho, mas, também tive a capacidade de aos poucos ir me apaixonando por outros ângulos da Big Apple (com mais conforto, amigos, acesso a lugares exclusivos e experiências privilegiadas).

O que o livro traz de particular, em relação a outros guias da metrópole?

Eu diria que este livro foge dos padrões “item por item” da maioria das publicações focadas em turismo (exemplo: Restaurante japonês: Nobu, Soto, Yasuda e outros). Nele, eu foco em um estilo mais individual onde conto histórias minhas, mostro locais que só quem mora aqui conhece, e proponho programas que o leitor não vai encontrar em outros guias. Há também um aspecto comportamental – como conseguir reservas em restaurantes disputados; o que fazer para entrar em boates de acesso restrito; como achar “bares secretos”; onde ir caso você esteja viajando sozinho, e por aí vai.

Como começou e se desenvolveu sua “história” com Nova York?

No livro menciono que NY já estava em mim, muito antes de eu estar nela. Sempre fui fascinado por referências nova-iorquinas. Filmes de Woody Allen, músicas de Frank Sinatra e Billy Joel, a arquitetura gótica do Chrysler Building, e a lista continua.

Quando coloquei os pés no aeroporto JFK pela primeira vez, a paixão já estava estabelecida. Apesar do orgulho que tenho de ser carioca, pela primeira vez me senti pertencendo a um local. Me apaixonei pela rotina, pela segurança que NY oferece, pela vida cultural, pelas pessoas e pela incomparável diversidade em termos de raça, religião, e estilos.

Como define sua relação com a Grande Maçã?

Amor incondicional.

Pretende fazer lançamento com noite de autógrafos no Brasil? Quando e onde?

Sim. No final de Janeiro no Rio e em São Paulo. Estou tentando ir a mais lugares, mas como ancoro um programa diário em rede nacional americana, meu tempo é restrito. No entanto, ainda tenho esperança de fazer uma semana inteira em diferentes cidades.

Poderia dar algumas sugestões para o leitor conferir em NY, neste início de 2014?

Minha sugestão é que o leitor confira o livro e dê uma olhada no meu site e nas minhas redes sociais (@PedroAndradeTV). Nova York nunca mais será a mesma!

De barman a âncora de TV

Antes de se tornar o jornalista de renome internacional que é hoje – inclusive com uma indicação ao Emmy no currículo, em 2010, por seu trabalho à frente do “First Look”, programa sobre a cidade de Nova York como ela é –, Pedro Andrade trabalhou com firmeza e insistência para conquistar seu lugar ao sol na Big Apple.

“Cheguei aqui com uma mão na frente e outra atrás, mas sou determinado, disciplinado, cavador e persistente”, conta ele, por email. Até conseguir seu posto nas bancadas de televisão, trabalhou como barman e até carregador de gelo. Nada de que ele se envergonhe – muito pelo contrário. “Ainda existe um preconceito muito grande no Brasil com relação a ‘sub-profissões’. Em Nova York, o bartender pode ter um PhD em antropologia, o flanelinha pode ser professor universitário e o chapeleiro pode estar pagando o curso de Direito com o salário da boate. Diria que é uma cidade baseada em respeito”.

Hoje correspondente de programas da americana ABC Fusion e da brasileira Globonews, Andrade preza sua formação e se orgulha de ter chegado onde chegou por mérito pessoal.

“Tive a sorte de nascer em uma família que me ensinou desde cedo que nada na vida é mais importante que educação”, declara o jornalista. “Nunca tive UMA única oportunidade que catapultasse minha carreira. Em momento algum encontrei um atalho profissional. Cada conquista veio em seu tempo. Um degrau de cada vez”.

 Perfil: Pedro Andrade

Nascido no Rio de Janeiro, em 1979, é jornalista e ex-modelo. Cursou Jornalismo na Faculdade da Cidade, no Rio. Atuou como modelo por dois anos, com desfiles na Europa e nos Estados Unidos. Hoje ancora o “The Morning Show”, da ABC Fusion, e é correspondente do “Good Morning America”, maior programa matinal do mundo. Desde 2008, apresenta o “Manhattan Connection” da Globonews. Também divulga dicas diárias de NY e de arte, entretenimento e cultura em seu site (www.pedroandradetv.com).