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Artrupe Produções estreia espetáculo com novas vertentes artísticas em Festival

O novo espetáculo está previsto para estrear nos dias 15, 16 e 17 de setembro, no Festival Até O Tucupi, em local e hora ainda não definidos

O elenco é composto pelos atores Heitor Loris, Ítalo Almeida, Jean Palladino e Jéssica Amorim

O elenco é composto pelos atores Heitor Loris, Ítalo Almeida, Jean Palladino e Jéssica Amorim (Bruna Leite/Divulgação )

Os principais questionamentos acerca das novas formas de pensar e fazer teatro são o alvo da Artrupe Produções Artísticas em seu novo espetáculo, intitulado “Inquietações”, previsto para estrear nos dias 15, 16 e 17 de setembro, no Festival Até O Tucupi, em local e hora ainda não definidos. Em processo, a montagem venceu o prêmio Ar Cênico, da ManausCult, e é a fusão de dois textos – “Missão” e “Só, mais o corredor – ambos assinados pelo ator Danilo Reis, e dirigido pelo ator Victor Kaleb.

De acordo com o dramaturgo, os membros da produtora cultural, após terem montado o aclamado espetáculo “A Casa de Inverno”, se sentiram “inquietos”. “Havia coisas que tínhamos vontade de falar, mas que nos faltava coragem”, diz Danilo, ao revelar ter conhecido um pouco mais sobre a dramaturgia brasileira, o que deve também a uma residência artística feita pelo ator em São Paulo, em 2013. “A minha inquietação proposta é no sentido de construir a dramaturgia, que questiona a forma de fazer teatro. São textos que tentam propor novas formas de habitar tempo e espaço. A estrutura do texto está repleta de neologismos”, assegura o ator, que prefere guardar segredo sobre o enredo exato da obra.

Para o diretor Victor Kaleb, o processo em si já assume um caráter de experimentação cênica. “No caso do espetáculo, estamos explorando o lado físico do teatro. O texto tem uma marcação extremamente física, e fazem parte dele uma série de gestos que não são naturais. Como a produção tem uma movimentação muito grande, procuramos deixá-la bem limpa em outros aspectos”, acrescenta ele, em relação ao figurino. “Os personagens em cena utilizam um figurino formal e o espetáculo tem movimentos que lembram um pouco a dança-teatro, mas não chega a assumir essa forma, porque nem sempre os movimentos da peça têm relação com o espetáculo”, diz Kaleb

Sistema

Ainda conforme Victor, a presença de roupas formais no figurino se devem ao “ambiente estranho” em que a peça é criada, fazendo analogia da formalidade das peças com a formalidade do sistema. “Vamos estabelecer que há um sistema e que os atores estão dentro desse sistema, um lugar que a gente não conhece, mas que existe. Queremos estabelecer os signos de uma estrutura social, cujas estruturas podem originar tais inquietações, não presentes apenas no texto, mas sim em todo o processo de criação”, destaca Kaleb.

Sons

Acerca da sonoplastia, o diretor acrescenta que haverá uma percussão ao vivo, que irá determinar, em momentos seletos, o tempo do espetáculo. “A decisão de trabalharmos só com a percussão (e não com músicas) se deve ao complemento dessa ‘percussão corporal’ desempenhada pelos atores no espetáculo, isto é, o ritmo que a peça tem naturalmente”, assegura o diretor.

A montagem está em processo desde maio deste ano. Ainda segundo ele, os personagens não possuem um nome específico, e o roteiro não é construído como o de uma história tradicional. “Como se trata de uma experimentação, estamos jogando no escuro. Fica ao público a coleta de impressões”.

‘A Casa’ volta hoje

A Artrupe conseguiu um espaço na agenda da Toca da Cutia, sede do grupo mineiro Maria Cutia, e apresentará o espetáculo “A Casa de Inverno” em Belo Horizonte, no início do mês de outubro, onde ficará em cartaz por uma temporada de cinco dias. Para isso, a companhia amazonense pretende lançar uma série de ações com o objetivo de arrecadar recursos para a circulação.

Nesta terça-feira (26), os artistas começam a vender camisas com a identidade visual do espetáculo no Sinttel, onde eles farão uma apresentação especial de “A Casa de Inverno” dentro da programação da campanha “De Graça Não Tem Graça”, que desde o início do mês mobiliza diversas companhias de Manaus em apresentações de segunda a sábado. Os ingressos serão vendidos a R$ 10.

Serviço

O quê: Estreia da peça “Inquietações”, da Artrupe Produções Artísticas

Quando: 15, 16 e 17 de setembro, no Festival Até O Tucupi (sem hora e local definidos)