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Dia Mundial do Rock: coletânea comemora 45 anos da estreia do quarteto britânico Led Zeppelin

Box de CDs traz os primeiros discos do grupo com som atualizado e diversos bônus, incluindo um show completo da primeira turnê da banda

Coletânea revisita três primeiros álbuns do Led Zeppelin

Coletânea revisita três primeiros álbuns do Led Zeppelin (Reprodução)

Diante do aniversário de 45 anos de seu homônimo disco de estreia, o quarteto de rock inglês Led Zeppelin lança um novo... (calma, não estamos falando do Pink Floyd) box de CDs, revisitando seus três primeiros álbuns de estúdios como parte de uma extensiva campanha de reapreciação de sua obra, que deve avançar com o lançamento de novos boxes até 2015.

Reapreciação é, claro, uma forma de expressão: poucas bandas gozaram de um apreço pelo grande público tão massivo quanto o grupo londrino (outro grupo, de Liverpool, vem à mente). O sucesso está muito longe de ser injustificado, já que o Led foi pioneiro em mesclar ritmos tradicionais como o blues e o folk britânico com uma modalidade mais pesada de rock. Com seu sucesso, esse estilo se consolidaria enquanto gênero, o hard rock e, mais tarde, originaria o heavy metal.

Led Zeppelin I traz clássicos como “Dazed and Confused”, “How Many More Times” e e “Communication Breakdown” e mostra uma banda totalmente pronta para o estrelato que os abraçaria de imediato, ainda que à revelia da crítica (apesar de ser difícil de acreditar hoje em dia, a imprensa norte-americana foi bem cruel com o grupo no início da carreira).

O preparo já vem da experiência de membros da banda em projetos prévios: o guitarrista Jimmy Page já tinha tido algum reconhecimento com sua banda The Yardbirds e tocado como músico contratado com o baixista John Paul Jones. O vocalista Robert Plant e o baterista John Bonham, por sua vez, fizeram parte do grupoBand of Joy.

Segundo disco

Na correria que foi a divulgação do disco, o quarteto conseguiu se reunir no estúdio em algumas sessões de forma a “parir” o segundo disco, uma prática comum na época. Em Led Zeppelin II, a banda pegou tudo o que explorou no primeiro disco e ligou no 220: nenhuma banda de rock mainstream tinha tentado algo tão pesado.

O fato de ser um dos CDs com o maior número de riffs memoráveis da história não machuca: Page elevou o riff a um posto importantíssimo na composição, de maneira que você pode até achar que não ouviu “Whole Lotta Love” ou “Heartbreaker”, mas os riffs dessas músicas fazem parte do inconsciente coletivo desde outubro de 1969.

O que fez o grupo se sobressair, no entanto, foi sua habilidade de conciliar as músicas mais pesadas (para mais informações nesse departamento, ouça o solo de bateria de “Moby Dick”) com a delicadeza, sem esquecer que, às vezes, tudo o que queremos é dançar (o riff de “Living Loving Maid (She’s Just a Woman)” anima qualquer grupo).

Um pouco mais light

Led Zeppelin III, por sua vez, trocou boa parte do peso por altas doses de folk britânico e mostrou o grupo muito conectado com o passado celta da Inglaterra. As pesadas “Immigrant Song” e “Celebration Day” abrem espaço para canções leves como “Gallows Pole”, “That’s the Way” e “Hats Off to (Roy) Harper”. A balada “Since I’ve Been Loving You”, um clássico da banda, ao mesmo tempo que remonta a “Babe I’m Gonna Leave You”, do primeiro disco, aponta para outra música sinônima do grupo, “Stairway to Heaven”, que apareceria no disco seguinte.

O trabalho de remasterização vem das mãos da única pessoa que poderia fazê-lo: o guitarrista Jimmy Page. Ele foi o produtor do grupo durante toda a sua existência e responsável pelas várias inovações técnicas que tornaram o som da banda diferente do que se fazia no rock na época. Ainda que pequenas intervenções no som do primeiro disco o deixem aquém do desejado, os outros dois atualizam o material de forma competente, de forma similar à grande remasterização do catálogo dos Beatles em 2009.

O material bônus é mais indicado para completistas: o show de 1969 que acompanha o primeiro disco tem uma qualidade de som irregular, mas serve como registro histórico de uma banda que já era cativante no palco desde o seu início.

O setlist conta com “Good Times Bad Times” em uma versão bem pancadão e “White Summer”, que teria sua melodia adaptada na canção “Over the Hills and Far Away”, de 1973.

O destaque dos extras vai para “Jennings Farm Blues”, versão instrumental e com mais toques de blues de “Bron-Y-Aur Stomp”, do Led Zeppelin III.