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A febre atual do ‘selfie pós-sexo’

As selfies pós-sexo, por sua vez, têm feito cada vez mais adeptos no Instagram: hoje são mais de 11 mil marcações com a tag #aftersex, onde é possível ver imagens de casais tiradas e publicadas após o ato sexual

A febre atual do ‘selfie pós-sexo’

A febre atual do ‘selfie pós-sexo’ (Reprodução/Internet)

O publicitário Omã Freire posta, em média, de duas a três fotos por dia, e soma 2.326 seguidores no Instagram, o que o valida como alguém sempre presente nas redes sociais. As suas fotos, porém, ficam restritas ao âmbito das festas, trabalho e amigos. Questionado sobre a famosa febre da selfie pós-sexo, o rapaz não titubeia em responder.

“Considero uma prática totalmente desnecessária porque você expõe para todo mundo, inclusive para quem nunca te viu na vida, o íntimo de outra pessoa”, coloca ele, que afirma postar, de vez em quando, fotos com pessoas que se relaciona afetivamente. “Mas nada muito agressivo, como beijos mais quentes ou coisas do tipo. Abraçado, de mãos dadas, como numa celebração de carinho, não vejo maldade alguma”, explica.

As selfies pós-sexo, por sua vez, têm feito cada vez mais adeptos no Instagram: hoje são mais de 11 mil marcações com a tag #aftersex, onde é possível ver imagens de casais tiradas e publicadas após o ato sexual. Mesmo sem ilustrarem nenhuma parte íntima, a temática acabou dividindo opiniões no Brasil e mundo afora.

Já a designer de moda Milena Molinari* (nome fictício) já postou uma foto com a hashtag #aftersex. E diferente das fotos de outros temas com a tag apenas para chamar mais seguidores, Milena admitiu de fato se tratar de uma foto clicada após fazer sexo com o namorado.

“Eu concordo com a prática, desde que as pessoas envolvidas estejam de acordo e desde que a foto não seja vulgar. Acho que participar dessa ‘modinha’ vai de gosto e ideologia. Mas eu respeito e entendo a opinião de quem critica porque fala-se tanto em liberdade de expressão e de liberdade sexual, mas a sociedade ainda tem suas barreiras em relação a isso. Pra mim é apenas uma foto. Até porque, se for perceber, você não vê sexo, e sim o rosto das pessoas, na maior parte. A diferença é que elas acabaram de transar”, argumenta a designer.

Reflexão

Para o psicólogo Gregory Silveira, a nova forma de “auto-exposição denominada selfie pós-sexo está co-relacionada com a nova geração, onde as pessoas, em especial os jovens, expõem suas vidas privadas através de redes sociais. Ele afirma que, em certas vezes, não há limites entre o que deveria/poderia ser privado em relação ao que pode ser compartilhado.

“Existe uma linha tênue entre o certo e o errado. A tecnologia e/ou modernidade que temos é indiscutível e imensurável nos dias de hoje, o que proporciona consequentemente, um novo perfil. Este novo perfil mostra, em alguns casos, pessoas que desejam "aceitação" social através de suas imagens/fotos pós-sexo publicadas em redes sociais”, aponta ele.

A auto-exposição praticada através de selfies pós-sexo deve ser consciente porque, se for um ato desmedido, pode causar desconfortos e até traumas desnecessários, na visão do psicólogo. “No caso da auto-exposição em excesso, o casal acaba ficando vulnerável ao mundo virtual e até mesmo ao próprio companheiro, tendo em vista que a relação afetuosa/amorosa e o vínculo entre os pares pode terminar em algum momento, e tais fotos/imagens podem ser utilizadas de forma perversa”, finaliza.