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Diretor do premiado ‘A floresta de Jonathas’ faz testes de elenco para novo filme, em Manaus

O novo projeto de Sérgio Andrade, intitulado ‘Antes o tempo não acabava’, realiza seleção de elenco até esta sexta-feira (8), no Centro de Manaus. As filmagens estão previstas para iniciar em novembro

Diretor Sérgio Andrade com a preparadora de elenco e atriz, Rita Carelli

Diretor Sérgio Andrade com a preparadora de elenco e atriz, Rita Carelli (Bruno Kelly)

A produção do longa-metragem “Antes o tempo não acabava” começou a dar seus primeiros passos com os testes para seleção de elenco, que acontecem desde anteontem em Manaus. O novo projeto de Sérgio Andrade, diretor do premiado “A floresta de Jonathas” (2012), vai contar a história de Anderson, jovem indígena dividido entre o conturbado cotidiano da metrópole e as tradições de sua comunidade de origem. As filmagens estão previstas para iniciar em novembro.

Além dos testes, que acontecem até esta sexta-feira, dia 8, na Casa do Cinema, no Centro, a produção deverá fazer visitas a algumas comunidades indígenas na periferia da capital. O novo longa, segundo Andrade, terá principalmente atores locais, entre indígenas, caboclos e mestiços, de diversos perfis, mas também atores de outros Estados.

“Quero ter a oportunidade de fazer essa mistura, não só pelo tipo físico, mas pela experiência de serem profissionais em cinema”, afirma ele.

Atriz e preparadora

Uma destas personagens “estrangeiras” é Pia, que será vivida pela paulista Rita Carelli. Andrade decidiu escalar a atriz depois de ver seu trabalho nos curtas pernambucanos “Au revoir”, exibido no último Amazonas Film Festival e pelo qual foi eleita Melhor Atriz; e “Sob a pele”, exibido na Semana dos Realizadores, no Rio de Janeiro. Rita, que já esteve na Amazônia acompanhando o pai, Vincent Carelli, idealizador do projeto Vídeo nas Aldeias, ficou feliz com o convite para integrar o projeto.

“Tenho uma trajetória como atriz e tenho um envolvimento com comunidades indígenas na minha história pessoal. Esses dois elementos se uniram no projeto do Sérgio”, declara ela.

Rita veio a Manaus participar das audições, em parte porque sua atuação se estenderá aos bastidores da produção: também a convite de Andrade, ela assumiu a função de preparadora de elenco, atividade que começou a exercer há pouco tempo. “Estou começando a explorar essa nova frente, então foi um convite desafiador”, afirma ela, que há pouco tempo fez preparação de elenco para uma série de TV.

Para Andrade, a preparadora pode dar um fôlego a mais para a produção. “Gostamos de investir em novas propostas, em sangue novo. Meu entrosamento com a Rita foi muito bom, e eu e outra produtora vimos que ela daria uma boa preparadora”.

Indígena e urbano

Rita conta que ficou impressionada com a temática indígena do filme, que considera “superousada” no atual cenário da produção de cinema brasileira. “Não vejo nenhum diretor de cinema abordando essa questão, principalmente dos índios urbanos, é quase um tabu. E o projeto do Sérgio é supercorajoso de botar o dedo ali e explorar a trajetória desse personagem em conflito com suas tradições, tentando encontrar seu corpo, sua privacidade, sua sexualidade”, opina.

Rita também se mostra feliz pelo caráter intimista da produção, que permite a participação intensa de todos os envolvidos. “É um filme com estrutura relativamente pequena, mas Sérgio é um diretor aberto à colaboração das pessoas que estão trabalhando junto dele. Será um processo muito íntimo, muito cuidado”.

Essa proximidade na produção, aliás, é algo que Andrade considera essencial. “Muitos filmes têm aquelas equipes enormes, cheia de equipamentos, mas não fazem mais o essencial, apenas algo comercial e artificial”, avalia ele. “Este é um projeto de Baixo Orçamento, até mais que o ‘Floresta’, mas tem altíssima criatividade, boa vontade, material humano, astral. E acho que é assim que tem de ser”.