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Corpo de Dança do Amazonas ensaia para a estreia do espetáculo ‘As faces de Manaus’

Espetáculo denominado ‘Vazantes’, criado pelo coreógrafo paulista Mário Nascimento, retrata a cidade em vídeo, música e dança

Com influências de reggae, jazz, hip hop e soul music, a obra é eclética

Com influências de reggae, jazz, hip hop e soul music, a obra é eclética (LUCAS SILVA)

Uma cidade tão cheia de particularidades não poderia ser interpretada de maneira unilateral. Depois de algumas visitas à capital amazonense, o coreógrafo paulista Mário Nascimento se convenceu disso, e inspirado, criou o espetáculo “Vazantes”, que retrata Manaus sob o olhar multifacetado da dança, da música e do audiovisual. Enquanto a estreia não acontece (o début oficial será nos dias 14 e 15 de março), Nascimento está por aqui comandando a I Oficina de Dança Contemporânea para o Corpo de Dança do Amazonas (CDA). A intenção é deixar os dançarinos prontos para brilhar nos palcos do Teatro Amazonas ao lado da Orquestra de Câmara do Amazonas e do DJ Marcos Tubarão.

A relação entre o coreógrafo e o CDA começou há uns anos, quando este criou a montagem e o figurino do espetáculo “Cabanagem” (2010). Na época, Nascimento se encantou com as faces da capital baré. “É inspiradora, peculiar em sua vida, seu cotidiano, não só pela questão de estar próxima da floresta, mas por tudo que a cerca. Fiquei surpreso, porque tinha uma ideia diferente de Manaus. Além da questão da ecologia, a cidade em si é muito rica”, explica. “Então veio a ideia de fazer essa obra [‘Vazantes’], que aborda a preservação e as questões que cercam Manaus. É uma crítica consciente”.

União de artes

O diferencial de “Vazantes” está na fusão da dança, música e vídeo. Para tanto, além do CDA, também participam a Orquestra de Câmara do Amazonas (comandada pelo maestro Marcelo de Jesus) e o DJ e produtor musical Marcos Tubarão, cujos talentos se entrelaçam no palco.

Tubarão, responsável pela parte audiovisual, captou imagens da cidade e da floresta e compôs trilhas para acompanhá-las. A Orquestra se encarrega de dar o tom erudito. Para o DJ, a fusão é tão complexa quanto genial.

“Gostei bastante do resultado final, ficou a cara do espetáculo que o Mário [Nascimento] queria. Mostra o que é a Amazônia de maneira bem artística”, explicou. E o coreógrafo também se diz não só satisfeito, como realizado. “Já havia tentado um projeto parecido em outros lugares e não havia dado certo. Finalmente, encontrei mentes e corações abertos a novas pesquisas e novas expressões de arte”, disse.

Acompanhando ‘in loco’

“Vazantes” teve sua avant-première em setembro do ano passado, segundo Mário Nascimento, como forma de verificar se estava tudo dentro do esperado. Sua estreia em março abre a primeira temporada 2014 de espetáculos do CDA, sendo o resultado final de eventuais correções e melhoras.

O coreógrafo fez questão de retornar ao local de sua inspiração para acompanhar de perto os ensaios do Corpo de Dança e fica aqui até domingo ministrando a I Oficina de Dança Contemporânea. O objetivo é estreitar os laços com os dançarinos . “Não adianta apenas montar uma coreografia. É preciso dar manutenção, corrigir, aprimorar a técnica”, frisou. E para ele, a única questão “trabalhosa” é domar a abundante energia dos integrantes.

“A companhia tem tanta força que temos até que controlar. Senti esse impacto assim que cheguei”. O empenho é, acima de tudo, ideal para canalizar o desafio de ler Manaus com todas as suas tantas particularidades. Não é à toa que Mário Nascimento - que é presença certa na estreia - classifica “Vazantes” como um dos momentos mais importantes de sua carreira.