Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Profissionais revivem espírito do Carnaval em fotografias antigas

Designers e artista visual produziram uma releitura de registros de festas passadas. Cores, animações e muita criatividade tornaram fotos ainda mais especiais. Confira o resultado! 

Rafael Lima acrescentou à imagem fogos, confetes e acessórios carnavalescos

Rafael Lima acrescentou à imagem fogos, confetes e acessórios carnavalescos (A Crítica/AC)

A música popular não nos deixa esquecer: em fevereiro tem Carnaval! Mesmo que este ano o festejo aconteça só em março, o A Crítica já inicia o mês em clima de folia, relembrando e fazendo uma homenagem aos Carnavais de décadas passadas em Manaus, seja em histórias e fatos, seja em releituras de registros fotográficos antigos, produzidas por designers e artistas visuais da cidade convidados.

Para isso, selecionamos algumas imagens do arquivo fotográfico de A Crítica. As fotografias, todas em P&B, foram repassadas a quatro profissionais de Manaus: os designers Dvsn Oak, Karine Marinho e Rafael Lima, e o artista visual Turenko Beça. Cada um deles produziu uma releitura do registro, combinando livremente sua visão pessoal com o espírito daquela que é a maior festa popular do mundo.

Cores e marchinhas

O resultado você, leitor, pode conferir nas imagens que ilustram esta página. São releituras que evocam as cores, a fantasia e as marchinhas, elementos que seguem animando os Carnavais geração após geração.

Foi o que fizeram, por exemplo, os designers Dvsn Oak e Rafael Lima (imagem principal): eles acrescentaram confetes, fantasias, acessórios e símbolos pop para resgatar o colorido perdido com o preto-e-branco das imagens originais. O primeiro deu vida nova ao registro de um antigo baile de Carnaval infantil, enquanto o segundo deu mais animação e brilho à fotografia de um desfile de rua.

Tipografia e Pierrô

O artista visual Turenko Beça também escolheu reavivar as cores do registro antigo e quase apagado de um clássico do Carnaval: o Pierrô. A tradição momesca, para o filho do saudoso poeta Anibal Beça, vem de família. “Sou artista do silêncio colorido, como meu velho dizia”, declara o artista. “Mas adoro o barulho da bateria no Carnaval”.

À diferença dos demais, Karine Marinho optou por manter o P&B do original, mas evocou o espírito carnavalesco na letra e no tema de uma marchinha inesquecível. “Queria usar a letra de uma marchinha famosa, e pela posição da menina, pensei em ‘Me dá um dinheiro aí’”, conta a designer, que lançou mão de seu trabalho voltado para a tipografia, e que se vê na letra da música ornamentando o corpo da menina.

Três décadas atrás...

Todas as fotografias originais usadas nesta página foram feitas cerca de 30 anos atrás. A escolha não foi por acaso: nessa época, os festejos carnavalescos viviam seu auge em Manaus. Até meados dos anos 1970, por exemplo, o Carnaval era celebrado só no fim de semana gordo, com um desfile de “blocos de sujos” na avenida Eduardo Ribeiro. Mesmo as primeiras escolas de samba, como a Misto da Praça 14 e a Unidos da Selva, saíam em cordões. Até que, em 1977, a Batucada do Rio Negro Clube desceu pela primeira vez com organização típica de desfile carnavalesco. E foi um sucesso.

“Os jornais da época diziam nas manchetes: ‘A sociedade desceu a avenida a pé’”, recorda Geraldo dos Anjos, ex-presidente do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas e pesquisador do Carnaval de Manaus. Poucos anos depois, ele conta, o desfile de Manaus ficava atrás apenas do carioca: “Em 1984, Gilberto Mestrinho inaugura o Sambódromo, já com várias escolas desfilando, e nesse ano acontece a primeira transmissão direta do Carnaval daqui pela televisão”.

Bandas e clubes

Desfiles à parte, o Carnaval de rua também ganhava força. Em 1979, quando o desfile foi transferido da Eduardo Ribeiro para avenida João Alfredo (hoje Djalma Batista), A CRÍTICA lançou o Bloco Manchetão na principal via do Centro. Três anos depois, surgiu a primeira grande banda de rua da cidade: a Banda do Mandy’s Bar.

“O bar era local de encontro da sociedade, e a banda era parecida com a Banda de Ipanema”, lembra Dos Anjos. A banda terminaria em 1997, mas outras surgidas logo após, como a Bica e a Bhanda da Bhaixa da Hégua, agitam o público até hoje.

O brilho e o glamour da folia ficavam reservados aos clubes: Ideal, Nacional e Rio Negro se sucediam respectivamente no Sábado, Domingo e Segunda de Carnaval, com luxuosos bailes a fantasia frequentados pela elite. “No Rio Negro havia mesas na entrada para as pessoas verem as pessoas fantasiadas chegando”.

Enfim, leitor, curta essa lembrança de ontem e viva hoje a alegria da grande festa popular!