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Dicas de especialistas ajudam a driblar a ressaca

Cuidados antes, durante e depois a bebedeira ajudam a reduzir os danos dos efeitos colaterais 

Atenção: a conta da bebedeira chega logo no dia seguinte

Atenção: a conta da bebedeira chega logo no dia seguinte (Reprodução)

Acordar no dia seguinte à folia com aquela dor de cabeça, enjoo e mal-estar não é o quadro idealizado por ninguém. Mas pouca gente lembra disso nos momentos de diversão regados a álcool. Infelizmente não é possível eliminar por completo os estragos da bebida no corpo, mas aí vai um acalento: com algumas precauções antes, durante e após a bebedeira, os efeitos colaterais podem ser bem menores ou mesmo passarem mais rápido. Nada melhor para o Carnaval, quando é quase impossível deixar de lado a cerveja gelada.

Do ponto de vista nutricional, o primeiro passo antes de ingerir o álcool é garantir a energia. Para tanto, a nutricionista e personal diet Luciana Santana recomenda aos foliões refeições com cereais integrais (arroz, pão, barrinhas, etc.) e frutas como a banana. “São alimentos com bastante vitamina do Complexo B, fibras que conseguem manter um nível de glicemia por mais tempo. A glicemia é o nível de açúcar no sangue, então, se este nível estiver baixo, a pessoa fica indisposta”, explica. E nada de beber em jejum. “Os efeitos do álcool e da ressaca depois são potencializados”.

Durante
Já em meio à folia, tanto Santana quanto a endocrinologista Lucely Paiva são unânimes em dizer que a ordem é beber muita água para não piorar os já nefastos efeitos do álcool no cérebro, fígado, coração e rins.

“Assim que a pessoa toma um gole, uma pequena parte das moléculas de etanol - principal ingrediente das bebidas alcóolicas - já começa a entrar na corrente sanguínea pela boca. Da boca ao estômago, 25% do etanol entra no sangue, e os 75% restantes, são absorvidos no intestino delgado. Ao ganhar a corrente sanguínea, o etanol é distribuído para todos os órgãos com alta concentração de água”, aponta Lucely.

Outra dica é não exagerar na dose nos dias mais quentes, uma vez que a bebida alcoólica desidrata o corpo - as pessoas tendem a suar mais e ir várias vezes ao banheiro.

O ‘day after’
O dia seguinte não tende a ser a melhor coisa para quem exagerou na dose. Pior: a quantidade de copos ou latas que se consome é proporcional às horas que o fígado demora para metabolizar, numa fácil equação de um para um.

“Se a pessoa tomou dez copos de vinho, vai ficar com álcool no sangue por pelo menos dez horas. E não há nada que se possa fazer para acelerar esse processo”, alerta Lucely Paiva. E nessas horas, parece que todo mundo tem um “segredinho” pra fugir da ressaca: café da manhã reforçado, remédios, doces. Nada disso vai mudar o quadro mais rápido para os mais beberrões.

“Doce ou café forte, por exemplo, não ajudam a eliminar o álcool mais depressa. Se alguém bebeu demais e está inconveniente, a tendência é colocar a pessoa debaixo do chuveiro e enchê-la de café forte. No entanto, o máximo que se consegue com tais medidas é ter um bêbado desperto, porque ele continuará alcoolizado. Assim, o melhor é deixar a pessoa dormir o tempo necessário para livrar-se do álcool que bebeu em excesso. E, em caso, de perda da consciência, levá-la imediatamente ao médico”, recomenda a endocrinologista.

Para Luciana Santana, o melhor é apostar nas refeições leves e com o poder de desintoxicar o organismo.

“O chá de hortelã é ótimo, pois vai ajudar no processo digestivo. O chá de gengibre combate as náuseas e tem ação anti-inflamatória. O suco verde, que tem propriedades detox, é essencial. Já na mesa, deve-se dar preferência aos líquidos como a sopa, o consumê”, afirma.

Para quem já está prontíssimo para a folia e não abre mão da cerveja, vale ressaltar que os cuidados pré, durante e pós bebedeira podem ser enfadonhos - ou até custosos - mas podem garantir que o Carnaval possa continuar sem maiores consequências ou arrependimentos.