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No Dia Mundial do Teatro, Norte abrilhanta Festival de Curitiba

Em 2014 serão mostrados na 23º edição da Fringe, maior evento teatral no Brasil, quatro trabalhos da região Norte

“2x Matei” toma como base a obra do dramaturgo romeno Matéi Visniec

“2x Matei” toma como base a obra do dramaturgo romeno Matéi Visniec (Leo Aversa/Marcio Lima/Divulgação)

A mosta Fringe é um dos grandes destaques do Festival de Teatro de Curitiba, maior evento do gênero no Brasil, que chega à sua 23ª edição e acontece até o dia 6 de abril em diversos pontos da capital paranaense. Essa programação paralela e multifacetada reúne grupos de todos os cantos do País, que viajam até Curitiba para estrearem ou consolidarem seus espetáculos, independentemente de curadoria – as companhias se candidatam e o festival fornece espaço e estrutura para a apresentação.

Neste ano, serão mostrados na Fringe quatro trabalhos da região Norte: o drama experimental “Pior peça do mundo”, do grupo Os Louco e Meio (RO), o teatro de rua “Julieta de Bela Flor”, do Grupo de Teatro Evolução (RO), além das comédias “Casos insanos 1ª dose”, do Grupo Artpalco (TO), e “MAD – Mulheres que Amam Demais”, da Cia. Amattores (AM).

No caso do grupo amazonense, que tem mais de dez anos de atuação em Manaus, o Festival de Curitiba vai ser o palco para a estreia de “MAD”, que será apresentado no Memorial de Curitiba, no Largo da Ordem, nos dias 4, 5 e 6 de abril. Antes disso, nesta sexta-feira, dia 28, a companhia realiza um ensaio aberto do espetáculo na Estação Arte & Fato, a partir das 19h30.

Com texto e direção de Fabiene Priscila, “MAD” é uma comédia dramática baseada em fatos reais, em que as atrizes Patricia Mazzullo e Wanessa de Paula abusam do gestual para narrar acontecimentos cotidianos da vida de toda mulher, especialmente os relacionamentos amorosos. O espetáculo faz parte de uma trilogia de ações que inclui um blog (http://mulheresqueamamdemais-relacionamentos.blogspot.com.br), no ar desde o ano passado, e um livro, com previsão de lançamento para 2015.

Fabiene não nega que o trabalho tenha um quê de autobiográfico, com vivências amorosas adaptadas com um toque de humor e experiências do dia a dia narradas a partir da ótica feminina. Wanessa completa: “Na verdade, a cada apresentação vamos contar com três novas esquetes e abordaremos assuntos variados”.

POR CONTA PRÓPRIA

Ela lembra que esta é a segunda vez que a Cia. Amattores circula pela mostra Fringe do Festival de Curitiba – a primeira experiência se deu em 2012, quando o grupo amazonense apresentou “Anjos de Cor”, inspirado na peça “Anjos Negros”, de Nelson Rodrigues. “Foram dois dias com casa lotada e fomos muito bem recebidas pelo público e pelos produtores”, destaca Wanessa. “Por isso estamos voltando”, frisa Fabiene.

A ida para Curitiba, no entanto, será por conta e risco da própria companhia, que alega ter tentado, sem sucesso, obter patrocínio junto aos órgãos de cultura e políticas para as mulheres de Manaus e do Amazonas, além de vereadores. “As passagens acabam sendo o gasto maior, mas vamos cobrir uma parte com o caixa da companhia e a outra metade vai sair do nosso bolso”, revela Wanessa.

*O repórter viajou a convite da organização do evento.