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Consolidado em Manaus, carioca adota fotografia como hobby e faz cliques incríveis mundo afora

Rodrigo Tomzhinsky, de 27 anos, tem um passaporte recheado de carimbos que o fazem lembrar dos mais de 40 países por onde já passou

Mochilões levaram engenheiro e fotógrafo até a Capadócia

Mochilões levaram engenheiro e fotógrafo até a Capadócia (Divulgação/Tomzhinsky )

Quando publicou uma mensagem no Facebook, na última sexta-feira, avisando que estaria sem celular pelas próximas semanas, o engenheiro Rodrigo Tomzhinsky, 27, estava em Sankt Pölten, no norte da Áustria. A cidade foi uma das primeiras paradas de mais um mochilão de férias do carioca, radicado em Manaus desde a adolescência.

Hoje, ele tem um passaporte repleto de carimbos que o fazem lembrar dos mais de 40 países por onde já passou desde os 19 anos, quando resolveu colocar o pé na estrada e se abrir a novas e inusitadas experiências. Um item, porém, sempre foi indispensável na bagagem: a câmera fotográfica.

“Sempre gostei e me interessei por fotografia, mas só resolvi estudar para valer de uns três anos para cá. Viajar também era um paixão, mas ficava decepcionado com as fotos que eu fazia, por isso decidi tomar vergonha na cara e agora não tem um dia que eu não estude ou aprenda algo sobre fotografia”, conta Tomzhinsky. “É um hobby levado a sério. De vez em quando ganho um dinheirinho, mas é mais uma distração e uma maneira de me divertir e expressar”.


Com a viagem atual, o engenheiro pretende passar, além da Áustria, pela Eslovênia, Bulgária, Letônia, Lituânia e, quem sabe, Rússia e Ucrânia, destino que ele já conhece e onde tem raízes por parte de pai. Para ele, os mochilões unem seus dois maiores vícios: a fotografia e a curiosidade em conhecer novos países.

“Em vez de ir à Disney, Paris ou Nova York, como todo mundo faz, prefiro visitar a Bósnia ou a Jordânia, lugares menos explorados e com uma cultura mais forte, que vão me acrescentar mais. Acho que as informações sobre como é a vida nos lugares mais ‘requisitados’ já estão saturadas, e meu desejo é conhecer povos e culturas diferentes”, afirma ele, também membro do fotoclube Fotossíntese.

Segundo Tomzhinsky, o equipamento que vai na mala, desta vez, é uma Fuji profissional de fácil manuseio. “É chato ficar carregando uma tonelada de equipamento durante as viagens. Com uma câmera menor fica até melhor de fotografar pessoas, porque não intimida muito. Consigo passar mais despercebido”.

MOMENTOS MARCANTES

Dos lugares que conheceu, Tomzhinsky destaca a cidade-fantasma de Chernobyl, atingida pelo pior acidente nuclear da história, em 1986. “Quando fui, tinha acabado de ser aberta à visitação turística, em 2011. Acho que foi a experiência mais interessante da minha vida e o lugar com mais história que conheci. Sente-se uma sensação de vazio e de como o ser humano é pequeno perto da natureza”, comenta ele, que ficou hospedado no único hotel da região, a 30 km do local da tragédia. “Lá é proibido andar sozinho, encostar nas coisas ou comer e beber ao ar livre. Além disso, sempre estávamos com um aparelho para medir a radiação. Quando ele apitava, tínhamos que sair do lugar”.

Ele também destaca a ida a Israel e à Palestina, onde conversou com a população sobre os conflitos que abalam a região, e a visita à Bósnia, ainda marcada pela guerra. Por isso tudo, para o fotógrafo, as viagens acabam sendo experiências de autoconhecimento. “São momentos que tiro para pensar na vida, refletir e ter um tempo só para mim”.

Sensualidade em ensaios artísticos femininos


Tomzhinsky realiza ensaios femininos (com ou sem nudez) em que as modelos dialogam com cenários da natureza amazônica. Nesta galeria: Hamyle Nobre, Érika Guedes e Puja.

Galerias na Internet

O Brasil também é um alvo frequente dos cliques de Rodrigo. Em seu site http://www.tomzhinsky.com é possível conferir registros de Presidente Figueiredo, Alter-do-chão, Jequitinhonha e de visitas a tribos indígenas do Amazonas.