Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

‘Sonhos e pesadelos’: cinema feito para curar a dor

Diretor Moacy Freitas lança curta para superar a perda da esposa e de um paraíso juvenil: o igarapé do Mindu

No Youtube, já é possível assistir ao trailer do curta-metragem

No Youtube, já é possível assistir ao trailer do curta-metragem (Anderson Mendes/Divulgação)

A arte como terapia não é novidade. As histórias da pintura, da música, da literatura e do cinema estão repletas de casos de artistas que, em momentos difíceis ou terríveis, buscaram na arte uma forma de expressar ou, quem sabe, até mesmo superar a dor da vida pessoal.

Quem envereda por esse caminho difícil agora é o técnico em telecomunicações aposentado, Moacy Freitas, de 72 anos. Diretor do curta-metragem “Sonhos e pesadelos”, que será lançado no próximo domingo, dia 8, no Teatro da Instalação, Moacy buscou no cinema uma forma de lidar com duas grandes perdas: a da esposa, com quem foi casado por 49 anos, e a de um paraíso da juventude – no caso, o igarapé do Mindu.

“O cinema na verdade foi uma válvula de escape”, revela o diretor, que chegou aos filmes quase por acidente. “Eu fui levar minha filha para a oficina do (diretor e professor de cinema) Júnior Rodrigues, quando me encantei com a apresentação dele. A empolgação, o entusiasmo, aquela capacidade que o cinema tem de tornar ilusões e devaneios em realidade, tudo estava no modo como ele apresentou as coisas para mim”, conta.

‘Mergulho’ no cinema

Atento ao potencial da Sétima Arte, Freitas se lançou no ofício. Fez filmes de um minuto e criou o roteiro de “Sonhos e pesadelos”, que foi premiado num concurso local. Apesar das filmagens terem terminado há cerca de um mês, só foi finalizado nesta semana, com ajuda do produtor e cineasta Anderson Mendes. “Mergulhei no cinema, fiz filmes pra me distrair mesmo”, confessa.

A perda recente da esposa, com quem Freitas manteve um relacionamento de quatro décadas – “Sem nunca termos tido um problema sequer”, recorda – foi o fator que detonou essa busca. “O cinema é uma forma de externar sentimentos, de expressá-los nessa linguagem simples, universal, que é a da imagem”, reflete o diretor.

A inspiração para o trabalho veio da sua própria vida. Apaixonado pela natureza e por invenções, Freitas uniu as duas paixões na trama de “Sonhos e pesadelos”. No curta, um cientista, interpretado por ele próprio, constrói um barco feito de garrafas PET para cruzar o igarapé do Mindu, no Novo Aleixo, Zona Leste de Manaus.

Lembrança e libelo

A história acrescenta ainda outra dimensão ao trabalho de Freitas – a denúncia, expressa aqui na preocupação com o meio ambiente. “Eu nadava nesse igarapé na juventude, uma paisagem linda, com a água pura, peixes, uma verdadeira maravilha, que hoje está assim. Eu precisei passar álcool para limpar a água que respingou em mim, para não pegar uma doença”, conta.

Embora insista que “Sonhos e pesadelos” seja um filme principalmente lírico, nostálgico, Freitas também acredita que a trama tem muito de libelo, de denúncia. “Não chega a ser um ataque, porque não tenho muita esperança de que alguma coisa se resolva, mas fica o meu testemunho pessoal, de decepção, de amargura, com a injustiça que vem sendo feita com a natureza”.

Moacy pretende seguir fazendo filmes – “Acredito que ainda há muito para expressar nesse meio”, diz –, mas sua preocupação agora é divulgar o trabalho. “Espero que esse filme sensibilize, comova as pessoas, que as chame à necessidade de preservar a natureza, que hoje

Fotografia

Moacy Freitas mantém um site chamado Visual Amazônico, onde exibe fotos de paisagens locais utilizando uma câmera instalada num aeromodelo. As imagens são feitas por ele e pelos filhos, Jairo Freitas e Alice Margareth Freitas. em dia anda mais urgente do que nunca”, afirma.

Serviço

O que é: Estreia do curta-metragem “Sonhos e pesadelos”, de Moacy Freitas

Quando: Domingo, dia 8 de dezembro, às 19h

Onde: Teatro da Instalação, rua Frei José dos Inocentes, S/Nº, Centro de Manaus

Quanto: Aberto ao público