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Silhuetas marcadas com os corseletes e os cuidados para a utilização do acessório

O corselet é tanto utilizado por baixo da roupa quanto por fora, e, apesar de antigo, ainda continua fazendo a cabeça de muitas mulheres ao redor do mundo

A auxiliar administrativa Camila Miranda, 25, começou a usar corselet aos 15 anos de idade

A auxiliar administrativa Camila Miranda, 25, começou a usar corselet aos 15 anos de idade (Antônio Lima)

Por volta do século XVI, surgia um acessório que tinha por objetivo principal a manutenção da postura e sustentação dos seios das mulheres. Potente símbolos de sensualidade, o corselet é tanto utilizado por baixo da roupa quanto por fora, e, apesar de antigo, ainda continua fazendo a cabeça de muitas mulheres ao redor do mundo com seus variados modelos e cores.

A auxiliar administrativa Camila Miranda, 25, começou a usar corselet aos 15 anos de idade. O uso se deu por conta da observação de algumas cantoras de metal adeptas do acessório, como Simone Simons, vocalista do Epica.

Segundo ela, no início não houve a intenção de “criar” cintura – ela afirma que sempre teve a parte do corpo bem marcada – mas sim porque admirava o caimento do corselet no corpo.

“Achava bonito e feminino”, comenta ela.

Camila pondera que, após o uso, começou a perceber que o acessório realmente modelava a cintura. A percepção melhor dos resultados ela obteve por volta dos 18 e 19 anos.

“Todos os dias eu usava o corselet por debaixo da roupa. O mais curioso é que eu me tornei mãe há um ano e a minha cintura não sumiu. Porém, depois que tive neném, fiquei mais disciplinada, reduzi bastante o uso. Uso apenas para sair, e não utilizo mais para dormir”, assegura a jovem.

Fins estéticos

Miranda afirma ter preferência por corselets que apresentam um traçado nas costas, proporcionando a imagem de um laço. “Tenho em casa cinco corselets: um nude (feito só pra usar debaixo da roupa), um verde com renda por cima, um nude com renda pra usar sobre a roupa e dois de cor preta”, diz, lembrando que o uso de corselet realmente supõe uma pressão na área do abdômem.

“Mas eu procuro equilibrar sempre. Há pessoas que comprimem muito e passam mal. Temos que saber dosar nossos limites. Assim que incomodou, é válido tirar”, orienta.

Além da cintura mais fina, Camila lembra que a postura também foi ajustada. “Eu tenho escoliose, mas é incrível que, quando você está com o corselet percebe um pouco da flexibilidade comprometida na hora de virar o corpo. Mas há esse benefício, porque você fica com uma postura mais correta e ereta”, finaliza.

A Miss Teen Eco Brasil Rafaela Gomes, 17, começou a usar corselet desde o ano passado, quando esteve em fase de preparação para o concurso de beleza nacional. “Acho bonito, mas nunca usei na intenção de modificar nada. A ideia sempre foi marcar e valorizar as curvas, ressaltando ainda mais as medidas da cintura.

Gomes diz preferir os de cores escuras, que, segundo ela, também ajudam na hora de diminuir visualmente o tamanho da silhueta.

“Geralmente uso em festas ou eventos, aqueles que podem ser usados como roupas. Porém, as ocasiões em que mais os utilizo são nos desfiles e apresentações como miss, onde a maioria dos vestidos são construídos em cima das estruturas do corselet”, complementa.

Fisioterapeuta alerta

A fisioterapeuta Aline Castello Branco, especialista em reabilitação neurofuncional, coloca que os corselets afinam a cintura, de fato, mas com vários “poréns” que não são tão indicados à saúde.

“O corselet afina a cintura porque ele deforma as costelas flutuantes, modificando o ângulo delas. Elas são cartilagem, e sofrem uma modificação estrutural com o uso prolongado. Isso acontece devido à pressão exercida. Tais deformidades nas costelas flutuantes faz com que fique esse aspecto de cintura fina”, ressalta.

Segundo ela, a utilização da peça de forma inadequada e prolongada gera uma pressão excessiva na região abdominal, causando alterações sistêmicas, estruturais e musculares extremamente prejudiciais.

“A mulher tem uma respiração predominantemente abdominal. A compressão dessa região resulta na modificação do padrão respiratório, modificações na angulação e estrutura das costelas flutuantes, que tem como função proteger os órgãos internos e também aumentar a pressão dos vasos abdominais, precipitando o aparecimento de varizes e inchaço nas pernas, e em casos extremos, favorecendo o surgimento da trombose”, destaca a fisioterapeuta.