Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Após seis anos, Skank lança ‘Velocia’ e fala do sonho de se apresentar no Teatro Amazonas

Novo álbum traduz os anos de história da banda mineira, liderada por Samuel Rosa, e todas as misturas sonoras, do reggae ao britpop, que a tornaram referência no rock nacional

Disco é um ‘resumão’ da carreira do grupo e traz 11 faixas inéditas

Disco é um ‘resumão’ da carreira do grupo e traz 11 faixas inéditas (Divulgação)

Os mais aborrecidos pelo repentino cancelamento do “Manaus Summer Fest”, em novembro do ano passado, já podem matar a saudade de uma das suas principais atrações. Considerados os “bons moços” do rock nacional, os meninos do Skank acabam de lançar “Velocia”, o primeiro disco de músicas inéditas da banda em seis anos, desde o sucesso “Estandarte”. O álbum é composto por 11 faixas, sendo uma delas a recém-divulgada “Ela me deixou”.

“Nós, que vamos a Manaus há quase 20 anos, ficamos muito chateados com o cancelamento”, conta o tecladista do grupo Henrique Portugal. “Temos uma história muito bacana com a cidade. Acompanhamos, por exemplo, o início da construção da Ponte Rio Negro”, recorda ele, que sonha em se apresentar no Teatro Amazonas. “Nunca entrei, só passei na porta, mas deve ser muito bom fazer um show lá dentro”, acrescenta.

Aos saudosos, “Velocia” vem sendo apontado como o disco que melhor traduz os anos de história de Samuel Rosa e cia. Isso porque a produção faz um resgate dos principais gêneros musicais que consagraram o grupo mineiro no início dos anos 1990. “Quando fazemos um álbum, ainda mais um demorado como ‘Velocia’ (o CD levou cerca de dez meses para ficar pronto), nós não o conceituamos ou paramos para pensar no resultado. Estamos chegando a essa conclusão agora, junto de vocês”, aponta Henrique. “É legal constatar que o disco ficou a nossa cara e que reflete o sentimento com o qual entramos para gravá-lo: despretensiosos e sem muitas rupturas com o passado”.

Apesar do tempo afastada dos estúdios, engana-se quem pensa que a banda ficou parada esses anos todos. Em 2010, o Skank lançou o CD duplo e DVD “Multishow Ao Vivo - Skank no Mineirão” e a coletânea “Skank 91”, que reúne as primeiras gravações do quarteto, antes mesmo de seu primeiro álbum, em 1993. “O tempo foi passando e, como já temos bons anos de carreira, não sentimos aquela pressão absurda de lançar algo novo. Esperamos”, justifica o tecladista. A partir de agora, o grupo se divide entre a divulgação de “Velocia” e a sua agitada agenda de shows. “Em setembro, já teremos um show diferente, com cenário inédito e repertório do novo CD”.

Participações especiais

Além da já conhecida parceria entre Samuel Rosa e Nando Reis - que novamente co-assina algumas das faixas -, “Velocia” apresenta novas colaborações musicais, presentes nas canções “Do mesmo jeito” e “Aniversário”. A primeira leva a assinatura de Samuel e Lucas Silveira, vocalista do Fresno, enquanto a segunda conta com o talento, ainda pouco conhecido do grande público, de Lia Paris. “O Lucas é um cara bacana e super criativo. Sempre que nos encontramos, ele foi muito carinhoso. A parceria começou no ‘Rock in Rio’, quando o Samuel encontrou com ele”, comenta Henrique.

“A Lia foi uma grata surpresa. Estávamos compondo uma parte mais melódica do disco e queríamos que uma mulher escrevesse a letra, ou até mesmo cantasse, e o Samuel tinha acabado de conhecê-la. Ela gravou duas músicas com a gente, sendo que a outra será lançada no seu álbum”, ressalta. “É bom ‘trocar figurinha’ com essa turma mais nova, que escreve e, principalmente, pensa diferente. Queremos um povo mais inquieto”, encerra o tecladista.