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Grupo teatral de costumes e cordel oferecerá espetáculo gratuito em Manaus

Grupo de teatro paraense se apresenta pela 3ª vez na terra; enquanto isso, cia. local retorna de viagem aos palcos barés

Apesar de ser a terceira vez do grupo em Manaus, é a primeira no Teatro AM

Apesar de ser a terceira vez do grupo em Manaus, é a primeira no Teatro AM (Divulgação)

Três mulheres carpideiras (ou choradeiras) que, em um velório, lançam nas lágrimas escorridas os seus maiores anseios e questões existenciais. O que parece ser um enredo de drama, na verdade, é uma comédia – sem excluir o teor de reflexão que a trama promove. A história citada  é um pequeno recorte do espetáculo “As bondosas mulheres choradeiras”, do grupo de teatro paraense Olho D’água, a se apresentar em Manaus nesta sexta-feira, 21, às 20h, no Teatro Amazonas, gratuitamente.

A montagem aporta na capital amazonense porque integra a edição especial do Festival de Teatro da Amazônia (FTA) que celebra 10 anos de existência. Neste ano a mostra rememora 19 espetáculos - entre locais e nacionais que já estiveram em cartaz no evento - com o objetivo de apresentar um retalho de elementos e experimentos teatrais ocorridos ao longo da década.

O espetáculo desta sexta é baseado no texto do dramaturgo cearense Uéliton Rocon, acontece em um ato e tem duração de 1h e 15 min, conforme a diretora da montagem, Elizangila Dezincourt. O espetáculo, por sua vez, se desenrola em formato da comédia de costumes, gênero teatral que aborda o cotidiano, segundo ela. Com apenas três anos, a peça está pela terceira vez em Manaus, foi vencedora da 2ª edição do Festival de Teatro da Amazônia (FTA) e já circulou por todas as capitais da Região Norte.

“A história se passa no velório da aristocrata Tereza, vivida pela atriz Thatiany Aguiar. Durante o velório, três velhinhas chamadas Prudência (Ádrio Denner), Angústia (Braz Filho) e Astúcia (Elder Aguiar), além de chorarem pela morta, abordam temas existencialistas e efetuam descobertas sobre si mesmas. Apesar de serem puritanas, elas vão descobrindo fraquezas, desejos oprimidos e discutem o mundo de maneira diferente. Elas refletem temas como a hipocrisia e as diferenças religiosas, que são sentimentos individuais, porém universais ao ser humano”, pondera a diretora.

Campo

Com pesquisa musical assinada pelo ator Levi Beltrão, a montagem não possui sonoplastia, segundo Dizencourt. “As músicas que surgem na peça surgiram de uma pesquisa de campo feita por Levi – cuja família é muito ligada à religiosidade – em igrejas. Em determinado momento da peça as três velhinhas cantam, para encomendar a alma da morta. As músicas são tradicionais, não apenas da religião católica, mas de várias religiões”, suscita a produtora.

O cenário é composto por um caixão, algumas velas. A caixa de teatro preta é utilizada para conferir uma sensação “fechada” ao funeral, ressalta Elizangila.

Censura

Integram o figurino elementos como véus, vestidos quadriculados de tons neutros ou escuros, e acessórios como lenços, binários e terços. Por conta da descoberta de desejos vivenciada pelas personagens, a montagem é recomendada para maiores de 14 anos. “Há cenas de masturbação e de ingestão exagerada de bebida alcoólica. Mesmo que saibamos que a TV dá acessibilidade a esses temas, queremos preservar os menores”, destaca ela.

Cia. Cacos em Manaus

Após retornar de uma circulação por 12 cidades brasileiras das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, a cia. amazonense Cacos apresenta neste sábado (22) o espetáculo “A cruz e a moça”, às 19h, no Parque dos Bilhares. Com entrada franca, a montagem da companhia de teatro contemporâneo se apropria da linguagem popular, fazendo referências à literatura de cordel, além de ser considerada pelos integrantes o maior desafio da história do grupo, por diferir da linha experimental de trabalho já traçada pelos atores.