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Em entrevista, Ana Paula Padrão fala sobre jornalismo, a força da mulher brasileira e o novo livro

Intitulado ‘O amor chegou tarde em minha vida’, a obra será lançada ano que vem

Ana paula padrão

A jornalista concedeu entrevista exclusiva ao A Crítica (Reprodução/Internet)

A jornalista Ana Paula Padrão afirma ser uma entre tantas mulheres brasileiras que nos anos 80 conquistaram espaço em um mercado de trabalho dominado por homens. Por eles serem a referência, então, elas acabavam se masculinizando.

Longe dos telejornais, proprietária de duas empresas, casada com o economista Walter Mundell e sem filhos, atualmente Ana Paula não tem medo de assumir que ama cozinhar ou de demonstrar qualquer outra habilidade de “mulherzinha”.

E é sobre o seu trabalho a respeito da mulher brasileira, assunto que lhe rendeu um novo livro a ser lançado em 2014, que ela fala com exclusividade ao BEM VIVER.

Se você tivesse chance, que conselhos daria para a Ana Paula dos anos 80 sobre o equilíbrio entre vida profissional e pessoal?

O tempo não volta. E é fundamental que a gente viva nosso tempo. Não me arrependo de ter me dedicado ao trabalho na intensidade em que me dediquei. Precisava daquele momento para ser quem sou hoje, uma mulher mais relaxada, menos crítica comigo mesma, que ri de si e, definitivamente, não se leva muito a sério. Acho que as meninas de hoje já são naturalmente mais equilibradas e levam muito em consideração seus momentos de lazer e contato com família e amigos. Elas nos mostrarão o caminho da beleza.

O projeto Tempo de Mulher quer dar voz às brasileiras. E o que elas querem dizer?

Elas querem ter confiança nelas mesmas, querem usufruir do poder que já têm sem restrições, sem culpa. Falta autoestima à mulher brasileira. Falta identidade individual. Ela passa o tempo todo atendendo a agenda do outro: do chefe, do marido, dos filhos. Não se autopromove, não se coloca em primeiro lugar. Ela precisa fazer as pazes consigo mesma, com seu corpo, com suas prioridades, com seu tempo. Abrimos mão de muita coisa para chegar até aqui. Agora precisamos repactuar o tempo. E guardar mais para nós mesmas.

Por que não considera o Tempo de Mulher feminista?

Acho que o rótulo já não tem importância. Se brigar para dar voz à mulher e acreditar na equidade entre os gêneros é ser feminista, então a Tempo de Mulher e eu somos feministas sim. Mas, basicamente, o que desejamos é dar repertório, informação e autoestima para a mulher brasileira para que ela administre melhor o que já conseguiu e usufrua mais de seu dia a dia.

O portal Tempo de Mulher tem categorias que vão de decoração a negócios. Como funciona a atualização?

Equipe. Equipe. Equipe. Além da nossa redação, temos muitos colaboradores, especialistas em diversas áreas. E uma coordenação excelente, que acompanhou todas as pesquisas que fizemos e que sabe que tipo de informação a mulher quer e como oferecê-la para que seja bem compreendida.

Nas pesquisas, que informações coletou sobre as mulheres de Manaus ou da região Norte? Conhece alguma manauara bem sucedida?

Nossas pesquisas são gerais e não específicas. Não fazemos pesquisas por região ou cidade, mas sei que é possível apontar centenas de mulheres líderes em seus setores na região Norte. Conheço, pessoalmente, várias. São amigas. E posso dizer que são bem sucedidas, basicamente, porque são felizes fazendo o que escolheram para suas vidas.

Para você, o que é uma mulher bem sucedida?

Sucesso depende muito do ponto de vista de cada um. A palavra ficou banalizada e é, em geral, associada a fama e dinheiro. Sucesso é muito mais do que exposição. Sucesso é sua realização pessoal dentro das suas próprias expectativas.

Em março de 2013, você deixou a bancada do Jornal da Record. Já deu alguma saudadezinha da televisão?

Não tive tempo! Estou tão envolvida com mil assuntos nas minhas empresas, a Touareg Conteúdo e a Tempo de Mulher que nem senti a saída da telinha. Há tempos desejava deixar o jornalismo diário. Foi uma decisão bastante pensada. Se voltar para a TV será para outro tipo de produto.

Esse mês você colocou o ponto final no seu mais novo livro. O que os leitores encontrarão nele? Quando será o lançamento?

A editora, Paralela, fará lançamentos em várias capitais, em março de 2014. O livro fala da história das mulheres da minha geração. Esse é o pano de fundo para que eu conte minha própria história e das escolhas que fiz na vida. O título é ‘O Amor Chegou Tarde em Minha Vida’, um amor, inclusive, por mim mesma.

Gostaria de agradecer o tempo que dividiu conosco. Os seus fãs do Amazonas ficam felizes em poder conhecer mais de você.

Um grande abraço para os leitores de um Estado tão bonito e de mulheres tão fortes e comprometidas com seu progresso individual e com o bem-estar coletivo! Mulheres guerreiras do Norte, sou fã!

Carreira

A brasiliense ficou conhecida do grande público ao trabalhar como correspondente internacional em Londres e Nova York. Depois, foi editora-executiva e âncora do jornal da Globo, por 5 anos, de onde saiu para comandar o SBT Realidade.

Em dois anos, ela garantiu 4 prêmios ao programa e decidiu sair para investir na própria empresa, a Touareg Conteúdo. Em 2010, ela voltou à TV como apresentadora do jornal da Record e se despediu da bancada para se dedicar a sua segunda empresa, Tempo de Mulher.