Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Champanhe ganha harmonização com menu regional em Manaus

Degustação na cidade contou com a presença do alto escalão da marca francesa, Dom Pérignon. Dentre os nomes da lista seleta estavam Sergio Degese, Richard Geoffroy e Romain Jousselin

Champanhe ganha destaque em Manaus

Champanhe ganha destaque em Manaus (Divulgação)

Manaus acaba de ser cenário para o encontro perfeito entre a alta gastronomia amazônica e uma das marcas de champanhe mais admiradas pelos fãs de bebidas de luxo, o Dom Pérignon. Uma degustação privada para poucos convidados, promovida pelos empresários locais Tony Leão e David Gomes David, também contou com representantes do alto escalão da Moët Hennessy, em visita inédita ao Amazonas.

Dentre os nomes da lista seleta estavam o diretor geral da holding francesa no Brasil, Sergio Degese, e o enólogo Richard Geoffroy, chef de cave do Dom Pérignon há 23 anos, além do embaixador da marca no País, Romain Jousselin. A reunião exclusiva foi coroada por um menu com ingredientes da Amazônia preparado pelo chef do Banzeiro, Felipe Schaedler – tudo em harmonia com três variações do champanhe francês: Vintage Blanc 2004, Vintage Rosé 2003 e Œnotèque 1996, vindos diretamente da adega privada de Geoffroy.

Em entrevista ao BEM VIVER, Jousselin contou que o trabalho de harmonização foi acompanhado de perto pela Moët durante mais de um mês. Realizada no último sábado, a degustação privada deverá ganhar, inclusive, registro do sócio-editor da revista “Prazeres da mesa”, Ricardo Castilho, que também esteve em Manaus.

‘NOVOS CAMINHOS’

“A harmonização do Dom Pérignon é baseada no equilíbrio perfeito entre as uvas chardonnay e pinot noir. Enquanto a primeira traz mais leveza e aromas florais, a segunda tem característica mais intensa de frutas vermelhas. Por isso, o champanhe consegue harmonizar com variedades animais e vegetais tanto da terra quanto do mar, ou do rio, no caso da Amazônia”, explica o embaixador e enólogo formado em Toulouse.

Para ele, um francês radicado no Brasil há apenas três anos e que ainda conhece pouco a região, a experiência em Manaus serviu para “descobrir novos caminhos de harmonização”. “No caso do Dom Pérignon, falamos muito de texturas e aromas, e aqui encontramos uma grande diversidade dessas duas coisas. Como o nosso lema é ir além das fronteiras, estamos sempre em busca do desafio”.

De acordo com Jousselin, ao longo desse ano a marca vai trabalhar intensamente com o Œnotèque 1996, uma safra considerada rara. “É a joia da nossa coleção. Existem menos de cem dessas garrafas hoje no Brasil”.

PALADAR

Para o chef Felipe Schaedler, a experiência não foi menos especial: “Sem dúvida vai trazer uma grande visibilidade para o Amazonas, afinal o Dom Pérignon é um dos champanhes mais importantes do mundo. Além de tudo, sempre é sensacional poder mostrar as potências dos nossos ingredientes nativos”, declarou.

De acordo com ele, como a maioria dos convidados para a degustação era de amazonenses, a ideia era preparar pratos regionais, mas que eles provavelmente nunca tivessem experimentado.

Ao todo, foram nove as opções gastronômicas oferecidas: sapota-do-solimões com jambo e mel de Jandaíra, chibé com farinha do Uarini e camarão, formigas de São Gabriel da Cachoeira com espuma de leite de castanha, fettuccine de palmito de pupunha, cogumelos comestíveis, lombo de tartaruga grelhado, infusão de chá de preciosa, como digestivo, e mari com gel de bacuri, para a sobremesa.