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Porque os exames pré operatórios são tão importantes

Antes de realizar qualquer cirurgia é preciso passar por um processo que faça um levantamento completo do histórico do paciente, incluindo possíveis alergias e problemas

Logo na primeira consulta, antes mesmo da cirurgia, o médico tem a obrigação de levantar o histórico do paciente para descobrir se ele tem alguma contra-indicação

Logo na primeira consulta, antes mesmo da cirurgia, o médico tem a obrigação de levantar o histórico do paciente para descobrir se ele tem alguma contra-indicação (Divulgação)

Quando o paciente opta por fazer uma cirurgia, ele precisa estar ciente, desde o início, de que qualquer procedimento exige cuidados especiais para que seja mantido o bem estar antes, durante e após a operação. A saúde do paciente é prioridade em qualquer cirurgia, por isso, realizar uma bateria completa de exames é fundamental.

“Podem ser pedidos exames laboratoriais e clínicos, como o eletrocardiograma, eletroencefalograma, dosagem de açúcar no sangue, hemograma completo, ureia, coagulação, etc. Esses exames têm o objetivo de identificar os principais fatores de riscos cirúrgicos e fazer com que tanto o paciente, quanto o médico, saibam da exata situação em que será realizada a cirurgia”, explica o Dr. Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico.

Logo na primeira consulta, antes mesmo da cirurgia, o médico tem a obrigação de levantar o histórico do paciente para descobrir se ele tem alguma contra-indicação – pode ser algum tipo de alergia ou uma insuficiência cardíaca, por exemplo.

Após o levantamento do histórico, podem ser recomendados os exames laboratoriais – já que são eles quem são capazes de identificar problemas que podem interferir diretamente na cirurgia. “Muitas vezes é requisitado o hemograma, que serve para comprovar anemia, inflamações, leucemia, infecções viróticas e bacterianas. No mesmo exame, pode ser realizado o eritrograma (avaliação e contagem de glóbulos vermelhos) e o leucograma (avaliação e contagem de glóbulos brancos), além de uma avaliação de plaquetas”, comenta Pacheco.

Outros exames comumente pedidos são o protoparasitológico de fezes – que podem indicar a presença de parasitoses intestinais; urina, que diagnostica infecções urinárias; glicemia; colesterol; coagulograma.

“O último exame citado, o coagulograma, ajuda a definir se o paciente tem, ou não, algum problema de coagulação sanguínea. Algumas pessoas apresentam anomalias que aceleram a coagulação, enquanto outras pessoas têm problemas com essa coagulação. Esse diagnóstico não chega a impedir a cirurgia, mas pode agravar a recuperação do paciente. Por isso, antes de realizar qualquer procedimento, é bom que ele saiba exatamente da sua situação” alerta o especialista.

Ainda, dependendo da cirurgia – e do paciente em questão, - podem ser pedidos um eletrocardiograma, raios-X, e de uréia e creatinina. “Quando qualquer exame apresenta alguma alteração, o médico deve tratá-la antes, para que o paciente não corra riscos desnecessários durante ou depois da cirurgia”, comenta Pacheco.

Alguns cuidados básicos que devem ser tomados antes de qualquer cirurgia são o jejum de oito a 10 horas, a suspensão do cigarro por pelo menos uma semana antes do procedimento, - já que a nicotina interfere na coagulação sanguínea, - evitar o consumo de bebidas alcoólicas e de comidas pesadas na véspera da cirurgia, não utilizar medicamentos diuréticos ou à base de ácido acetil-salicílico (AAS, Aspirina, Melhoral, Bufferin) ou contendo ervas (Arnica, Ginko Biloba) com efeito anticoagulante, pelo menos 15 dias antes da cirurgia.