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Saúde em cápsulas: o cotidiano nos empurra para a suplementação

A suplementação virou um dos diversos hábitos inseridos no nosso dia a dia corrido, sempre em busca de abraçar o mundo com as pernas e ainda por cima, garantir a saúde e o bem-estar

O cotidiano nos empurra para a suplementação

O cotidiano nos empurra para a suplementação (Arte: Celso de Paula)

Nosso código genético pode ser o mesmo desde a época das cavernas, mas certamente nossas necessidades não. Vitaminas, proteínas e ácidos graxos fundamentais para o corpo e que antes eram absorvidos por meio da alimentação, hoje vêm em pequenas cápsulas dispostas aos montes nas prateleiras das farmácias. A suplementação virou um dos diversos hábitos inseridos no nosso dia a dia corrido, sempre em busca de abraçar o mundo com as pernas e ainda por cima, garantir a saúde e o bem-estar. Mas seria essa “saúde em cápsulas” prescrita para todo mundo?

“As pessoas procuram atalhos para se sentir melhor, mas se prendem a mudar hábitos. Manter a alimentação equilibrada, fazer exercícios, gerenciar emoções e estresses é difícil. Então a indústria se aproveita disso, colocando no mercado estes suplementos”, adianta Dr. Filippo Pedrinola, especializado em endocrinologia e metabologia. “Essa suplementação realmente é boa, mas se tivéssemos uma boa alimentação e fizéssemos exercícios, não precisaríamos de nada disso”, opina.

Na moda

São muitas as opções (e promessas) de suplementação vitamínica e algumas, segundo Dr. Pedrinola, inclusive “estão na moda”. Dentre estes, ele cita o cranberry, o frutooligossacarídeo, a condroitina e a glucosamina.

“O cranberry age como preventivo para a infecção urinária, comum entre mulheres. O frutooligossacarídeo atua no equilíbrio da biota, que é o conjunto de bactérias que vivem em nosso intestino. Já a condroitina e a glucosamina estão em evidência porque previnem inflamações nas articulações, coisa bem comum entre quem pega pesado na musculação”, cita.

Os diários

Há pílulas mais comuns que já fazem parte do nosso cotidiano há um tempo, a exemplo da vitamina D: seu consumo se tornou obrigatório, pela dificuldade de se conseguir quantidades adequadas apenas pela dieta. Em verdade, a exposição à luz solar é a única maneira satisfatória do corpo adquirir a vitamina D, mas, nem todos temos tempo de pegar sol no horário adequado (de 6h às 10h). Por isso, nas palavras do Dr. Pedrinola, hoje vivemos uma “epidemia de deficiência da vitamina D”.

“Abaixo de 30ml [de vitamina D] por decilitro de sangue já indica que deve ser feita a suplementação. É uma vitamina fundamental para os ossos, dentes e uma série de reações químicas do organismo, até na prevenção da diabetes”, explica.

Também tornou-se comum a carência de ômega 3 - encontrada especialmente em peixes de águas profundas. A ingestão diária recomendada é de 1 a 2g.

Apesar de comum, a reposição de vitaminas, proteínas e ácidos graxos sem orientação médica não é recomendável, acredita Dr. Pedrinola. “A medicina é uma realidade temporária e a diferença entre o veneno e o remédio é sempre a dose. Cada caso é um caso, cada pessoa tem um estilo de vida e uma realidade diferente”.

Alerta

O estoque adequado de vitaminas, proteinas e ácidos graxos no corpo melhora a imunidade – somente nas pessoas com deficiência vitamínica os suplementos teriam esse benefício. Nas pessoas saudáveis o suplemento não interfere na imunidade.

Busca

Os polivi-tamínicos são bem populares pela praticidade, pois agregam todas as vitaminas em uma só cápsula. Mas todas são indicadas para todo mundo: a ingestão de certas vitaminas sem prescrição médica atrapalha absorção de outros nutrientes e pode desencadear uma série de problemas no organismo.

Números

0,8%gramas é a quantidade de proteínas que devemos ter por quilo em nosso organismo. Nossa alimentação desregrada acaba não atingindo este porcentual, que fatalmente deve ser reposto de outras formas. A mais comum se dá por meio dos suplementos (em cápsulas ou em shakes).