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‘Power trio’ regional, Selva Madre mistura sons amazônicos e música pop no primeiro EP

Lançado na internet, ‘Dedo de Macaco’ une ritmos como carimbó e a guitarrada a estilos universais, como o rock, o reggae e o ska

Banda é formada por Eduardo Nogueira, Agostinho Guerrero e Leo Moraes

Banda é formada por Eduardo Nogueira, Agostinho Guerrero e Leo Moraes (Divulgação)

“‘Dedo de Macaco’ é um toque amazônico no nosso som” - é assim que o baixista Eduardo Nogueira explica de onde veio a inspiração para o nome do primeiro EP da banda amazonense Selva Madre, lançado na tarde de ontem.

Gravado ao vivo em estúdio, o álbum apresenta ao público um repertório essencialmente instrumental (e autoral) onde os sons amazônicos tradicionais se juntam a ritmos mais universais. O resultado são seis faixas autorais onde o rock, reggae e ska dividem espaço com o carimbó e guitarrada.

O disco já pode ser conferido no iTunes, Youtube, Deezer, TNB e Soundcloud, mas em breve também deve ganhar o formato físico. “Decidimos gravar ao vivo porque queríamos passar a sensação do que rola nos nossos shows. Aí microfonamos tudo e gravamos o EP em dois dias, no mês de junho”, conta Nogueira, que toca ao lado do guitarrista Agostinho Guerrero e do baterista Leo Moraes.

Criada há apenas sete meses, a banda ainda tem pouca experiência de palco (foram três shows até agora), mas a vontade de mostrar a que veio é grande. “Antes dessa experiência, já tínhamos passado por vários estilos ao longo das nossas carreiras. Eu, por exemplo, já tinha tocado em banda de metal, reggae e pop rock. Até que o Agostinho me apresentou a guitarrada e me chamou para participar desse projeto”, acrescenta o baixista.

Segundo ele, os integrantes resolveram unir o útil ao agradável. “A gente está fazendo o que gosta, por prazer mesmo, tanto é que viajamos por várias vertentes de música, não somente a amazônica. Nossos amigos (dentre eles, músicos da Alaídenegão e Os Tucumanus) começaram a botar pilha e resolvemos investir. É uma maneira de levar o som daqui para fora, mas com uma outra cara”, justifica Nogueira, para quem os ritmos do Norte ainda têm muito a render no cenário nacional e internacional.

Influências

Segundo o baixista, formar uma banda sem vocalista foi algo que aconteceu “por acaso”: “Na hora de compor não ficamos pensando na questão da voz e acabamos levando para o lado instrumental”. Ainda assim, há um momento nos shows em que o power trio convida o amigo Dalua, que acompanha a banda desde as primeiras idas ao estúdio, para assumir os vocais de “Funk pra Chico”, versão da Selva Madre para “Maracatu de tiro certeiro”, de Chico Science & Nação Zumbi.

Durante as apresentações também têm espaço outras versões que a banda fez para homenagear figuras que se tornaram referência para o trio: é o caso de “Levada Brega” (adaptada do guitarrista Chimbinha), “Saudades do Pará” (adaptada do guitarrista Mestre Vieira) e “Caboclássica” (adaptada da banda paraense La Pupuña).

Uma dessas versões que acabou entrando no EP “Dedo de Macaco” é “Surf Brega”, inspirada em “Melô do Apaixonado”, do guitarrista paraense Marinho, popular nos anos 1970. “Escolhemos essa para o repertório, mas durante a produção do disco acabamos descobrindo que ele já havia falecido. Já era para ser uma homenagem, e agora é em dobro”, finaliza Nogueira.


“Dedo de Macaco” – Ficha Técnica

Produção: Selva Madre

Estúdio: Super Sônico/MB4

Gravação, mixagem e masterização: Beto Montrezol

Produção técnica: Reldson de Paula

Artwork: Ana Carolina Pas (KATO)

Fotos: Nathana Vasques