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Professor de música de Manaus é convidado a participar de intercâmbio cultural na Itália

Maestro irá se apresentar em evento que ocorrerá do dia 14 a 25 de maio, no Vaticano. Pedrinho Sampaio ensina música para alunos de várias idades e recebeu convite de comissão italiana pela terceira vez

Maestro foi convidado pela terceira vez para participar de evento que seleciona músicos de vários países

Maestro foi convidado pela terceira vez para participar de evento que seleciona músicos de vários países (Divulgação/Cleomir Santos)

O talento do maestro amazonense Pedrinho Sampaio, 55, será apresentado durante o 33º Intercâmbio Cultural da União Católica Artística Italiana (Ucai), que acontecerá entre 14 e 25 de maio deste ano, na Galeria La Pigna, do Vaticano, na Itália. Esta é a terceira vez que o professor de canto-coral do Centro Municipal de Arte-Educação (Cmae) Aníbal Beça, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), é convidado para participar do evento. 

“É um sentimento de prazer em poder levar a arte amazonense para aqueles lugares onde poucos conhecem de verdade o Brasil e o Amazonas. Um sentimento de que aquilo que a gente faz com o coração, e bem feito, tem reconhecimento. Não só dos amigos, mas também dos artistas e comissões na Itália, que fazem essa avaliação de vários artistas ao redor do mundo”, disse Sampaio. 

Na primeira vez em que participou do evento, em 1995, o maestro apresentou uma ópera, intitulada “Babilônia, Babilônia”, em homenagem ao aniversário do Papa João Paulo II. “Por ter um tema bíblico, o Apocalipse, que veio inclusive cheio de questionamentos, foi muito bem recebida pela Ucai. O papa, na ocasião, ficou muito emocionado. Esse ano o coordenador do evento pediu para que eu relembrasse os trechos da ópera, também como uma singela homenagem a João Paulo II, que foi santificado”, contou Pedrinho.

Além de dividir o palco com grandes artistas brasileiros e internacionais, ele regerá a ópera com os artistas do coral e da orquestra do Vaticano. “Todos os artistas são convidados, entre eles tem escultores, pintores, artistas plásticos, e eu sou o músico convidado”, completou. 

Ele ensina música para cerca de 360 alunos com idades entre 12 e 70 anos. “Comecei a desenvolver o trabalho perguntando dos pais e avós que acompanhavam os alunos se eles não estavam interessados em aprender música. Falava dos benefícios que o canto e a música faz para a saúde e para a alma, e eles foram aderindo”, comentou.  

Pedrinho Sampaio leciona para alunos de 12 a 70 anos, no Centro Municipal de Arte-Educação (Cmae) Aníbal Beça (Foto: Divulgação/Cleomir Santos)

O maestro leciona no Centro de Artes Aníbal Beça da Semed desde 2010. “Eu trabalhava no antigo núcleo da coordenadoria de artes e posteriormente recebi o convite para vir para o Aníbal Beça. Foi uma grande felicidade porque aqui eu posso desenvolver as atividades da minha especialidade, a música. Desenvolvo o trabalho de canto-coral com jovens e adultos, nos três turnos”. 

Pedro é professor graduado em Educação Artística pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam); formado em música com especialização em piano na Escola de Música Ivete Freire Ibiapina, especializado em Sintetização e Música Eletrônica, músico profissional registrado no Conselho Regional do Amazonas, como "Pianista e Organista Erudito e Popular” e pós-graduado em Tecnologia Multimídia também pela Ufam. 

Inspiração

“Inspiro-me muito nele, que é um grande artista”, disse o aluno de Pedro, Francisco Eduardo Silva, 15, sobre o professor. Francisco participa das aulas de canto-coral e teatro no Cmae Aníbal Beça há seis meses e disse que as aulas contribuíram para o desenvolvimento artístico dele. “Canto no coral da igreja e quando comecei a participar das aulas melhorei minha postura e aprendi a usar o diafragma. Eu pensava que cantar era simples, mas tem todo um treinamento desenvolvido”.

Assim como ele, a dona de casa Celita Correia da Silva, 55, também estuda canto no Centro de Artes.  Ela contou que se sente honrada em ter aulas com Pedrinho. “Ele é muito interessado e ensina com amor e carinho. Tenho aprendido muito com ele. A música trouxe várias coisas boas para a minha vida. Quando comecei eu não sabia suspirar na hora certa, não ouvia bem a música, pensava que cantar era cantar de qualquer jeito. Depois que comecei a fazer aulas vi que não era assim”.

*Com informações da assessoria