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Cientistas preveem um futuro sem sexo: Fazemos 40% menos sexo que nossos pais

Quando o levantamento foi feito em 1990, cerca de metade dos participantes afirmou que manteve relações sexuais pelo menos 5 vezes durante o mês anterior

O fato é que esses momentos de dificuldade existem e podem atingir o mais perfeito dos romances

A frequência do sexo não é a única coisa que mudou desde 1990. Aparentemente os entrevistados relataram terem expandindo seu repertório sexual (Divulgação)

O estudo mais completo sobre comportamento sexual realizado na Europa prevê um futuro, infelizmente não tão feliz: com menos sexo  e mais horas sozinho na internet. Nossos pais e avós tinham mais relações sexuais do que temos hoje. Embora a cultura do sexo casual, sem objetivo de procriação e simplesmente pelo prazer faça parte de grande parte das civilizações modernas, nós estamos fazendo muito menos sexo que nossos pais e avós que, muitas vezes tinham esses ideais invertidos.

Como resultado do estudo, que comparou a vida sexual de diversos casais em 1990 hoje, os pesquisadores descobriram três aspectos importantes:

As pessoas estão fazendo sexo com menos frequência.

Estão mais aptas do que antes a ampliar o seu repertório sexual.

As mulheres estão se envolvendo sexualmente com mais parceiros do que antes.

 Em termos de quantidade, o estudo revelou que:

50% dos participantes relatou ter mantido relações sexuais pelo menos 3 vezes durante o mês anterior à entrevista.

Quando o levantamento foi feito em 1990, cerca de metade dos participantes afirmou que manteve relações sexuais pelo menos 5 vezes durante o mês anterior.

Tecnologia é culpada por queda na frequência sexual, dizem cientistas

Kaye Wellings, chefe de pesquisa de saúde social e ambiental da Escola de Higiene e Medicina Topical de Londres, atribui a queda na frequência de relações sexuais ao uso mais difundido da tecnologia e à crise financeira.

23% dos entrevistados costumam usar laptops ou outros gadgets na cama antes de dormir.

“As pessoas têm tablets e smartphones e estão levando-os para dentro do quarto, usando Twitter e Facebook, respondendo a e-mails”, disse o Dr. Cath Mercer da University College in London.

"A tecnologia é claramente uma influência excessiva na sociedade de hoje e, naturalmente, atrai o foco de pessoas reais," Jo Hudson, fundador da Kinky Times.  “As pessoas tocam seus smartphones mais do que tocam seus parceiros. Para o nosso dinheiro, a proibição do telefone na hora de dormir é tão crucial quanto o veto à tecnologia na mesa de jantar."

As pessoas fazem menos sexo, mas com mais gente

E a frequência do sexo não é a única coisa que mudou desde 1990. Aparentemente os entrevistados relataram terem expandindo seu repertório sexual para incluir diferentes partes do corpo e mais parceiros do mesmo sexo.

Cerca de 16% das mulheres relataram ter tido uma experiência com o mesmo sexo, em comparação com cerca de 7% dos homens.

E ambos os sexos também relataram praticar mais sexo anal e oral.

Mulheres dobraram o número de parceiros sexuais

Mas as mulheres, de longe, parecem ter abraçado a sexualidade de uma forma totalmente nova desde o primeiro estudo:

O número médio de parceiros sexuais relatados por mulheres dobrou desde o primeiro levantamento, aumentando de 4 para 8.

Entre os homens, o número médio de parceiras sexuais aumentou de 9 para 12.

"Houve um relaxamento das restrições sobre a expressão sexual", disse Debra Lynne Herbenick, que liderou uma pesquisa similar nos Estados Unidos. “As pessoas estão mais livres agora para explorar seus interesses sexuais”, completa.

Como aconteceu o estudo

O estudo entrevistou, entre setembro 2010 a agosto 2012, mais de 15.000 pessoas, com idades entre 16 e 74 anos sobre as suas vidas sexuais. Os resultados foram reunidos numa série abrangente de seis documentos, considerado "um dos maiores e mais completos estudos realizados sobre o comportamento sexual". Realização: Pesquisa Nacional da Grã-Bretanha de Atitudes Sexuais e Estilos de Vida.