Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Simpatia do povo amazonense faz a diferença para estrangeiros

A hospitalidade do povo amazonense favorece as escolhas de quem decide viver em Manaus

A Portuguesa Vanessa adora passear nas cercanias da cidade

A Portuguesa Vanessa adora passear nas cercanias da cidade (Jornal A Crítica)

Devido à sua posição geográfica, a capital amazonense ainda preserva o status de cidade mitológica na imaginação dos estrangeiros. Porém, ao desembarcarem nos portos e aeroportos da cidade deparam-se com uma cidade cosmopolita com características peculiares. Além do clima equatorial, descobrem os sabores da terra e a simpatia do povo.

Para o suíço Peter Hagnauer, radicado em Manaus, sua vida “renderia um filme’ conforme o mesmo ressalta. “ Desde os anos 1980 quando estive por aqui a primeira vez me apaixonei por uma amazonense e passei metade da minha vida com ela. Foram anos lindos, mas acabamos nos separando há oito anos. “Fui para o Rio de Janeiro, e quis o destino que eu me apaixonasse novamente por uma cabocla”, revela Peter que casou-se recentemente.

Com o passar dos anos, Peter passou a incorporar hábitos tipicamente amazonenses, como frequentar peixarias e ir à feira da Manaus Moderna escolher seus peixes, demais sabores e temperos da região. “ Embora eu seja tipicamente europeu, conheço muito bem o que é um peixe de qualidade, tucumã ou a tapioca. Adoro frequentar a Morada do Peixe, na Redenção. A Peixaria do Joca no São Raimundo, além do Chapéu Goiano Chopp Car que é ideal para casais’’, destaca em tom de brincadeira o suíço.

De acordo com Hagnauer, só tem uma coisa que não costuma agradá-lo na cultura local. “Acredito que meu DNA suíço fala mais alto na hora de cobrar as coisas certas, tal como devem ser. Fico chateado quando não me devolvem o troco corretamente, e acontece com frequência”, adverte.

Portuguesa

A portuguesa Vanessa Ferreira chegou ao Amazonas em 2011 para cursar mestrado em Ciências Pesqueiras nos Trópicos, na Universidade Federal do Amazonas. Sentiu o choque cultural assim que chegou, mas não demorou e logo se adaptou. “Inicialmente sofri um choque cultural, ainda tinha a cultura europeia muito enraizada em mim. A maneira como os serviços públicos funcionam lá e demais infraestrutura são bem diferentes”, frisou.

Um fator que ajudou Vanessa a superar todas as diferenças sociais e climáticas foi a hospitalidade do povo amazonense, que no inicio chegava a lhe surpreender. “ Ficava muito surpresa quando alguém que eu acabara de conhecer vinha me abraçar. Mas me acostumei porque percebi que o povo amazonense é muito caloroso e acolhedor. Abri minha mente com a cultura local. Só não me habituei ao calor”, disse aos risos.

O acesso às belezas naturais que cercam Manaus é o que mais encanta esta portuguesa que adora a natureza. “Não tem nada melhor que passar uns dias numa comunidade isolada do caos da cidade. Em nenhum lugar do mundo se vê uma floresta como essa que produz tanta riqueza e alimentos. Eu recomendaria aos estrangeiros o tacacá, açaí e um belo tambaqui assado”, disse Vanessa que costuma ir ao Largo São Sebastião passear e tomar tacacá.

Estadunidense

Embora tenha nascido na Irlanda, Don Mcconnell tem dupla nacionalidade. Durante 25 anos viveu nos Estados Unidos trabalhando exercendo cargos de cinegrafista, documentarias, editor e diretor de TV.

Esteve em Manaus a primeira vez no início dos anos 2000 quando surgiu o primeiro namoro com a cidade de Manaus. “Eu estive aqui em outras oportunidades e por arranjos do destino sempre voltava. Entre tantas idas e vindas conheci minha atual esposa com quem estou casado há um ano, quando passei a residir em Manaus”, recorda.

A experiência de documentarista de Mcconnell facilitou sua inserção na cultura local. “Eu gosto muito de Reggae, o que me levou a conhecer gente muito legal na cidade. Atualmente, estou trabalhando na produção de um documentário sobre a Amazônia, e nesses caminhos e pesquisas vou descobrindo cada vez mais sobre este lugar maravilhoso”, explica.