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Bem Viver promove a ‘Batalha de Marchinhas’

Artistas fizeram releitura de músicas de Carnaval e é o leitor quem escolhe a melhor

Kelly e Klinger

Kelly e Klinger (Lucas Silva)

Não há quem brinque Carnaval e não recorde das tradicionais marchinhas: velhas conhecidas nossas, tanto por representarem um momento de vanguarda, tanto pelos “confetes em forma de som” que elas distribuem às festas momescas. Praticamente às vésperas do Carnaval, a partir deste domingo, dia 9, o jornal A CRÍTICA dá início à série “Batalha de Marchinhas”, onde a cada semana duas bandas manauaras de diversos estilos apresentarão releituras das mais famosas músicas carnavalescas.

Mas você, leitor, não vai ficar de fora dessa: os vídeos já estão disponíveis no portal acritica.com e é você quem vai decidir essa disputa, votando - por meio de enquete lançada no site - na sua performance favorita. As bandas vencedoras de cada semana irão concorrer entre si na grande final, a ser exibida no dia 2 de março. Confira abaixo as bandas “Kelly & Klinger” e “Luneta Mágica” neste duelo em prol da folia!

KELLY & KLINGER

Por pouco a canoa não virou na história da dupla de sertanejo universitário Kelly & Klinger, que escolheu a famosa “Marcha do Remador” para iniciar esta série. A música, composta em 1964 por Antônio Almeida e Oldemar Magalhães, foi ao auge dos carnavais brasileiros sob a interpretação de Emilinha Borba, e por pouco não se personificou na vida dos dois artistas amazonenses. Tudo porque, quando os cantores (irmãos) tinham por volta de 10 e 12 anos, faziam parte do grupo musical infantil “Pintando o Sete”, que fazia shows em aniversários e eventos, como a Chegada do Coelhinho da Páscoa e Papai Noel.

Certa vez, o grupo mirim foi chamado para se apresentar em uma festa de Carnaval infantil no Sambódromo. As tradicionais marchinhas não faltaram, de acordo com Klinger. “Quando descemos do palco, as outras crianças foram para a parte de trás do Sambódromo, que estava super lotado, a fim de tirar fotos. Só que já estávamos saindo em uma Kombi, e por isso começaram a empurrar o veículo querendo que saíssemos”, relembra o cantor.

“Eram crianças, não sabíamos de onde vinha tanta força. Quando começaram a empurrar, ficamos com medo de que o carro virasse. No fim conseguimos ir embora, porque havia muitos seguranças que conseguiram afastar o público para sairmos”, diverte-se Kelly.

Filhos de pais cantores, tanto Kelly quanto Klinger são amantes da folia carnavalesca.

E para compor a releitura da marchinha, a dupla se apoiou em dois ritmos pertencentes ao gênero sertanejo, numa “combinação perfeita”. “Não colocamos só um ritmo na marchinha: demos o tom sertanejo geral, mas inserimos do gênero o batidão e o arrocha, dois ritmos que estão em alta”, pontua Kelly. No momento a dupla está preparando shows de sertanejo elétrico para algumas casas de show na cidade, onde terão a oportunidade de mostrar as várias facetas.

O ‘TRIO’ DA LUNETA


Já a banda experimental Luneta Mágica resolveu disputar essa batalha dando nova roupagem à marcha-frevo “Atrás do trio elétrico”, lançada por Caetano Veloso em disco de 1969. A música entrou na coletânea “Muitos Carnavais”, lançada por Caetano em 1977, e inspirou o enredo da Mangueira 17 anos depois. Quem não se lembra dos versos “Me leva que eu vou, sonho meu, atrás da Verde-e-Rosa só não vai quem já morreu”?

Para o vocalista e um dos guitarristas da Luneta, Pablo Araújo, fazer uma releitura da música foi um desafio excelente para a banda, que teve a chance de mostrar uma outra face. “Até pensamos em fazer um arranjo mais complexo, colocando uma bateria eletrônica, mas achamos que a música já é tão redonda que esse novo arranjo saiu de primeira”, explicou.

“Eu já vinha escutando o ‘Muitos Carnavais’ há um mês, então quando o Diego [baixista da banda] veio me falar do desafio eu disse que tinha a música perfeita”, acrescenta Pablo. Segundo ele, a Luneta mexeu um pouco na dinâmica da música. “Tiramos alguns instrumentos para dar uma descida no som e depois voltar com mais potência. Mas tomamos como base uma apresentação do Caetano com a banda Cê”.

Para o músico, que é natural de Recife e fã das folias mais tradicionais, a versão deles para “Atrás do trio elétrico” tem tudo para entrar no repertório dos próximos shows, que tendem a ser raros por enquanto – no momento, os integrantes da banda estão focados na pré-produção do segundo álbum, que vai substituir o début “Amanhã vai ser o melhor dia da sua vida” (2012).

ORIGEM

“Atrás do trio elétrico” é uma homenagem à invenção dos baianos Dodô e Osmar Macedo nos anos 1950, que acabaram dando a cara que o Carnaval de Salvador tem hoje, com seus trios que arrastam multidões pelas ruas da cidade. A canção apresentou o fenômeno ao Brasil.

Perfil: Kelly & Klinger

Gênero: sertanejo

Membros: Kelly de Castro e Klinger de Castro

Onde tocam: Pegada's Sertaneja, Lappa Bar e Sertanejo no Grau

Na web: http://www.kellyeklinger.com.br

Perfil

Luneta Mágica

Gênero: Experimental

Membros: Erick Omena, Pablo Araújo, Diego Souza e Eron Oliveira

Discografia: “Amanhã vai ser o melhor dia da sua vida” (2012)

Na web: http://on. fb.me/ 1gRe5Lh


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