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Grupo lança álbum com influências da música paraense

Cantor Saulo Duarte, junto ao grupo Unidade, celebra o lançamento do segundo álbum de sua carriera e comenta a mistura de sonoridade

Banda possui seis anos de carreira e leva ao Brasil o ritmo paraense

Banda possui seis anos de carreira e leva ao Brasil o ritmo paraense (Divulgação)

O cantor Saulo Duarte tem uma relação com a música que vem de tempos atrás. Com a infância vivida em Belém (PA), sua cidade natal, o jovem saiu de lá aos 14 anos e foi morar em Fortaleza (CE), lugar onde cunhou profissionalmente, por volta dos 18 anos, a sua carreira artística. Hoje, junto a um grupo de amigos músicos que ele chama de “Unidade”, Duarte celebra o lançamento do segundo álbum de sua carreira, intitulado “Quente”, e comenta a mistura de uma sonoridade alternativa em diálogo com os ritmos “em movimento” do Norte do País.

Saulo aproveita para desmitificar a ideia de que faz parte de um projeto “solo-colaborativo”. “Não somos exatamente isso. Eu faço as letras, mas trabalho com os músicos há seis anos. Levo as canções em voz e violão, e juntos propomos os arranjos e definições finais da música. Somos uma banda, acima de tudo”, esclarece. Banda que é composta por Klaus Sena (baixo), Beto Gibbs (bateria), João Leão (teclado) e Tulio Bias (percussão).

Ao contrário de alguns artistas, que preferem exprimir logo no álbum de estreia a identidade sonora fidedigna do grupo, é em “Quente” que Saulo e seus companheiros trazem, com mais força, as batidas e gingados nortistas de ritmos como a guitarrada, a cumbia e o carimbó entrelaçados ao reggae e à lambada. O que não significa que, no primeiro álbum - homônimo ao nome da banda - não haja influências das raízes paraenses. Essa raiz foi apenas mais intensificada no segundo disco – lançado há um mês - de modo mais robusto.

“O primeiro disco surgiu numa necessidade de existir. Gravei de uma forma independente, no meu estúdio próprio. Ele reúne todas as canções que eu tinha, foi uma compilação de todo o meu trabalho. Já no segundo disco nós quisemos fazer algo mais conceitual, mais fechado. O ‘Quente’ é uma sequência do que a gente encontrou em ‘Mistério no Olhar’ (faixa do 1º álbum), e a identidade de como a gente pode mesclar o som do carimbó e nossas raízes brasileiras com um ar contemporâneo, já que moramos em São Paulo. É um diálogo amigável entre esses dois mundos”, avalia Duarte.

O grupo, cujas influências musicais passeiam entre Bob Marley até Luiz Gonzaga, acabou de voltar de uma turnê nos Estados Unidos, onde se apresentou em lugares como Nova York, Nova Jersey e Flórida. “Nós vendemos vários discos lá. Eu fiquei impressionado sobre como as pessoas de lá, principalmente as de NY estão antenadas com o som de Belém (PA) e o som do Brasil. Eles já escutaram muito samba por exportação e buscavam outras caras e sons, como a guitarrada”, aponta Saulo. “Quente” foi lançado inicialmente no Rio de Janeiro, e a banda articula um lançamento em São Paulo.