Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Morre o escritor colombiano Gabriel García Márquez

Considerado um dos escritores latino-americanos mais importantes do século XX, vencedor do prêmio Nobel, o autor de ‘Cem Anos de Solidão’ faleceu na manhã desta quinta (17) na Cidade do México

Escritor criou um mundo ficcional que misturava o banal e o fantástico

Escritor criou um mundo ficcional que misturava o banal e o fantástico (Reprodução/Internet)

O escritor colombiano Gabriel García Márquez, um dos ícones da literatura latino-americana ao longo do século XX, ganhador do prêmio Nobel em 1982, faleceu na manhã desta quinta-feira (17) no hospital onde estava internado, na Cidade do México. A imprensa local noticiou uma infecção respiratória.

Márquez, que tinha 87 anos, é autor de “Cem Anos de Solidão” (1967), romance que inaugura uma nova vertente na literatura do continente: o “realismo fantástico”, que mistura a narrativa de fatos cotidianos com acontecimentos extraordinários, de modo que estes parecem normais. É assim com a saga da família colombiana Buendía, retratada no romance, onde nuvens de borboletas amarelas e pergaminhos que revelam o futuro se entrecruzam com episódios trágicos e mesquinhos, do realismo mais seco e desesperançado.

Márquez também criou todo um mundo ficcional com a cidadezinha de Macondo, cenário de várias histórias, um local que em mais de um sentido espelha a miserável Aracataca, local de nascimento do escritor, em 1927. Outros de seus títulos conhecidos são “Crônica de uma morte anunciada”, “O amor nos tempos do cólera” e “Memórias de minhas putas tristes”. O escritor também era jornalista, e foi através da profissão que começou nas letras, na década de 1950.

Márquez recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1982 pelo conjunto de sua obra. Foi o primeiro colombiano e quarto latino-americano a receber o prêmio, e, na ocasião, agradeceu com um discurso intitulado “A solidão na América Latina”.

García Márquez era casado com Mercedes Barcha Pardo desde 1958, e deixa dois filhos.