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Toda a magia da farsa circense no espetáculo ‘Le solo palhaço’, com apresentação neste domingo (6)

Escrita, dirigida e atuada por Hely Pinto, a comédia abre espaço para as crianças da plateia participarem do espetáculo

Circo transforma a vida do protagonista, o palhaço Tolo

Circo transforma a vida do protagonista, o palhaço Tolo (Divulgação)

A magia do circo e a capacidade que tem de, mesmo por alguns instantes, transformar a vida de uma pessoa estarão em evidência neste domingo (6), a partir das 18h, com a apresentação do espetáculo “Le solo palhaço”, no Teatro Jorge Bonates (Av. Mário Ypiranga Monteiro, antiga Recife). A comédia, escrita, dirigida e atuada por Hely Pinto, marca o início das celebrações dos 20 anos de carreira do amazonense. Além da montagem, ele prepara ainda o monólogo “Charlene - Minha vida é um coquetel”, a estrear em agosto.

A peça é uma farsa circense inspirada na Grande Depressão de 1930. Tolo, o personagem central da trama, é um palhaço de rua, simples e rústico, que vê sua vida mudar com a chegada de um circo a cidade. “‘Le solo palhaço’ mostra esse lado do vagabundo, do desempregado, e como esse circo e esses artistas surgem para ele como algo mágico, novo”, diz o diretor. “Ele então começa a se envolver nessa trama, nessa farsa ‘clownesca’, com esses personagens”, completa.

O nome do protagonista não foi escolhido à toa. Segundo Hely, ele já passa ao público uma ideia da personalidade do herói: um cara ingênuo e bastante carente. “Na montagem, que dura cerca de 50 minutos, percebemos Tolo com os mais variados sentimentos, transitando de momentos bem depressivos a situações muito alegres”, explica. Depois da sessão no Jorge Bonates, o diretor pretende continuar circulando com o espetáculo durante o ano. Sua próxima apresentação está agendada para o dia 26 deste mês, no Teatro Luiz Cabral (Shopping Grande Circular, Zona Leste).

Interação

De acordo com Hely Pinto, o grande diferencial de “Le solo palhaço” fica por conta da forma lúdica com que é retratado, mostrando a realidade do ambiente circense sem preconceitos. “A gente traz, também, as crianças para dentro do espetáculo em determinados momentos. E isso faz com que toda apresentação seja uma peça diferente”, acrescenta. “Na pré-estreia que fizemos em janeiro, por exemplo, as crianças não queriam sair do palco (risos)”, diverte-se.

A universalidade da montagem também chama a atenção. “Os atores não têm fala. Nos utilizamos de uma técnica chamada de Gromelô, que nada mais é que a ‘blablação’”, ressalta o diretor, referindo-se ao idioma inventado, tipicamente usado em comédias populares e teatro de bonecos. “Na primeira apresentação, tivemos alguns gringos no anfiteatro e todos eles entenderam a mensagem de ‘Le solo palhaço’”, frisa.