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Opostos duelam na terceira etapa da 'Batalha das Marchinhas'

Cantora Anne Jezini duela com Deejay Carapanã na terceira rodada da disputa. Votação no ACRITICA.COM

Anne Jezeni concorre com a música "Me deixe em Paz"

Anne Jezeni concorre com a música "Me deixe em Paz" (Winnetou Almeida)

Depois das bandas Rockaholics e Piracuí Com Farinha duelarem na “Batalha de Marchinhas”, promovida pelo BEM VIVER, agora é a vez de dois opostos - no melhor sentido da palavra - subirem ao ringue da disputa carnavalesca. De um lado, todo o Jazz e Bossa Nova da cantora Anne Jezini; do outro, a irreverência do Deejay Carapanã se junta aos músicos Jander Manauara e Matheus Crazy.

Piano e voz. Este foi o cenário escolhido por Anne Jezini para a sua versão de “Me deixe em paz”, marchinha que estourou no Carnaval de 1952 sob a voz de Linda Batista. Composta originalmente pelo sambista Monsueto, a canção, ao som dos versos “Você arruinou a minha vida” e “Agora vai, me deixe em paz!”, narra a história de amor não correspondido (e revolta) entre um homem e uma mulher.

“Eu não estava querendo aquelas marchinhas mais conhecidas. Não queria pegar um samba famoso e adaptá-lo ao mesmo estilo”, aponta a cantora. “Queria que a letra e a melodia já começassem combinando com o que eu gosto de fazer e escrever”, acrescenta. Até chegar à “Me deixe em paz”, foram intensos dias de pesquisa para Anne, que encontrou na avó, a dona de casa Sarah Laredo, a inspiração para interpretar o sucesso de Linda Batista. “Lembrei da Linda por causa dela (minha avó). Ela, inclusive, cantava bem parecido”,

Relembra

Na versão da cantora para “Me deixe em paz”, o agito da melodia, típica das marchinhas da época, cede espaço para o equilíbrio e pureza da voz de Anne - aliados ao trabalho do pianista César Serafim.

Popular

Mais de 50 anos depois, os simples versos “Olha a cabeleira do Zezé / Será que ele é?” ainda dominam as seleções carnavalescas de clubes, hotéis e salões. É a canção mais tocada no Brasil em dias de folia, segundo o ranking de Carnaval do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). E essa marchinha foi justamente a escolha do trio Jander Manauara, Matheus Crazy e Deejay Carapanã para o concurso. Como característica de seu trabalho, o grupo de rap explora o regionalismo em suas letras e isso foi algo que não faltou na releitura da composição de João Roberto Kelly em parceira com Roberto Faissal.

“A gente ia escolher ‘Este ano no vestibular’, mas, como desisti da faculdade, eu pensei no cabelo. O pessoal vai dizer quando colocar para assistir o vídeo: ‘Olha o cabelo do maluco, aí!’.  Estamos vivendo a ditadura do boné, a ‘curuminzada’ está tudo usando boné. Escolhemos também a ‘Cabeleira do Zezé’ por causa do meu pai, ele tinha aqueles vinis das marchinhas e essa era carro-chefe, também é chiclete pra caramba”.

Sonoridade

Ao pesquisar mais sobre a composição, Manauara viu que faltava algo na letra para fazer mais sentido às “escolhas” do Zezé, por isso produziu um verso complementar. “Todo mundo fica cantando ‘Olha a cabeleira do Zezé’, mas, na verdade, dentro daquele folclore da letra, a gente meio que não entende muito qual é a do Zezé. Então eu entrei numa de que ‘Ele gosta da Aparecida e ela está Sem Compromisso. Ela é que nem Vitória Régia, tem seu Reunido Unido, mas ela mora no Morro da Liberdade, Zé. Mas é no Balaku Blaku da Grande Família que ele bate o pé’. Assim faz mais sentido à história, entra mais essa questão do regionalismo com a parada das escolas de Carnaval”.

Grande final do concurso

Na próxima quinta-feira (27), os leitores irão conhecer o último artista selecionado para a grande final do concurso de marchinhas. Em seguida, iniciará a votação entre os três artistas finalistas. O grande vencedor será conhecido no dia 3 de março, na Segunda-feira Gorda, em matéria publicada na capa do  BEM VIVER. As últimas batalhas que ocorreram foram Kelly & Klinger contra a banda Luneta Mágica e banda Rockaholics contra o grupo Piracuí Com Farinha.

Assista o clipe da marchinha "Me deixe me paz"

Assista o clipe da marchinha "Cabeleira do Zezé" 

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