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Cabeleireiro das estrelas conta como lida com os famosos e dá dicas para as amazonenses

Wanderley Nunes, responsável pelo visual de celebridades, empresários e políticos, fala sobre trabalho, arte e vida em entrevista exclusiva ao BEM VIVER

Wanderley Nunes é e responsável pelo visual de várias celebridades, empresários e políticos

Wanderley Nunes é e responsável pelo visual de várias celebridades, empresários e políticos (Divulgação)

Amigo e responsável pelo visual de várias celebridades, empresários e políticos, o cabeleireiro Wanderley Nunes conquistou mais do que muitos profissionais podem almejar: seu Studio W é hoje uma das mais luxuosas redes de salões de beleza do País, com mil funcionários em seis unidades na capital e interior de São Paulo. A maior delas é a do shopping Iguatemi, onde ele concedeu entrevista exclusiva ao BEM VIVER. Sempre simpático e ocupado, entre conversas com clientes, cortes e ensinamentos profissionais, parou para conversar com nossa equipe por cerca de meia hora, onde falou sobre trabalho, arte, tendências de beleza e política. Confira alguns trechos a seguir.

Você começou como engraxate na barbearia do seu pai. Foi aprendendo tudo e, hoje, além de um renomado profissional de beleza, é um grande empresário que comanda várias pessoas. Como é essa rotina?

Conciliar o lado artístico com o empresarial é muito difícil. Você tem que contar com as pessoas e acreditar nelas. Acreditando nas pessoas, nem sempre todas elas vão ser fiéis a você. Então, eu acho que você tem que investir no ser humano e não no profissional; porque você faz um ser humano virar um profissional, mas não faz um profissional virar ser humano. Acho muito difícil falar isso, mas a mão de obra no nosso País é péssima em todos os setores e isso ocorre com mais freqüência em lugares que não são tão desenvolvidos tecnicamente. O profissional hoje começa a trabalhar com você e ele pula o degrau. Não segue os estágios que precisa em relação ao aprendizado, quer ir direto. Porque se ele trabalha com você e você cobra R$ 100 em um corte, ao invés de ele ser o seu assistente e se desenvolver para também poder cobrar o mesmo valor, ele vai ser profissional em um salão que cobra R$ 30. Isso acontece em todas as profissões. A mão de obra brasileira é muito deficitária em questão de educação e qualificação profissional. Então, a pessoa que quer investir no seu negócio e fazer tudo direitinho sofre muito, porque além de ter que ensinar as pessoas, arca com uma carga tributária financeira enorme e ainda tem uma concorrência desleal.

Falando de política, já que estamos próximos às eleições, você é responsável pelo visual de vários políticos. De que maneira separa seu lado cidadão do amigo?

Eu não me envolvo, deixo o meu recado para eles quanto a essa minha insatisfação. Duvido que a maioria dos cabeleireiros de Manaus e do Brasil inteiro pague todos os impostos. Mas eu, como sou grande, tenho de pagar. Acho isso muito injusto. Acredito que a classe deveria se unir e cobrar um imposto único. Apesar disso, prezo por aqueles que são meus amigos verdadeiros e pessoas com interesses iguais. E quando a gente se reúne e sociabiliza, fala apenas de coisas boas da vida: viagem, arte, natureza. É muito legal ter esse desprendimento e ver que a energia é muito boa. Porque em todo lugar em que a gente fala de política e dinheiro a energia não é boa. Eu duvido que no céu vá existir política e dinheiro (risos). Acredito que a amizade verdadeira está muito acima dessas coisas.

Você se descreve no Instagram como amante da arte e chef. O que mais faz quando não está trabalhando?

Eu sou apaixonado por arte e fotografia. Pretendo fazer uma exposição em Nova York e em Miami de fotos de flores. Eu tentei fotografar no Amazonas, fui até muito ajudado por algumas pessoas lá, mas o rio estava baixo e o avião anfíbio não descia. Queria ir a algumas aldeias, acabei não concretizando. Espero voltar em breve. Fotografo muito para a minha rede social todas as transformações de todos os cabeleireiros nossos, bem como as que eu mesmo faço. Adoro a culinária. Gosto de cozinhar para meus amigos. Quando sou convidado para ir a algum lugar as pessoas não querem que eu cozinhe e corte cabelo, mas eu sempre vou levo minha tesoura e adoro cozinhar.

Em relação à beleza, que conselho daria para as amazonenses e as mulheres em geral?

Acho que a mulher tem de ser cada vez mais feminina e autêntica. Vejo muito cabelo parecido, tudo igual. Uma franja, repicado e comprido. A mulher amazonense tem uma característica de uma pele um pouco amarelada e cabelo escuro. Toda a mulher que tem o cabelo muito escuro, fica melhor com o cabelo mais liso. Porque quando ela usa o cabelo comprido, escuro e ondulado, é muita informação para o rosto. Rouba um pouco a cena da roupa e da maquiagem. É a mesma coisa de você estar usando um óculos pesado. Acho o cabelo escuro lindo. Eu gosto muito de morena, admiro as loiras, mas gosto muito da mulher morena. Acho que a mulher tem que ter cara de cabelo penteado sempre. Isso é um conselho que eu dou para as mulheres de Manaus.

Quem trabalha com beleza é também uma espécie de terapeuta, deve ouvir muito e receber muitos pedidos de conselhos, especialmente amorosos. E o seu coração, como está?

Realmente ouço muito, e acabo ficando amigo de muitos clientes, mulheres e homens, por essa cumplicidade. Fui casado com minha ex-mulher por mais de dez anos, separei, fiquei solteiro um tempo, mas sou um eterno romântico. Sei que relacionamentos podem acabar. Mas se um relacionamento já durou mais de três anos, não penso que deu errado. Acredito que deu muito certo durante três anos. Nesse momento estou muito bem, namorando a cantora e arquiteta Juliana Dias.