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Cinema: Atriz norte-americana Scarlett Johansson se consagra na ficção científica ‘Lucy’

A bela e talentosa atriz estrela nesta quinta-feira (28), nos cinemas nacionais, o longa que se tornou a terceira maior abertura de filmes de ação ‘femininos’ na história

No longa, Scarlett é uma “mulher do futuro”

No longa, Scarlett é uma “mulher do futuro” (Divulgação)

Seja emprestando a voz a uma personagem sem corpo físico (“Ela”), exibindo as curvas como uma super-heroína das HQs (“Capitão América 2 - O Soldado Invernal” e “Os Vingadores”) ou até mesmo combatendo insetos gigantes (“Malditas Aranhas”), a atriz norte-americana Scarlett Johansson é destaque a partir do momento que surge em cena. De beleza clássica com - boas - pitadas de sex appeal, o que a assemelha à musa dos anos 1950 Marilyn Monroe, a beldade estrela a ficção científica “Lucy” (grande estreia nos cinemas nacionais desta quinta-feira), longa que se tornou a terceira maior abertura de filmes de ação “femininos” na história e a fez arrematar de vez um título que há anos já detinha: o de atriz mais promissora da sua geração.

Scarlett Johansson nasceu Scarlett Ingrid Johansson no dia 22 de novembro de 1984, em Nova York. Filha de um arquiteto dinamarquês com uma produtora, ela fez sua estreia no cinema com a aventura “O Anjo da Guarda” (1994). O filme foi um fracasso e acabou indicado a diversos prêmios no Framboesa de Ouro - o “anti-Oscar”. Mesmo com a má repercussão e com o pouquíssimo tempo em cena da atriz, a produção foi o suficiente para lançá-la aos olhos dos principais estúdios de Hollywood.

Depois do elogiado “Manny & Lo” (1996), pelo qual foi agraciada com uma indicação ao Independent Spirit Award, ela passou a ganhar papéis de destaque em longas como “O Encantador de Cavalos” (1998) e “Ghost World - Aprendendo a Viver” (2001). Entretanto, foi somente em 2003 que Johansson conseguiu a sua grande chance na telona. Naquele ano, a atriz estrelava “Moça com Brinco de Pérola” e “Encontros e Desencontros”, de Sofia Coppola, pelo qual ganhou um prêmio BAFTA de Melhor Atriz. Ambos os filmes lhe renderam, ainda, indicações ao Globo de Ouro.

NOVA MUSA

Com a visibilidade que alcançou com as duas produções, a estrela foi escolhida para “calçar os sapatos” de Diane Keaton e Mia Farrow como a nova musa de Woody Allen. O diretor a escalou como protagonista em três de suas produções: “Match Point” (2005), “Scoop - O Grande Furo” (2006) e “Vicky Cristina Barcelona” (2008). Pela primeira, ela voltou a ser indicada ao Globo de Ouro. A partir daí, Johansson continuou a aparecer em outros filmes de sucesso, como “O Grande Truque” (2006), “A Outra” (2008) e “Ele Não Está Tão a Fim de Você” (2009).

No ano seguinte, a atriz decidiu seguir um rumo diferente na carreira. Ela deixou de lado os dramas independentes e comédias românticas e entrou no universo dos super-heróis. E foi aí onde conheceu uma de suas personagens mais marcantes, senão a mais: Viúva Negra. Na pele da agente secreta da S.H.I.E.L.D., codinome de Natasha Romanoff, Johansson estrelou três blockbusters: “Homem de Ferro 2” (2010), “Os Vingadores” (2012) e “Capitão América 2 - O Soldado Invernal” (2014). Todos foram mega sucessos de bilheteria e somam, juntos, a impressionante quantia de US$ 2,8 bilhões arrecadados pelo mundo. Em 2015, ela volta a vestir o sexy uniforme da heroína em “Os Vingadores 2: A Era de Ultron”.

Ficção da era atual

O cérebro, esse desconhecido, é um dos protagonistas de “Lucy”, ficção científica de Luc Besson que explora um dos mais propalados mitos da pseudociência: a de que o ser humano utiliza apenas 10% de sua capacidade mental. Besson faz parte da geração francesa que despontou no começo dos anos 1980 e é hoje, antes de tudo, um produtor que também dirige. No longa que estreia nesta quinta-feira no Brasil, ele exercita aquilo que sabe fazer: um cinema industrial de orçamento grandioso, que combina gêneros e não tem a pretensão de se levar a sério.

“Lucy” é uma coleção de situações estapafúrdias enfileiradas sem pudor, com a grande vantagem, aqui, de contar com uma protagonista perfeita para executar a proposta: Scarlett Johansson. Depois de absorver doses cavalares de uma nova droga, que ativa seus neurônios e faz com que seja capaz de usar toda a capacidade de seu cérebro, a protagonista Lucy se torna uma espécie de “mulher do futuro”, com habilidades sobre-humanas. Essas habilidades são produto de uma capacidade de processar informação em alta velocidade e de se conectar com o mundo - seu corpo se transforma em uma espécie de supercomputador/rede de Internet, que supera os limites do espaço-tempo.

Como os bons filmes de ficção científica, “Lucy” diz bastante sobre os tempos atuais - não apenas em relação ao estado de nossas fantasias e projeções, mas, também, sobre o estado do cinema hoje, inimaginável sem a tecnologia digital.