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Companhia de Dança nasce de projeto social e incentiva jovens, na Zona Leste de Manaus

A Cia. de Dança Ruy Alencar movimenta jovens do Nova Cidade há três anos

  • A Cia. de Dança Ruy Alencar movimenta jovens do Nova Cidade há três anos
    FOTO: Divulgação
  • A Cia. de Dança Ruy Alencar movimenta jovens do Nova Cidade há três anos
    FOTO: Divulgação

De uma simples atividade extracurricular, a dança se transformou em paixão para estudantes de uma escola da Zona Norte de Manaus. A Cia. de Dança Ruy Alencar surgiu há pouco mais de três anos, como desdobramento do trabalho desenvolvido pelo Projeto Jovem Cidadão na Escola Estadual Professor Ruy Alencar, no Nova Cidade, e hoje reúne também integrantes da comunidade que decidiram se dedicar à atividade artística.

Entusiasmo

A companhia foi criada por iniciativa do bailarino Wilson Junior, integrante do Balé Folclórico do Amazonas e professor do Jovem Cidadão, em parceria com Jeane Melgueiros, gestora da escola da Zona Norte. Após perceber o entusiasmo e a dedicação dos estudantes no Jovem Cidadão, Wilson abriu as atividades do projeto para todos os alunos interessados em participar. Daí para a criação da companhia foi um passo.


 “Montei a companhia de dança e começou a dar certo. Produzimos um primeiro espetáculo, ‘Amazônia para o mundo ver’, falando de folclore, que era algo muito forte na escola”, recorda o bailarino. Hoje, informa Wilson, a Cia. de Dança Ruy Alencar ensaia com aproximadamente 20 integrantes, mas o número sobe para cerca de cem durante os períodos letivos, englobando alunos da escola e comunitários. Os ensaios acontecem nas manhãs de sexta-feira, sábado e domingo, e nas férias também às segundas e quartas.

 Evoluindo

Desde que foi criada, em junho de 2008, a companhia de dança do Nova Cidade vem evoluindo. Após “Amazônia para o mundo ver”, os jovens bailarinos já encenaram outras cinco coreografias: “A casa do terror”, “Águas – Dentro do mar tem rio”, “A volta ao mundo em 30 minutos”, “Futurama” e “Piratas do Caribe”. Elas se baseiam principalmente na dança moderna e no jazz, com elementos do balé clássico, num reflexo da evolução do grupo, que começou estudando pequenas sequências de jazz.

 “De início, busquei trabalhar mais músicas populares, que eles estão acostumados a ouvir no rádio. Quando o trabalho estava se desenvolvendo de forma legal, comecei a inserir a dança moderna e o balé clássico”, lembra Wilson. A partir daí, acrescenta ele , os jovens passaram a receber noções de história da dança e anatomia, e a se aproximar do universo da dança. “Como sou bailarino do Estado, sempre que havia apresentações no Teatro Amazonas nós reservávamos esse dia para eles assstirem e terem um contato maior com os bailarinos profissionais”.

Conquistas

O bom trabalho desenvolvido pela companhia rendeu frutos, e aos poucos ela foi conquistando espaço em vários palcos. Além de eventos das secretarias estaduais de Desporto e Lazer, e Educação, os jovens bailarinos já se exibiram no Festival de Dança Galo da Serra, em Presidente Figueiredo; na Mostra de Dança do Amazonas (Modama); e no recente Concerto de Natal da Secretaria de Cultura (SEC). E foram selecionados para o 1º Cena de Dança, em setembro, no Teatro Amazonas.


 “Fomos a única escola estadual a levar um trabalho para a mostra, promovida pela Associação dos Profissionais de Dança do Amazonas. Penso que foi o nosso maior feito”, diz Wilson.

 E a companhia mira mais longe: o grupo prepara trabalhos para inscrever no Festival de Joinville (SC). “É o maior festival do Brasil e um dos maiores do mundo, e vamos tentar competir lá esse ano”, antecipa o professor.

Qual o segredo para dar certo? Querer, contra todas as adversidades. “Houve jovens que já vieram me falar, ‘Eu era usuário de drogas, e deixei porque a dança é minha paixão. Não há nada mais grafiticante”, afirma Wilson. “O empenho deles – não tem nada que compre isso”.

Estrutura precária

A força de vontade de Wilson Junior, Jeane Melgueiros e dos jovens bailarinos da Ruy Alencar supera até mesmo as dificuldades de estrutura que a companhia enfrenta para trabalhar, como a falta de espelhos ou barras de exercícios . “O trabalho todo é realizado na quadra de esportes da escola, e às vezes até no refeitório”, comenta Wilson, que busca driblar o problema com trabalho e disciplina. “Tenho de criar mecanismos para eles não sentirem falta, para que tudo possa fluir de forma harmônica e que a técnica entre no corpo do aluno”.

A dedicação de Wilson, que trabalha à frente da companhia de forma voluntária e já inscreve projetos com o grupo em editais, é ver o trabalho florescer: “A ideia é criar uma fundação, desenvolver uma grande escola de dança. A Zona Norte é muito carente, não tem escolas de dança ou arte (...) A intenção é ver esse trabalho se tornar algo maior, abrangente e profissional, e que contribua com o Estado e os grandes festivais que já temos”.

Busca rápida

 Talentos em mostra O Festival de Talentos promovido pela Escola Estadual Ruy Alencar foi um fator que estimulou a criação da companhia de dança. O evento, que abrange também a música, está em sua terceira edição.

Números 

15 bailarinos da Ruy Alencar dançaram no Concerto de Natal 2011, no Centro. A companhia participou co- mo convidada, fora do Projeto Cidadão, faça- nha bastante comemorada pelo grupo.