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Músicas brasileiras dos séculos XIX e XX são destaques no V Recital Bradesco, em Manaus

Comemoração dos cem anos de nascimento do maestro brasileiro Guerra-Peixe inspira apresentação dedicada a compositores nacionais, realizada nesta segunda-feira (19) no Teatro da Instalação

Com participação do pianista Daniel Gonçalves, o V Recital Bradesco apresentou ao público a produção de uma vertente ainda pouco prestigiada da música clássica, marcada pela mistura de elementos regionais e técnica erudita

Com participação do pianista Daniel Gonçalves, o V Recital Bradesco apresentou ao público a produção de uma vertente ainda pouco prestigiada da música clássica, marcada pela mistura de elementos regionais e técnica erudita (Divulgação)

No último dia 18 de março, completaram-se cem anos de nascimento de um dos maiores compositores clássicos que o Brasil já teve: César Guerra-Peixe (1914-1993), cuja produção foi amplamente inspirada nas manifestações folclóricas de diversas regiões do país.

“É o melhor compositor brasileiro desconhecido”, brinca o barítono Homero Velho, que atuou como mestre de cerimônias no V Recital Bradesco, realizado na noite desta segunda, 19, no Teatro da Instalação.

A sessão, dedicada à música brasileira, integrou a programação do XVIII Festival Amazonas de Ópera, evento realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura.

Homero também interpretou os ciclos de canções “Trovas Alagoanas”, “Trovas Capixabas” e “Cantigas do Amor Existencial”, este associado à fase de inspiração “esotérica” do maestro carioca.

“Não há como caracterizar, numa única definição, a obra de Guerra-Peixe, pois ele experimentou com as diversas vertentes musicais: música folclórica, dodecafonismo (sistema de composição em que se usam os 12 tons da escala cromática), música tonal”, explica Homero.

Intérprete da canção “Ê Boi”, a meiossoprano Andréia Souza destaca a intensa preparação técnica que a composição exige. “Ela representa o mais alto nível da produção de Guerra-Peixe”, diz.

Cem anos de boa música

A breve homenagem encerrou o programa que abrangeu um século de canção clássica brasileira (final do século XIX ao final do XX). Andréia abriu o espetáculo com “Lua Branca”, da compositora, pianista e regente Chiquinha Gonzaga (1847-1935).

Em contraponto ao romantismo da canção, parte do repertório cantado pelo baixo Murilo Neves baseou-se em temas sombrios e melancólicos, como “Dentro da Noite”, “Serenata”, de Lorenzo Fernandez (1897-1948) e “Oração ao Diabo”, de Alberto Nepomuceno (1864-1920), considerado o pai do nacionalismo na música clássica brasileira.

“Para Nepomuceno, a língua portuguesa era tão digna de ser cantada quanto a alemã, por exemplo”, ressalta Homero.

Os aspectos da cultura e do folclore nacionais, por outro lado, também estiveram representados em sucessos como “Abaluayê”, “Tamba-Tajá”, de Waldemar Henrique (1905-1995), e na emblemática “Uirapuru”, de Hekel Tavares (1896-1969). Expoente máximo do modernismo na música brasileira, Heitor Villa-Lobos (1887-1959) foi relembrado na minimalista “Cantilena”.

Com participação do pianista Daniel Gonçalves, o V Recital Bradesco apresentou ao público a produção de uma vertente ainda pouco prestigiada da música clássica, marcada pela mistura de elementos regionais e técnica erudita.

A série Recitais Bradesco continua na próxima segunda, 26, às 20h, com apresentação da Classe de Canto da Casa de Música Ivete Ibiapina. A entrada é gratuita.

* Com informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Cultura (SEC).