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Atração no Teatro Amazonas, irmãos da Duo Assad falam sobre carreira e música

Dupla considerada uma das mais talentosas da música para violão, os irmãos Sérgio e Odair Assad, se apresentam no Teatro Amazonas dentro de turnê nacional

Sérgio e Odair Assad também atuam em parceria com diversos nomes da música internacional

Sérgio e Odair Assad também atuam em parceria com diversos nomes da música internacional (divulgação)

Eles vivem hoje em continentes diversos, mas quando se reúnem no mesmo palco, os violonistas e irmãos Odair e Sérgio Assad compõem uma das mais aclamadas uniões da música contemporânea. Trata-se do Duo Assad, que se apresenta no Teatro Amazonas no próximo dia 29, terça-feira, dentro de uma turnê que inclui outras sete cidades brasileiras, com patrocínio de Petrobras e BB DVTM. No repertório, eles trazem uma seleção de músicas que vêm do período barroco até composições autorais.

“Nosso repertório sempre foi bastante eclético e não estamos fugindo da tradição”, antecipam os músicos, que se apresentam em show com abertura da Orquestra de Violões do Amazonas, sob regência de Davi Nunes. Em entrevista por e-mail a A CRÍTICA, o Duo fala sobre suas raízes na música, da sintonia no palco e de suas parcerias, entre outros temas. Confira!

Vocês vivem em diferentes continentes – Odair em Bruxelas, e Sérgio, em San Francisco. Como mantêm contato mesmo longe?

Vamos celebrar 50 anos de existência como duo e há quase 30 anos vivemos em cidades diferentes. Como estamos quase sempre em turnês, nos vemos com bastante frequência e nunca tivemos problemas com a distância.

A imprensa mostra assombro pela forma como vocês captam os sinais um do outro e não usam partitura nos shows. Como vocês “funcionam” no palco?

Nós desenvolvemosm ao longo destes quase 50 anos uma leitura muito rápida um do outro. Isto faz que a reação que temos um ao outro seja imediata, nos permitindo tocar com bastante liberdade. Usamos uma grande quantidade de rubato nas nossas interpretações, com uma grande flexibilidade de tempo. Isto acaba dando a impressão de que estamos improvisando e termina sendo muito apreciado pelo público. Gostamos de tocar no palco porque é um exercício de troca com o público. Se conseguimos estabelecer uma boa comunicação com as pessoas, elas nos dão um retorno que podemos sentir e isto nos alimenta a ponto de querermos fazer melhor e melhor.

Vocês fazem parte de uma família de músicos. Como foi a formação de vocês na infância?

Música sempre foi uma constante em nossa casa. Creio que não havia outra alternativa que ser músico. Na realidade, somos os primeiros músicos profissionais de nossa família, pois nossos pais eram amadores.

A que se pode creditar a excelência artística que vocês alcançaram?

Primeiramente à insistência paterna para que fôssemos músicos. Nosso pai buscou os melhores professores para nós. Encontrou a excelente professora Argentina Monina Tavora no Rio de Janeiro, e nos levou para trabalhar com ela. Depois foi a nossa própria obstinação e dedicação por muitos anos ao instrumento. E, finalmente, uma boa dose de sorte e estar no momento certo com as pessoas certas.

Muitos artistas compuseram para o duo, como Astor Piazzolla, Radamés Gnatalli, entre outros. Como encaram essa forma de reverência ao talento de vocês?

Sempre buscamos servir a uma música na qual acreditávamos. Começamos a tocar Radamés e Piazzolla numa época em que eles não eram bem aceitos pela comunidade de música. Depois eles passaram a ser figuras mitológicas e, com eles, também passamos a ser mais aceitos.

No caso de Sergio, que compõe, que estilos, artistas ou movimentos mais vêm à tona nas suas criações?

SERGIO: Eu não fujo a uma regra meio geral no Brasil. Música de raiz para começar, fazendo um hibridismo com a música impressionista, algumas liberdades um pouco jazzísticas e um aspecto formal bem tradicional. Uso bastante contraponto nas minhas músicas. Faço algo híbrido entre tonal e modal. Em suma, uso tudo aquilo que eu admiro. Não tento fazer o que eu não conheço somente para fazer parte de um movimento. Neste sentido sou bastante tradicional.

Vocês tiveram participação na trilha sonora do filme “Duplicidade”. Como foi trabalhar para Hollywood? E chegaram a realizar outros trabalhos nessa linha?

Já gravamos para outros filmes embora nunca tenha sido algo tão grandioso quanto um filme hollydiano. Na realidade é um trabalho simples, muito bem remunerado mas que não dá tanto prazer quanto preparar uma nova peça ou gravar um disco pra valer.

Os filhos de vocês também seguem na carreira musical – Clarice e Rodrigo, de Sérgio, e Carolina, de Odair. É projeto de vocês criar uma linha de montagem de músicos? Brincadeira, claro!

Nunca forçamos os filhos a fazerem música. Foi opção deles mesmo. A Clarice Assad é um verdadeiro fenômeno musical que está fazendo uma bela carreira nos Estados Unidos. Quando a geração deles começar a ter filhos e estes também forem músicos, vou começar a pensar nesta brincadeira com mais seriedade.

Parcerias diversas

Além da companhia um do outro, Sérgio e Odair Assad também atuam em parceria com diversos nomes da música internacional, seja em espetáculos ou álbuns. A lista inclui gente como a violionista norte-americana, Nadja Salerno Sonnenberg, com quem gravaram dois discos, sendo um ao vivo no Brasil, “Originis”.

“Mais recentemente fizemos uma parceria que gostamos muito com Paquito D’Rivera, um clarinetista cubano que tem verdadeira reverência pelo Brasil. Fizemos um disco com ele que foi indicado ao Grammy Latino em 2013”, conta Sérgio.

Outra parceria recente foi com o violoncelista Yo-Yo Ma, que começou quando este fez um disco dedicado a Astor Piazzolla. “Desenvolvemos uma amizade muito sincera e com grande admiração mútua. O Yo-Yo é um grande ser humano, além de ser um grande artista. Muito generoso e humilde, esté sempre disposto a aprender. E por isso que ele acaba entrando em áreas musicais tão distintas e consegue sair-se bem”, elogia o brasileiro.

Serviço

O que é Apresentação do Duo Assad, com abertura da Orquestra de Violões do Amazonas

Onde Teatro Amazonas, Largo de São Sebastião, Centro

Quando Dia 29, terça-feira, às 20h

Quanto Ingressos a partir de R$ 20

Info (92) 3232-1768