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Cerveja é o novo isotônico usado durante treinos em academias

Parece improvável, mas estudo aponta que a bebida em sua versão sem álcool é uma ótima opção para o processo de reidratação pós-treino

De acordo com os pesquisadores alemães, a bebida na versão “sóbria” é fonte abundante de polifenois

De acordo com os pesquisadores alemães, a bebida na versão “sóbria” é fonte abundante de polifenois (Divulgação)

Imagine, depois de encarar um treino pesado, sair da academia e abrir uma latinha de cerveja. Apesar de estranha, a cena não é de todo um absurdo: a bebida, na sua configuração sem álcool, funciona como um potente isotônico, pois traz em sua composição um mix de sais minerais, polifenois, poucas calorias e flavonóides que têm efeitos antioxidantes. A constatação foi feita após um estudo conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade de Granada, na Espanha e por um grupo de cientistas da Universidade de Munique (Alemanha) e é, no mínimo curiosa. Seria a cerveja sem álcool um substituto melhor - e mais saboroso - aos isotônicos variados?

De acordo com os pesquisadores alemães, a bebida na versão “sóbria” é fonte abundante de polifenois. Estas substâncias previnem os efeitos já conhecidos de praticantes de corridas e de modalidades de longa duração como ciclismo e natação, que no caso são dores tardias, inflamações e até resfriados. Um litro de cerveja sem álcool contém de 400 a 800 miligramas de polifenois, uma boa dosagem para o efeito protetor.

Já os isotônicos geralmente são consumidos após atividades físicas de alto rendimento, pois repõem água e sais minerais perdidos pela transpiração ou outras formas de excreção. A concentração de moléculas das bebidas isotônicas é semelhante aos fluidos do nosso corpo (280-340 mosmol/Kg) e, portanto, são facilmente incorporadas e transferidos para a corrente sanguínea.

Diante disso, estas bebidas esportivas, geralmente as primeiras opções para quem pega pesado no exercício, ficariam de lado? A nutricionista e educadora física Flávia Ignez reconhece a importância dos isotônicos, porém acredita que nenhum é melhor do que a natureba água de côco. “É uma bebida que não contem corante, conservante e nenhum desses outros ‘antes’ dos produtos industrializados”, comenta.

Melhor sabor?

Segundo Flávia, substituir a água de côco ou as bebidas esportivas comuns (como o clássico Gatorade) por cerveja - ainda que zero álcool - pode não ser boa ideia. “Só não ter álcool não é o suficiente. Pra quer estimular o gosto da cerveja nos atletas? Não vejo vantagem nisso”, opina. “Acho que é mais uma questão de moda”.

O fato é que as ditas cervejas “zero álcool” não cumprem realmente a propaganda: boa parte possui, pelo menos, uma pequena porcentagem alcóolica, nem que seja menos que 1%. A reidratação é inegável, mas acaba que vai do paladar de cada um.