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Shirley Temple morre aos 85 anos

Eterno ícone infantil do cinema, atriz abandonou as telas ao chegar à idade adulta

Shirley Temple (1928-2014)

Shirley Temple (1928-2014) (Reprodução/Internet)

Shirley Temple Black, como preferiu ser chamada a ex-estrela do cinema Shirley Temple após o casamento, faleceu em sua casa na noite de segunda (10), aos 85 anos. Ela é lembrada pelos fãs como o eterno ícone infantil do início do cinema sonoro.

Nascida em 1928, Temple começou a carreira aos 3 anos, em filmes como “Olhos Encantadores” (1934), “Alegria de Viver” (1934), “A Pequena Órfã” (1935), “Heidi” (1937) e “A Princesinha” (1939), que fizeram sua fama e fixaram a imagem da menina loira, de olhos claros e cabelos cacheados, que cantava e dançava em filmes alegres, o que o próprio presidente americano, Franklin D. Roosevelt, exaltou, ao declarar que Shirley tornou o país mais alegre durante os anos da Grande Depressão.

Em 1935, a atriz recebeu um Oscar especial, o “baby Oscar”, batizado com esse nome porque tinha metade do tamanho original. O prêmio era um reconhecimento ao trabalho de atores mirins, que, ao contrário de hoje em dia, não concorriam nas categorias de adultos. Ela alcançou a marca de 14 curtas e 43 longas-metragens antes de completar 12 anos de idade.

Durante três anos, entre 1935 e 1938, Temple foi campeã de bilheteria nos Estados Unidos, batendo produções com grandes estrelas hollywoodianas, como Clark Gable, Bing Crosby, e Joan Crawford. Em 1939, ela chegou a ser tema de uma pintura do surrealista Salvador Dalí, que a proclamava “o mais jovem e sagrado monstro do cinema em sua época”.


Aposentadoria precoce
A carreira de Shirley Temple começou a declinar conforme ela foi se aproximando da adolescência. Em 1939, seu mentor, o lendário magnata do cinema Darryl F. Zanuck, recusou a oferta dos estúdios MGM para ter a atriz como Dorothy no clássico O Mágico de Oz. Sua produção após esse ano caiu drasticamente, e os sucessos junto ao público também foram minguando. O último filme da atriz a ser aclamado por crítica e público foi o western “Sangue de Herói”, de John Ford, em 1948.

Após ser recusada em um teste para interpretar Peter Pan num musical de teatro, Temple anunciou sua retirada do mundo artístico. Em 1950, ela se casou com o oficial da Marinha Charles Alden Black. Em 1967, Temple tentou concorrer a uma vaga no Congresso americano, sem sucesso. A partir de 1974, ela se tornaria embaixadora dos Estados Unidos, tendo servido na antiga Tchecoslováquia (até 1976) e em Gana (entre 1989 e 1992).


A atriz morreu em sua casa em Woodside, Califórnia, de causas naturais. Colegas de novas gerações, como Mia Farrow, Whoopi Goldberg e Rose McGowan, postaram homenagens à atriz nas redes sociais.