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Companhia mineira realiza espetáculo no Festival Mova-se de Dança em Manaus

O espetáculo da Meia Ponta Cia de Dança tem concepção, direção e organização coreográfica de Dudude Herrmann e direção artística de Marisa Monadjemi

A cia. já trabalhou com coreógrafos de grande importância para a dança brasileira, como Tuca Pinheiro, Mário Nascimento e Denise Stutz

A cia. já trabalhou com coreógrafos de grande importância para a dança brasileira, como Tuca Pinheiro, Mário Nascimento e Denise Stutz (Divulgação/Lena Maia )

Manaus recebe nos dias 16 e 17 de agosto o espetáculo “Murundu”, da Meia Ponta Cia de Dança. A companhia mineira aporta na capital amazonense e integra o núcleo de performances do Festival Mova-se de Dança: “Solos, Duos e Trios”, que acontece de 13 a 17 de agosto, em local e hora ainda a serem definidos. O espetáculo tem concepção, direção e organização coreográfica de Dudude Herrmann e direção artística de Marisa Monadjemi, e aborda a questão do ser humano como mais um no planeta, mas faz isso de maneira poética, usando objetos descodificados de suas funções básicas para criar um ambiente de paisagens inusitadas.

O processo de "Murundu" iniciou-se em agosto de 2012 e teve como ponto de partida o clima, o tempo e o consumo no mundo, e como estes três tópicos são assuntos rotineiros e cotidianos de qualquer ser humano vivente. "Ou faz frio, ou calor, ou chove, ou seca, há sempre um tom de reclame, sempre o tempo é culpado de todas as ingerências do viver contemporâneo e a impressão é que não se olha realmente para o porquê de tantas mudanças abruptas.", declara Dudude Herrmann, responsável pela concepção, direção e organização coreográfica de "Murundu".

O espetáculo foi criado para quatro bailarinos/ performers, e é definido por Marisa e Dudude com uma obra aberta, já que está em constante exercício de apropriação de descobertas. Na etimologia, "Murundu" significa pequeno monte, mas na peça a palavra é apropriada como também um monte de coisas, das mais variadas juntas, emaranhadas, disformes, misturadas e potentes.

"Murundu é tudo. Pode ser os bichos, as coisas, cada um vai ter uma leitura sobre isso, mas foi o meio ambiente a nossa principal fonte de inspiração para a criação do espetáculo", conta Marisa Monadjemi, diretora artística da companhia. A montagem conta com Marcelo Xavier na concepção da ambientação cênica e figurinos, elaborados a partir de um processo criativo de assistir ensaios e discutir sobre as imagens apresentadas e a ambientação e criação sonora é assinada por Renato Motha, músico e compositor.

A coreógrafa Dudude já colaborou com outros trabalhos da Meia Ponta Cia de Dança, na concepção de "Poética das Nuvens" (1992) e "Brevidade" (1999), o último comemorou os cem anos da cidade de Belo Horizonte. "Murundu" marca o reencontro de Dudude com a companhia, que tem por hábito e desejo trabalhar com diversos coreógrafos e propor obras que envolvam o publico adulto e infantil, o que lhe rendeu vários prêmios e convites para se apresentarem no Brasil e exterior.

Prêmios

O espetáculo "Murundu" recebeu indicações em seis categorias do Prêmio Copasa Sinparc de Artes Cênicas 2014: melhor espetáculo; trilha sonora (Renato Motha); concepção cenográfica (Marcelo Xavier); figurino (Marcelo Xavier); bailarina (Dorothé Depeauw) e concepção coreográfica (Dudude Hermann).

Além disso, a Meia Ponta já trabalhou com coreógrafos de grande importância para a dança brasileira, como Tuca Pinheiro, Mário Nascimento, Denise Stutz, Tindaro Silvano, Luis Arrieta, Arnaldo Alvarenga e Dudude Hermann, além dos artistas plásticos Marcelo Xavier, Mônica Sartori e Marcos Paulo Rolla, os músicos Kiko Klaus e Cláudia Cimbleris e o vídeomaker Leandro HBL.