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Balé Experimental do Corpo de Dança do AM encara novo desafio

Núcleo de dança visa capacitar profissionalmente os bailarinos do futuro, e tem o intuito de se tornar corpo artístico. Ao todo 20 bailarinos integram o novo projeto

O Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas é um projeto do Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (SEC-AM)

O Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas é um projeto do Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (SEC-AM) (Erica Melo)

Um novo centro de experimentação para pré-profissionais do universo da dança incluirá a categoria no calendário de programações artísticas de 2014. Trata-se do Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas, que em sua primeira aula (ontem) começou as atividades na preparação de jovens bailarinos para que, futuramente, possam ingressar no próprio Corpo de Dança ou até alçar voos maiores. Ao todo 20 bailarinos, na faixa etária de 15 a 22 anos integram o novo projeto.

De acordo com a diretora artística do CDA e agora do Balé Experimental, Monique Andrade, o objetivo é criar estruturas técnicas, fazendo com que os alunos desenvolvam o trabalho a partir da experimentação de diversas fases e estilos dentro da dança, que segundo ela, não abordam apenas o estilo contemporâneo, mas também o clássico e até o folclórico. “Eles terão um leque maior enquanto trabalho técnico, e isso irá desenvolver o artístico, para que se preparem para tudo. Até porque a proposta das apresentações em si engloba esse mote de estilos”, pontua Andrade.


O Balé Experimental do CDA, por sua vez, ainda não é um corpo artístico, e Andrade explica que a ideia é prepara-los para que o núcleo assim se torne. “Por ser experimental, trabalhamos dentro de um ciclo. Os bailarinos começam aos 15 anos, e quando completam 23, este ciclo acaba e se renova para outros alunos poderem entrar. A intenção é que se preparem no Balé para que, quando forem maiores de 18 anos e chegarem às audições do CDA, já estejam preparados para fazer parte desse mercado”, afirma ela.

A escolha dos bailarinos aconteceu no ano passado, época em que foi aberto um edital para selecioná-los. As avaliações foram feitas pela direção do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro e pela direção artística do CDA. “As direções se reuniram para conversar sobre a proposta, criar o projeto do Balé e levar para a Secretaria de Cultura (SEC), para que o órgão pudesse perceber as novas possibilidades que se abriam com a oportunidade dessa esfera de estudos para esses jovens”, comenta.

E para avaliar quais bailarinos iriam ingressar no Balé Experimental, foi usada a mesma metodologia de avaliação feita na primeira audição do CDA. “Eles mostraram um pouco da parte técnica da dança contemporânea, e no final cada um mostrou um trecho de uma coreografia de sua autoria, para que pudéssemos perceber a movimentação deles e compreender suas linguagens”, pondera Monique.

Métodos

Diariamente, os bailarinos terão dois tipos de aulas técnicas até que o ensino possa ser submerso nas bases coreográficas, segundo a diretora artística. “A princípio, a ideia é trabalhar a parte técnica para homogenizar esse grupo e uniformizar as energias. Serão trabalhados o balé clássico, a dança moderna, além das técnicas de alongamento, para atuarmos na parte física. Temos também a ideia futura de trazer, dentro de um calendário, outros professores para lapidar elementos do jazz e do próprio folclore”, salienta. Entre as monitoras do Balé Experimental estão Vanessa Viana (balé clássico), formada pelo The Royal Ballet, em Londres; Pammela Fernandes (dança contemporânea) formada pela Escola de Teatro Bolshoi, em Joinville (SC); e Helen Rogers (assistente de coreografia), presente desde a primeira formação do CDA.

Eventos futuros

O Balé Experimental já está confirmado para dois eventos este ano: para a apresentação do espetáculo “Sweet Carmen”, no Festival Amazonas de Ópera, previsto para ocorrer entre abril e maio; e no espetáculo “Floresta do Amazonas”, que fará parte das atividades artísticas programadas para a Copa do Mundo. Os responsáveis pelas coreografias são os bailarinos Adriana Góes (“Sweet Carmen”) e André Duarte (“Floresta do Amazonas”), ambos do CDA.