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Sensores corporais prometem monitorar a saúde 24 horas por dia

Eles serão lançados no Brasil ainda no primeiro semestre do ano

Os dados captados pelos biossensores são sincronizados a um aplicativo conjugado a um smartphone

Os dados captados pelos biossensores são sincronizados a um aplicativo conjugado a um smartphone (Divulgação)

Fazer exames laboratoriais e visitar o médico pelo menos uma vez ao ano é como a maioria das pessoas avalia suas condições de saúde. Imagine se fosse possível medir uma série de indicadores de qualidade de vida, 24 horas por dia, sem muito trabalho, e ainda ter indicações sobre quais atitudes adaptar ou modificar para viver mais e melhor? Já é! Por meio dos sensores corporais,  capazes de monitorar em tempo real atividades diárias como passos percorridos, calorias queimadas e dados importantes do sono.  Até agora, essa tecnologia existia apenas em aparelhos produzidos fora do País, mas no final de janeiro será lançado no mercado nacional o Klip, um sensor corporal, que incentivará os usuários a participarem de forma ativa de seu bem-estar.

O idealizador da nova ferramenta é o empresário suíço radicado no Brasil desde 2009,  Immo Oliver Paul. Em entrevista a A CRÍTICA, ele destaca essa mudança de paradigmas decorrente das novas tecnologias na revolução de aspectos da saúde e bem-estar. “Hoje podemos viver 30 anos a mais que as pessoas que viveram há 100 anos. Mas para vivermos melhor, é preciso, desde cedo, fazer alguns ajustes, monitorar problemas e se cuidar um pouco mais. Se entendo que uma pessoa não dorme direito há três dias, é possível fazer recomendações; se sei que ela passou três horas na academia, posso indicar um shake de proteína, por exemplo. Com os sensores, é possível ter esse monitoramento contínuo”, explica ele, que é sócio-presidente da empresa Carenet Longevity e especialista de novas formas de tecnologia móvel de saúde e, consequentemente, nas aplicações e benefícios para a sociedade.

Como funciona?
O Klip pesa menos de 12 gramas e mede cerca de 5 cm. Ele pode ser afixado em uma calça ou blusa, por exemplo. Por meio de biossensores, é capaz de captar informações relativas a prática de atividade física, gasto calórico e qualidade do sono.  Com um aplicativo próprio conjugado a um smartphone, essas informações são sincronizadas e podem ajudar na mudança de hábitos ou ainda serem utilizadas em análises de profissionais como médicos, personal trainers e nutricionistas.

O aplicativo também permite inserir manualmente, buscando em uma biblioteca virtual ou por meio de fotos do código de barra dos produtos, as informações sobre alimentação.

“Mudar hábitos, esse é o nosso grande desafio. O que a gente fornece é um pouco mais de transparência para mudar comportamentos e isso pode levar a pessoa a refletir sobre eles e fazer ajustes. A meta final é viver de maneira saudável, da forma mais divertida possível”, enfatiza Immo.

Em relação ao uso no controle de doenças crônicas, o empresário afirma que o principal foco no novo aparelho é a prevenção, entretanto não descarta seu papel como aliado. “No caso de doenças como diabetes, por exemplo, cujo tratamento envolve basicamente  medicação, atividade física e alimentação, é possível fornecer as informações necessárias para ajudar nessa parte de exercício e hábitos alimentares”, frisa.

Uma das diferenças do Klip com outros aparelhos similares, como por exemplo o FitBit, que lidera o mercado americano, é que sua plataforma é aberta. “Se alguém comprar um aparelho nos EUA pode sincronizar com nossa plataforma. Nossa intenção é, no futuro, nos tornarmos referência como o lugar que reunirá as principais informações das pessoas relacionadas ao bem-estar, por meio de um programa bom, com linguagem fácil e um design criativo e intuitivo”.