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Wayne Hussey: ‘Momentos de cantar junto estão garantidos’

Vocalista da banda britânica de rock gótico The Mission fala sobre seu show em Manaus, no dia 9, e apresenta seu prognóstico sobre a atuação de Brasil e a Inglaterra na Copa do Mundo de Futebol

Hussey é casado com uma brasileira e vive no País desde 2002

Hussey é casado com uma brasileira e vive no País desde 2002 (Divulgação)

Vocalista do The Mission, um dos principais nomes no cenário do rock gótico britânico, Wayne Hussey irá se apresentar pela primeira vez em Manaus na próxima semana. No dia 9, sexta-feira, ele recebe os fãs da cidade com um show acústico solo no palco do Teatro Manauara.

Inglês de Bristol, Wayne Hussey é casado com uma brasileira e vive no Brasil desde 2002. Em entrevista para A CRÍTICA por email, o músico falou sobre o país onde escolheu viver, sobre música e sobre o show em Manaus. Ele revela que não gosta de samba, mas aprecia músicas de gente como Astrud Gilberto ou Os Mutantes. E que curte a filosofia de vida sem preocupações do brasileiro: “Vivo mais tranquilo no dia a dia desde que vim para o Brasil”, ele diz.

E, em tempos de Copa do Mundo, também se falou de futebol, com direito a pitaco bem humorado do músico no repórter, que – meu culpa – confundiu o “soccer” ianque com o autêntico “football” da terra da Rainha. Hussey ainda revelou para quem vai torcer no Mundial – confira tudo isso e mais na entrevista abaixo.

Você já vive há muitos anos no Brasil. O que pensa a respeito do País?

Sim, eu amo o Brasil. Tanto que casei com uma bela brasileira e vivo próximo a São Paulo. Nós, The Mission, viemos aqui pela primeira vez em 1988 e eu amei, e sempre quis voltar, mas tive de esperar até 2000 por outra ocasião, que foi quando conheci minha futura esposa, Cinthya.

Creio que vivo mais tranquilo no dia a dia desde que vim para o Brasil, o que é uma boa coisa. A meu ver, o brasileiro acredita que, se não é preciso fazer hoje, dá para fazer amanhã; se não é preciso fazer amanhã, então não é preciso fazer. Gosto dessa filosofia, mas como alguém que sempre viveu em grandes cidades, onde o ritmo da vida é “veloz e furioso”, levei um tempo para me acostumar.

Sua experiência aqui se refletiu de alguma forma na sua música?

Bem, acho que o samba não conseguiu entrar na minha música, ao menos por enquanto, mas acredito que o ambiente em que você vive influencia seu estado de espírito, o que por sua vez influencia o que você escreve e o tipo de música que faz. Em particular, não escuto a música brasileira moderna, mas talvez algo das coisas mais antigas, como João e Astrud Gilberto, um pouco de Sergio Mendes, e um par de álbuns d’Os Mutantes que tenho. Mas a música brasileira moderna, assim como aquela de qualquer lugar, na verdade, me deixa um pouco indiferente.

Você gosta do futebol (“soccer”) brasileiro?

Sou inglês, portanto é “football” (futebol) para mim, não “soccer” (futebol) (risos). Apenas os americanos chamam soccer, o resto do mundo chama pelo nome legítimo: Football!

Não, eu não assisto muito ao futebol brasileiro, para ser honesto, mas assisto religiosamente ao Liverpool F.C. e a outros grandes jogos da Europa. Eu poderia literalmente ficar assistindo a futebol o dia todo, todos os dias, mas aí não faria trabalho algum e nem teria um casamento!

Para qual país você torcerá na Copa do Mundo? Por exemplo, no caso de uma final entre Brasil e Inglaterra?

Sou um hóspede em seu país, e embora ame aqui, ainda sou inglês, portanto a Inglaterra é meu primeiro time. Mas não se preocupe, a Inglaterra não vai nem sair de seu grupo, então não há chance de chegarmos à final. É claro que o Brasil seria meu segundo time. Minha vida não valeria a pena se não fosse assim (risos).

O que você incluiu no repertório para o show em Manaus, além das canções do novo álbum?

Normalmente não tenho uma set list. Usualmente sei com o que vou começar e com o que vou terminar, e o que vem no meio disso é uma jornada por si própria. Tenho um songbook com mais de 80 canções. Assim, tudo depende de como eu me sinta na noite, de quanto vinho eu tenha precisado tomar, de quanto vinho o público tenha precisado tomar. E talvez de alguém do meio da plateia que grite por uma música.

Você tem uma seleção especial de música para shows acústicos, como será este na cidade?

Bem, como eu disse, tenho um songbook com 80 canções, de forma que posso seguir para onde quiser, embora haja certas canções que não ficam bem de forma acústica, e vice-versa. Arrisco dizer que terei novas músicas para tocar, ao lado de versões solo de outras mais e menos conhecidas do Mission, além das ocasionais versões cover. Momentos de cantar junto estão garantidos.

Esta é a primeira vez que você vem a Manaus?

Sim, será minha primeira vez. Estou imensamente ansioso. Minha esposa se apresentou aí com seu grupo de teatro uns anos atrás e adorou. Ela disse que era muito quente e úmido, então terei de me preparar, mas não acho que irei tão longe ao ponto de usar shorts no palco!

Qual sua expectativa quanto ao show na cidade?

Nenhuma, na verdade. Só espero que as pessoas venham, se envolvam e curtam o show. Se vocês não curtirem, também não curtirei.

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Novo disco do The Mission é mais ‘cru’

Dona de sucessos como “Severina”, “Swan song” ou “Butterfly on the wheel”, a banda The Mission acaba de lançar “The brightest light”, seu 12º álbum de estúdio. Segundo Wayne Hussey, o disco traz uma sonoridade de rock “clássico”, e mais crua em comparação com álbuns anteriores do grupo.

“Ele soa como quando ensaiamos ou tocamos ao vivo. É essa mesma a nossa intenção: capturar mais o som orgânico do grupo. É um álbum danado de bom, se você me perguntar”, assinala o músico.

As canções do novo disco, segundo ele, ainda não foram apresentadas nos shows da atual turnê latino-americana do grupo, o que deve acontecer mais para o final do ano. “Já tocamos nos Estados Unidos e na Europa, e em grande parte funcionaram muito bem”, diz Hussey, que costuma equilibrar novos e antigos sucessos nos repertórios ao vivo do grupo: “As pessoas sempre preferem ouvir as ‘velhas canções’, mas acredito que é preciso dar aos ouvintes um pouco do que eles querem, um pouco do que você deseja, e um pouco do que acha que eles precisam”.

Serviço

O que é: show acústico solo de Wayne Hussey, da banda The Mission

Onde: Teatro Manauara, avenida Mário Ypiranga Monteiro, 1.300, Adrianópolis

Quando: Dia 9, sexta-feira, às 21h

Quanto: R$ 50 (valor de meia-entrada), à venda na bilheteria ou pelo site www.ingresse.com

Informações: (92) 3342-8030 ou pelo site www.teatromanauara.com.br