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Artista plástico Marius Bell será homenageado por curta-metragem exibido em Manaus

A iniciativa de George Augusto, que assina o roteiro e a direção do curta “Marius Bell em cartaz”, transforma o antigo produtor de cinema em personagem

Gravações aconteceram na semana passada; curta está em pós-produção

Gravações aconteceram na semana passada; curta está em pós-produção (Reprodução)

Quem chegou a frequentar os antigos cinemas de rua de Manaus, entre as décadas de 1980 e 1990, na certa se deparou com alguma obra do artista plástico Marius Bell. “Um tira da pesada”, “O exterminador do futuro” e “Pink Floyd – The Wall” são apenas alguns dos filmes que ele retratou em imensos painéis de divulgação, que ocupavam lugar de destaque na fachada das casas exibidoras – ao todo, foram mais de 9 mil murais, nas contas do artista.

É esse período da trajetória pessoal e profissional do amazonense que acaba de ganhar um registro audiovisual inédito, graças à iniciativa do realizador George Augusto, que assina o roteiro e a direção do documentário em curta-metragem “Marius Bell em cartaz”, em fase de pós-produção.

Com uma equipe de seis pessoas, as tomadas foram gravadas na semana passada e contaram com um aparato profissional que incluiu slider, minigrua e até um drone (pequeno veículo aéreo não tripulado) – segundo Augusto, este é o primeiro filme amazonense a usar o recurso.

Ele conta que a ideia para o documentário surgiu por acaso, durante as pesquisas para uma outra produção sobre o Cine Vitória, do Educandos. “Descobrimos a história do Marius e fomos atrás dele, que coincidentemente mora na Cachoeirinha, próximo da casa do nosso diretor de fotografia”, explica George, que concorreu no Amazonas Film Festival de 2013 com o doc “Um minuto de brasilidade” e também já dirigiu outros curtas de ficção.

Segundo o realizador, “Marius Bell em cartaz” vai seguir uma linha mais experimental, com foco nas experiências vividas pelo artista plástico durante o tempo em que ele pintou os cartazes dos cinemas de Manaus, como o Chaplin e o Ypiranga. “É uma homenagem a ele, uma pessoa iluminada que passou uma energia muito bacana para toda a equipe. A produção foi muito divertida e a sensação agora é de missão cumprida”, completa o diretor.

RECONHECIMENTO

Marius Bell tem “40 e poucos anos” de estrada e uma paixão pela Sétima Arte que só fez aumentar durante o período em que ele produzia seus murais num ateliê que ficava por trás da telona do Cine Chaplin, no Centro. O artista revela que ficou lisonjeado quando George Augusto chegou até ele com a proposta do documentário. “Quando se é convidado, tem um sabor especial. De certa forma, minha trajetória se mistura com a de muita gente que frequentou esses cinemas, e até a hoje as pessoas comentam que fiz parte da infância delas”, relembra.

O amazonense fez seus primeiros trabalhos com arte em agências de publicidade da cidade e, com o fim dos cinemas de rua, ele passou a investir em murais e esculturas com temas amazônicos, o que recentemente lhe rendeu um convite para expor na Itália, no mês de maio. No entanto, Marius não descarta voltar a produzir painéis com inspiração cinematográfica. Para ele, mesmo com todos os formatos audiovisuais de hoje, o cinema de verdade ainda é o da telona, e o artista torce para que Manaus volte a ter um cinema fora do circuito dos shoppings. “Acho complicado, mas não impossível. Se acontecesse, eu teria o maior prazer [em voltar a pintar] porque não desaprendi”.