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Livro que rememora episódios da ditadura no Estado do AM é lançado nesta sexta-feira (16)

Paulo Figueiredo faz balanço de prisões, cassações e outros casos ocorridos no Estado, durante regime militar, em obra lançada nesta sexta-feira (16), em Manaus

Paulo Figueiredo foi um dos muitos que caíram nas mãos do regime militar em 1964

Paulo Figueiredo foi um dos muitos que caíram nas mãos do regime militar em 1964 (Érica Melo)

À época um líder estudantil militante da esquerda, Paulo Figueiredo foi um dos muitos que caíram nas mãos do regime militar em 1964. Poucos dias após o golpe de 31 de março daquele ano, ele foi detido e preso em Manaus. “Fui levado à então chefatura de Polícia, na rua Marechal Deodoro, e submetido a repetidos interrogatórios”, recorda ele, que ficou confinado por três semanas.

Cinquenta anos mais tarde, o advogado e jornalista rememora este e outros episódios do período fatídico no Estado, no livro “O golpe militar no Amazonas – Crônicas e relatos”. O lançamento da obra será hoje, às 19h, no Espaço Thiago de Mello da Livraria Saraiva, com sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público.

Em seu livro, como indica o subtítulo, Figueiredo reúne crônicas e relatos que fazem um balanço dos ocorridos nos Anos de Chumbo no Estado. Os textos, alguns já publicados pelo autor no jornal “Diário do Amazonas”, recordam cassações de parlamentares e prisões de políticos, líderes sindicais, operários, religiosos e intelectuais amazonenses. A lista traz, entre outros, nomes como o ex-prefeito, Amazonino Mendes – que assina a apresentação do livro –; o ex-deputado estadual Arlindo Porto; o padre e escritor, Luiz Ruas, integrante do Clube da Madrugada.

Houve ainda um assassinato e um desaparecimento, lembra Figueiredo: “No Amazonas não se teve tortura física, mas lá fora houve o caso de Antogildo Pascoal Viana, que dirigiu o Sindicato dos Estivadores do Estado, preso e morto no Rio de Janeiro. E um grande amigo, Thomaz Meirelles Neto, assassinado no Rio e hoje um desaparecido político. Foram os dois amazonenses mortos pela ditadura”.

Violência e absurdo

Apesar de ter escapado à violência física, o Amazonas não fugiu à violência psicológica e aos absurdos do regime. Figueiredo sofreu pressão e ameaças durante os interrogatórios na cadeia. Um assunto que sempre vinha à tona, ele recorda, era o do Comitê de Resistência do Norte, nada menos que uma ficção criada por um rapaz chamado Ernesto Pinho Filho. “Ele tirou isso da cabeça dele, publicou num manifesto e os militares depois o pegaram”, conta o escritor. “Concluíram que havia um movimento coordenado na Amazônia contra os militares”.

“O golpe militar no Amazonas” foi fruto de quatro meses de pesquisa de Figueiredo, e de conversas do autor com personagens que vivenciaram aqui o triste período da História do Brasil. O livro, diz Figueiredo, não tem “pretensão de esgotar o tema”, mas de contribuir para o conhecimento sobre o tema e estimular novas pesquisas.

“Diria que o livro é uma espécie de ‘catarse’ sobre os Anos de Chumbo no Amazonas. Achei importante transmitir esse conhecimento às novas gerações, exatamente para que esses fatos nunca se repitam”, conclui.

Serviço

O que é: Lançamento do livro “O golpe militar no Amazonas – Crônicas e relatos”, de Paulo Figueiredo

Onde: Livraria Saraiva, Manauara Shopping, avenida Mário Ypiranga Monteiro, 1.300, Adrianópolis

Quando: Neste sábado (16), às 19h

Quanto: Gratuito e aberto ao público em geral