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Chef Danielle Noce conta sobre sua dedicação e 'louvor' pelo universo da confeitaria

A brasiliense expressa no site I Could Kill for Dessert (Eu Poderia Matar por Sobremesa, numa tradução livre), em seu canal no YouTube, o que literalmente deixa sua vida mais doce

O sonho da chef era abrir uma doceria

O sonho da chef era abrir uma doceria (Divulgação)

Moda. E foi por pouco que ela não fincou os pés por lá. Da formação pela Faculdade Santa Marcelina (FASM), Danielle só carregou mesmo a sintonia com a área, visível aos olhos de quem acompanha, semanalmente, o site I Could Kill for Dessert (Eu Poderia Matar por Sobremesa, numa tradução livre) e seu canal no YouTube (youtube.com/user/nocedanielle). É por lá que ela faz o que realmente ama, e o que a fez ficar conhecida no País inteiro: confeita.

“Eu era dona de várias franquias de calçados e estava cansada de não fazer nada em que eu acreditava”, revela Danielle, em entrevista exclusiva ao BEM VIVER GENTE. Foi então que, numa viagem a Amsterdam ao lado do marido, Paulo, tudo mudou. “Nós decidimos que assim que ele (Paulo) se formasse em cinema, nós nos mudaríamos para lá e eu abriria uma doceria, pois era algo que sempre amei fazer”, acrescenta ela, que hoje vive no corre-corre da capital paulista. “Me sinto parte de São Paulo e do mundo”.

Depois que regressou ao Brasil, a dupla tratou de tocar os planos para frente. Enquanto o maridão continuou a desenvolver seu curta-metragem, Danielle começou a criar o cardápio da sua confeitaria. Numa reunião entre amigos, decidiram filmá-la na cozinha, pois, segundo um dos convidados, ela seria “um desastre e muito engraçada”. “Com o tempo, eu me encantei pelos doces e comecei a pesquisar mais. Queria saber por que algumas vezes as minhas coisas davam errado. E foi a partir disso que eu decidi estudar confeitaria na Lenôtre, em Paris”.

Toda essa jornada, do início “desastroso” até sua ida à França, está registrada, em vídeos, no I Could Kill for Dessert. “Nunca pensei que a página fosse fazer tanto sucesso. Só queria um espaço para conversar com outras pessoas sobre um assunto que eu amo”, diz Danielle, que recentemente participou de um curso de três dias com o renomado Antonio Bachour, chef executivo de confeitaria no St Regis Bal Harbour Hotel. Essa inquietação em descobrir e aprender coisas novas da área, aliás, é algo que ela não pensa em abrir mão. “Terminei o meu curso na Lenôtre em agosto do ano passado, então ainda está um pouco recente para uma reciclagem. Mas, em breve, tenho vontade de fazer outros”.

GOSTINHO DA INFÂNCIA

Das diversas faces da gastronomia, são os doces que despertam o interesse de Danielle. E isso tem uma justificativa: “A minha mãe é mineira e cozinha muito bem, por isso o que sobrava em casa para eu fazer sempre foram os doces. Lembro que preparava muitos strudels, sonhos e tortas com frutas frescas. Ficavam bem gostosos”, revela. “O que me atrai na confeitaria é a precisão com a qual se trabalha e a estética, cada doce é uma construção e é perfeito”. Entre os quitutes que mais ama preparar, ela destaca o sorvete caseiro. “Também adoro criar meus próprios sabores”.

Apesar disso, Danielle acredita que a arte de confeitar ainda é vista como algo secundário no mundo da gastronomia. “Além de não ser uma profissão muito difundida no País, ainda é muito mais glamuroso ser chef de cozinha. Na França, isso é bem diferente e, inclusive, ainda mais nichado. Tem-se os chefe confeiteiros, os chocolateiros, os sorveteiros e por aí vai”, explica. “No entanto, acho que eu e muitos outros chefs confeiteiros temos ajudado a divulgar uma confeitaria mais técnica e elaborada. Penso que o mercado vem olhando mais para a gente agora”.