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Como adaptar os filhos ao ambiente da creche

Segundo a especialista, a idade em que a família já pode optar pela creche é a de 4 meses. “Assim a criança aprende desde cedo a compartilhar seus espaços, favorecendo a convivência”

A realidade da creche é vivenciada pela jornalista Larissa Veloso, 25, mãe da pequena Corina, de 1 ano e 4 meses

A realidade da creche é vivenciada pela jornalista Larissa Veloso, 25, mãe da pequena Corina, de 1 ano e 4 meses (Evandro Seixas)

Quem é pai e mãe sabe: a primeira, segunda ou terceira viagem da maternidade/paternidade não exclui de cada etapa dos filhos os momentos de aprendizado; estes, por sua vez, vivenciados pelos pais com a mesma delícia da primeira vez em que acontecem. Mas eis que chega a hora de expandir e administrar melhor a curiosidade e o saber dos pequenos. Como conclusão, cedo ou tarde, vem o desejo (total ou não) dos pais de colocar os seus pimpolhos em uma creche. E neste momento, as mais variadas questões: “Será que meu filho está pronto? Como vou adaptá-lo?”.

A realidade da creche é vivenciada pela jornalista Larissa Veloso, 25, mãe da pequena Corina, de 1 ano e 4 meses. O fato de morar só com a filha e a rotina regada a trabalho a fizeram optar por uma instituição integral para deixar a pequena. Para Veloso, muitas mamães colocam os bebês na creche para que eles desenvolvam o lado social e aprendam com mais facilidade. Segundo a jornalista, o ‘termômetro’ que mede a satisfação da bebê é ela mesma. “É sensacional quando eu a encontro e ela corre na minha direção com os bracinhos abertos para me abraçar, toda cheirosinha e arrumada. Sei que lá ela está bem cuidada. Ela adora ir para a creche, e às vezes nem quer sair de lá”, celebra Larissa.

Como a mãe e Corina já haviam ido três vezes na creche antes da bebê ficar lá de vez, a pequena não estranhou. “Indico às mães o livro ‘Como Multiplicar a Inteligência do Seu Bebê’, do psicopedagogo estadunidense Don Glemann. Eu li esse livro quando ela tinha três meses, e aprendi, com ele, que a criança deve ter o máximo de estímulo possível até os seis anos. Ele diz, ainda, que quanto mais uma criança for estimulada no primeiro ano de vida, mais ela vai conseguir aprender, raciocinar e assimilar as coisas nos anos seguintes e até na vida adulta”, pontua Veloso.

Qualidade do tempo

A arquiteta e urbanista Tássia Santos, 25, é mãe de Mateus, de 3, e Artur, de um ano. O primogênito foi primeiro para a escola, mas depois a mãe o matriculou em uma creche, por ela achar que era hora dele começar a participar de brincadeiras mais educativas, estimulando o desenvolvimento da criatividade e da coordenação motora. “E inúmeras outras habilidades que podem ser trabalhadas de forma divertida. A partir dessa decisão, fui à procura de uma creche”, diz Santos. Hoje, tanto Mateus quanto Artur frequentam a escola, em meio período.

Já para a mãe, a primeira semana de creche do Mateus foi difícil. “Ele chorava, e eu e meu marido (o biólogo Daniel Santos) precisávamos ser muito fortes para deixá-lo na escola e não transparecer nossa apreensão. Quando virávamos, eu chorava. Com nosso comportamento, conseguimos passar confiança pra ele, mostrando que a escola era um espaço agradável e que no final do dia iríamos buscá-lo. Depois da 1º semana ele não chorava mais e nem me dava beijos ao se despedir. Pegava na mão da tia e ia embora para a sala de aula dando tchau de longe”, ressalta Tássia.

A vida profissional tanto de Tássia quanto de Daniel é muito intensa, e por isso a mãe diz que a creche foi a maneira que o casal encontrou para estabelecer uma rotina para os filhos. “Converso com os professores sobre o comportamento deles. Tenho confiança e, mais do que isso, acompanho o dia a dia deles. O tempo que passamos com eles, procuramos tornar o mais agradável possível. Damos atenção, brincamos, conversamos sobre a escola, sobre a rotina deles. Considero que o mais importante não é quantidade de tempo que passamos com os filhos, mas a qualidade da relação que é construída”, argumenta a arquiteta.

A mãe hoje percebe que o desenvolvimento deles é notório e o comportamento, satisfatório. O Mateus começou a montar frases completas com 1 ano e 8 meses. Eles veem desenhos, gostam de ouvir historinhas, aprendem a dividir os brinquedos. O Artur, por ter um irmão mais velho que fala que nem um papagaio, também já fala algumas palavrinhas como: ‘mamãe, papai, dá, não’... são crianças muito felizes”, finaliza Santos.

Com a palavra

A pedagoga, mestre e doutoranda em educação, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Tamyris Bonilha, afirma que é preciso planejar cuidadosamente a chegada das crianças à escola, já que a mudança de ambiente e de cuidadores pode gerar ansiedade, medo e insegurança.

Segundo a doutoranda, ao despedir-se da criança na escola, os pais devem transmitir tal segurança e tranquilidade com frases encorajadoras, evitando despedidas longas ou dramáticas. “Aos poucos, a criança desenvolverá sua autonomia e passará a encarar os desafios da vida com maior independência e segurança”, diz ela, lembrando que a criança deve estar presente em atividades como a preparação de seu material (mochila, merenda e uniforme).

Dicas para as mães

O site http://ekidsonline.com.br/ é todo voltado para mamães que querem dicas de como decorar quartinhos, comprar objetos de escola e até orientações sobre em que lugar levar os filhos.

Idade certa

Segundo a especialista, a idade em que a família já pode optar pela creche é a de 4 meses. “Assim a criança aprende desde cedo a compartilhar seus espaços, favorecendo a convivência”.