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Confira os perigos que a cólica menstrual esconde

As dores, que muitos pensam serem normais no período, e até mesmo exagero das mulheres, podem ser sintomas de miomas, inflamações e endometriose

Consideradas ‘normais’ por muitas mulheres, as dores da cólica menstrual podem esconder disfunções do organismo

Consideradas ‘normais’ por muitas mulheres, as dores da cólica menstrual podem esconder disfunções do organismo (Antonio Lima )

A cólica menstrual é um problema que atinge muitas mulheres. Quando a dor é mais leve, é comum recorrerem aos analgésicos para acabarem com o desconforto.

Mas, para algumas dessas mulheres, essa manifestação que surge como consequência natural do movimento de contração que o útero faz para eliminar a menstruação, é um martírio, porque sofrem com as dores intensas. Nesse caso, é preciso dar mais atenção, pois a cólica menstrual pode ser sintoma de outras doenças.

“A cólica menstrual é provocada pelo aumento da prostaglandina, que causa as contrações da musculatura do útero, e a dor pode ser por causa da ovulação, ou também por causa da endometriose, miomas localizados dentro do útero ou subseroso - que às vezes comprime os órgãos vizinhos, ou por causa de doenças inflamatórias pélvicas”, alerta a ginecologista Grasiela Leite, coordenadora clínica do Instituto da Mulher.

A prostaglandina é uma substância que faz o útero contrair para eliminar o endométrio, em forma de sangramento, quando o óvulo não foi fecundado. O endométrio é a camada interna do útero que cresce para nutrir o embrião.

A endometriose se caracteriza pela presença do endométrio fora do seu órgão de origem, explica a ginecologista. “Um pedaço do tecido pode ir para o ovário ou ficar atrás do útero - que é o local mais comum, por exemplo”, explica Gisela. Isso acaba gerando um processo inflamatório que provoca a dor.

O sintoma principal da endometriose é a cólica intensa e que muitas vezes impossibilita a mulher de realizar suas atividades do dia a dia. “Se ela tem dores mais fortes, tem que procurar o médico. É muito importante a mulher seja examinada pelo ginecologista. Ele que vai investigar a causa dessa dor”, orienta a ginecologista Grasiela Leite.

“Sempre tive cólica, mas, aos 18, piorou. Era uma dor diferente, aguda. Chorava de dor”, conta a universitária Pâmela dos Santos, 25, que tem endometriose e trata a doença com o uso de anticoncepcional.

Hoje, a universitária também dá a dica: a mulher não deve achar que é normal sentir cólica forte. “Cheguei a suspeitar que era apendicite, fiz exames e não confirmaram. Várias vezes fui parar no hospital por causa da cólica durante a menstruação. Hoje quando alguma mulher me fala que está com muita cólica, a ponto de não querer levantar da cama por causa da dor, que procure o ginecologista“ para um diagnóstico prec”, disse.

Se o estágio da endometriose estiver avançado, pode ser que o tratamento seja possível somente com intervenções cirúrgicas.

Miomas e doenças inflamatórias

De acordo com a ginecologista Grasiela Leite, a cólica pode indicar a presença de miomas que estão comprimindo órgãos vizinhos durante a menstruação. O mioma é um tumor benigno que surge quando uma célula do útero da mulher começa a se multiplicar de forma desordenada.

Ele só aparece depois da menstruação. No entanto, caso dê sintoma, pode ser, por exemplo, uma cólica menstrual muito forte. “Se forem miomas grandes, eles comprimem os órgãos vizinhos e isso causa a cólica. Porque o útero já se contrai e esse tecido também”, explica Grasiela. O mioma pode causar a compressão da bexiga, por exemplo.

Se o mioma não provocar nenhum tipo de sintoma ou desconforto não precisará de tratamento, afirmam especialistas. Mas, se o quadro pedir algum tratamento, este pode requerer remédios. Quando provocar fortes dores, hemorragias ou dificuldades reprodutivas será necessário cirurgia.

A ginecologista Grasiela Leite ainda alerta que a cólica menstrual também pode indicar algum tipo de doença inflamatória pélvica em decorrência de alguma Doença Sexualmente Transmissível.