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Compositora paraibana Socorro Lira lança décimo álbum de carreira inspirado na Amazônia

Gravado em 2013, Socorro lança o álbum ‘Amazônia, entre águas e desertos’ nesta sexta-feira (18), no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo

Disco de Socorro Lira pode ser encontrado nas melhores lojas do segmento e também na Internet

Disco de Socorro Lira pode ser encontrado nas melhores lojas do segmento e também na Internet (Aurílio Santos)

No dia 18 deste mês, a cantora e compositora Socorro Lira lança o décimo álbum da sua carreira, “Amazônia, entre águas e desertos”, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Gravado em 2013, o disco traça um paralelo entre a exuberância da floresta e sua rica diversidade com o que há de desértico no interior humano.

“Estive na Amazônia há muito tempo para fazer um show em Boa Vista, quando acabei conhecendo também Manaus e o interior do Pará”, conta Socorro, que nasceu no sertão da Paraíba e está radicada há dez anos em São Paulo. “Até que no ano passado pintou a ideia de fazer um trabalho inspirado na região. O ponto de partida foi um romance escrito por um parceiro meu, Roberto Tranjan, que havia ambientado a história na Amazônia. Curiosamente, o Elifas Andreato, ilustrador do livro, também acabou fazendo a arte do CD”.

Assumido o desafio de falar de um ambiente com o qual pouco teve contato, Socorro sentiu que era a hora de retornar à região. Foi então que ela voltou ao Amazonas para “captar uns sons da floresta”, que acabaram entrando no disco. Num hotel de selva localizado nos arredores de Manaus, ela compôs as melodias de “Deixa viver” e “Gema”.

“Mas eu sabia que não conseguiria compor tantas canções sobre a Amazônia e com tanta propriedade, então resolvemos recorrer a compositores do Norte. Apesar de não ter entrado ninguém do Amazonas, fico feliz em ter escolhido Manaus para essa imersão inspiradora. Além do mais, os passarinhos que cantam no disco também são daí”, diz ela, sorridente.

“Amazônia, entre águas e desertos” tem arranjos do pernambucano Jorge Ribbas, que contou com um time de instrumentistas no acompanhamento, como Oswaldinho do Acordeon e Papete. Dentre as faixas, estão seis de autoria de Socorro Lira e oito de outros compositores como Nilson Chaves, Eliakin Rufino, a pajé cabocla Zeneida Lima, Cátia de França e Waldemar Henrique – este último teve os clássicos “Uirapuru” e “Tambatajá” regravados pela paraibana. Jás os ritmos vão do batuque ao marabaixo, passando pelo bolero, ponteio, reggae, toada, baião e carimbó.

Para quem nasceu no sertão, a experiência na Amazônia foi cheia de contrastes, a começar por um dos principais meios de transporte na região: os barcos e canoas. “São tão usados quanto a bicicleta no sertão. Por um lado, os rios são muito misteriosos, dá um certo medo em relação à profundidade e aos bichos que habitam neles. Mas, ao mesmo tempo, tenho respeito pelo que não conheço, é uma relação muito mais de respeito que de medo. É uma experiência pequena ainda, quero adentrar mais nessa floresta”, conclui.

‘HOMÔNIMO’

Com 13 anos de carreira, Socorro Lira ganhou o Troféu Cata-Vento 2013 da Rádio Cultura Brasil (Programa Solano Ribeiro e a nova música do Brasil), na categoria melhor música do ano com “Delicadeza III – Pata humana pata” e o 23º Prêmio da Música Brasileira 2012 como melhor cantora, na categoria regional.

O lançamento de “Amazônia, entre águas e desertos”, no próximo dia 18, também vai marcar a gravação do primeiro DVD da cantora, que se chamará “Homônimo”. Para este momento, ela contará, além da bailarina Otilia Françoso, com uma banda de instrumentistas sob a direção de Jorge Ribbas - que também toca violão e viola: Ana Eliza Colomar (flauta e sax), Flávio Rubens (clarinete), Alice Bevilaqua (violino) Bruno Serroni (violoncelo), Clara Bastos (baixo acústico), Cássia Maria e André Rass (percussão).