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  • Renovação da fé: a Páscoa e suas tradições religiosas

    Famílias opinam sobre a importância da data e dividem seus rituais de comemoração 


    A família de Maísa Comitti no almoço de Páscoa, realizado na quinta (17)

    A família de Maísa Comitti no almoço de Páscoa, realizado na quinta (17) (J. Renato Queiroz )

    Reflexão, renovação e crescimento espiritual. Colocar estas três ações em prática é um desafio aceito com carinho por todos que enxergam a Páscoa muito além da frenética troca de ovos de chocolate: trata-se do momento em que laços familiares se reforçam em torno de algo maior que o ser humano. Lições de altruísmo do passado são relembradas, e de certa forma, acabamos cultivando um pouco mais de fé na humanidade em geral.

    Famílias que fazem questão de não deixar a data passar em branco, cada uma à sua maneira, dividiram com o VIDA &ESTILO suas tradições pascais - e mesmo diante das características distintas de cada vertente religiosa, mostram que neste momento é possível ter uma aula universal: a renovação de propósitos em compromissos pessoais, sociais, éticos, morais e religiosos podem resgatar a esperança em um mundo melhor para nós e para as gerações futuras.

    Festa da libertação

    Para os judeus, a Páscoa representa a passagem da escravidão no Egito para a condição de liberdade depois de 430 anos. A memória deste momento é celebrada durante a Pessach, também conhecida como Festa da Libertação, a qual reúne os familiares e amigos em um farto jantar (a única restrição são comidas com fermento), ao som de “Dayenu”, clássica canção pascal.

    “Fazemos uma ceia para que todos comam de forma confortável e lembrarem que um dia fomos escravos, mas hoje somos livres”, explica Nora Minev, presidente da Hebraica Manaus.

    Segundo Nora, agradecer é fundamental, pois a escravidão pode acontecer novamente - não apenas na forma literal, mas mental ou espiritual. E reforça a importância da presença familiar. “Nós passamos esses ensinamentos pelas tradições orais. É como se cada um saísse do Egito, deixasse de ser escravo para ser homem livre”.

    Celebração privada

    Devota de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a professora universitária Ângela Bulbol vê na Páscoa uma forma de trazer à tona os fundamentos da fé cristã. “É tempo de reflexão acerca do sofrimento e Glória de Jesus. Celebramos em família, o que dá significado e importância ao momento. Só entendo a Páscoa entre a família e alguns poucos amigos verdadeiros”, explica.

    Ângela conta que segue a tradição de um almoço, no qual busca devotar mais importância ao momento do que ao ritual em si. “Fazemos um bom carneiro, com sabores e texturas, como se serve no Oriente! E servimos também o tradicional bacalhau de minha mãe, Lindalva, que é simplesmente delicioso e marca registrada entre nós!”.

    Consciência

    A universitária Maísa Comitti afirma que para os evangélicos, a Páscoa guarda dois significados: a passagem do povo do Egito e a ressurreição de Jesus Cristo. Durante a semana do feriado, ela intensifica as orações de agradecimento e se une à família para um belo almoço pascal.

    Com apenas 17 anos, ela se mostra consciente de que atualmente os valores da sociedade são mais ligados ao consumismo do que ao verdadeiro sentido da Páscoa. “Todo mundo sabe quem foi Jesus Cristo, porém muitos preferem ignorar. Só se ligam na festa, no consumismo e esquecem de reconhecer o que ele fez por nós - não apenas na Páscoa, mas por toda a sua vida”.

    Festa de grandes proporções

    Na casa da empresária Marilda Jacob, a Páscoa é uma grande festa que reúne em sua casa seus oito filhos, vinte e oito netos e três bisnetos, todos conhecedores e apreciadores do famoso bacalhau e macarrão ao alho e óleo tradicionalmente servido na ocasião.

    Católica atuante, Ministra da Eucaristia e frequentadora da Igreja de São José Operário, dona Marilda é uma das que fazem questão de festejar a Páscoa pelos motivos religiosos.

    “Nos reunimos e fazemos orações agradecendo a passagem de Jesus Cristo em nossas vidas - pois ele veio, mas não foi embora, ainda está com a gente. A essência é essa”, frisa.

    A devoção de dona Marilda é tão grande, que ela mandou construir uma capelinha no jardim de sua casa. O local recebe missas e pequenas celebrações em datas especiais. E todos são bem-vindos - inclusive quem não é da família.

    “Sempre vem muita gente, pessoas que a gente gosta mas que não são necessariamente da família. Estar com os familiares é importante, porém todos somos irmãos em Cristo”, opina.

    Bem humorada, dona Marilda é fã de dominó - mas durante a Páscoa, ela dá um tempo na jogatina, como forma de sacrifício oferecido a Deus. “É um pequeno sacrifício que ofereço, diante de tanta coisa que Deus me dá. É algo mais palpável. É o meu jeito de agradecer, acho até que Jesus deve rir de mim”, conta, aos risos.