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Quadrinistas comemoram nesta quinta (30) o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos

Integrantes do Clube dos Quadrinheiros de Manaus fazem um balanço positivo das produções e do mercado nacional da área

Nesta arte, Romahs reuniu trabalhos dos quadrinistas que mais gosta

Nesta arte, Romahs reuniu trabalhos dos quadrinistas que mais gosta ( Arte: Romahs Mascarenhas )

Os quadrinistas brasileiros comemoram nesta quinta-feira (30) o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos com a moral lá em cima. O momento é extremamente favorável para a arte de unir texto e desenho, que aposta cada vez mais nas publicações requintadas chamadas “graphic novels”, recebe frequentes adaptações para o cinema e vê crescer um grande celeiro de talentos no Brasil. Por isso, nesta data comemorativa, integrantes do Clube dos Quadrinheiros de Manaus fazem um balanço positivo das produções e do mercado nacional da área - apontando que ambos “renasceram” com o advento da Internet.

Por conta do investimento nas “graphic novels”, o público entusiasta do quadrinho tem migrado da banca de revista para as livrarias, deparando-se com obras que nada lembram as antigas revistas “sujas” famosas nos anos 70 e 80. As produções estão se otimizando, então nada mais justo que seu meio de publicação lhes acompanhe. Segundo o cartunista Romahs Mascarenhas, talvez por isso paire no ar a falsa impressão de que mercado está deficiente.

“Na banca de revista realmente se vê pouca coisa. Mas a aposta são os quadrinhos de luxo, literalmente novelas gráficas. Eles se diferem do tradicional porque são histórias com começo, meio e fim, com o tratamento de um livro: capa dura, papel especial, impressão diferenciada”, afirma.

As fontes do sucesso

Para Mascarenhas, o que deixa mesmo evidente a valorização dos quadrinhos é a enorme quantidade de filmes inspirados nestes. Além dos clássicos com super-heróis, as histórias mais alternativas e de cunho adulto também têm ganhado espaço, a exemplo do longa “Azul é a cor mais quente” - baseado no quadrinho francês homônimo.

“A adaptação maciça de quadrinhos para o cinema mostra que este nunca esteve tão bem na foto”, reforça.

O presidente do Clube dos Quadrinheiros de Manaus, Bero Vidal, acredita que os bons ventos para a área voltaram a soprar a partir dos anos 2000, com a popularização da Internet e seus recursos.

“Ficou prático conhecer como os grandes artistas faziam seus quadros, roteiros, quadrinhos e entender como funcionava o processo. Até então, não chegava praticamente nada no Brasil a esse respeito. Isso ajudou a melhorar a qualidade dos trabalhos dos quadrinistas”, opina.

Meta para 2014

O Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos refere-se à primeira publicação do tipo: “As aventuras de Nhô Quim”, há 145 anos. na revista Vida Fluminense. Evidente que de lá até então, muita coisa mudou. Mas para Bero Vidal, ainda existe um longo caminho a ser trilhado até a valorização econômica da profissão de quadrinista.

“As pessoas têm empatia por nós, temos o respeito da sociedade, entretanto não temos um mercado que nos possibilite sobreviver disso. Para isso, em 2014 estamos fazendo parcerias com escolas, porque a profissionalização só começa a partir do momento em que a escola compreende que aquilo é bom para o cidadão e toma para si essa batalha”.