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Criadora de brechó dentro de padaria de Manaus conta história que mudou rumo de negócios

Empresária Andrea Gouvea resolveu colocar as ‘mãos na massa’ para abrir um negócio diferente, no segmento fashion, e deu mais certo do que ela imaginava

Ao lado da sócia Darla Sampaio, Andrea (à esq.) comemora o crescimento do brechó

Ao lado da sócia Darla Sampaio, Andrea (à esq.) comemora o crescimento do brechó (Antonio Lima )

Sócia-proprietária da Panificadora Cíntia em Manaus, há oito anos a empresária Andrea Gouvea, 42, resolveu colocar as “mãos na massa” para abrir um negócio completamente diferente, no segmento fashion. Com a experiência de quem já tinha trabalhado por mais de 10 anos em uma loja da marca Zoomp, ela criou um pequeno anexo à padaria, onde começou a vender peças de roupas e sapatos usados.

“Meu pai dizia que era loucura uma padaria vender sapato. Quando montamos o bazar lá dentro, as pessoas entravam e esqueciam o pão e iam direto nos itens, principalmente as mulheres”, lembra a empresária. O bazar cresceu e tornou-se fixo no local a cada três meses.

A mudança do esposo de Andrea para o Canadá (devido aos estudos) fez com que ela usufruísse do melhor que a cultura exterior oferece: roupas, sapatos, e objetos decorativos. Ela afirma que ficava três meses na América do Norte e depois voltava para o Brasil, por conta do bazar que mantinha na padaria.

“Tínhamos um armário de inverno e um armário de verão. Eu trazia de lá as peças que não usávamos mais ao passar das estações, porque sequer sabíamos se estaríamos vivos no próximo inverno (risos). E deu super certo. Quando falávamos que as peças vinham do Canadá, as pessoas ficavam encantadas”, pondera a comerciante.

Variedade

Desde as malas do inverno canadense até às latas de biscoito artesanais estrangeiras eram trazidas para ser vendidas no bazar. Telefones da época de 1970, um rádio de 1920 (que não está à venda), quadros de arte abstrata, livros e álbuns emolduram o ambiente, que já vendeu peças pontuais de marcas como Bob Store, Calvin Klein, Prada, Alexandre Herchcovich e Daslu masculino, bem como sapatos das marcas Arezzo, Schutz e Luz da Lua.

Localizado há um ano em um espaço ao lado da panificadora - que antigamente era uma oficina - o agora batizado de Brechó da Cíntia (rua Borba, 322, bairro Cachoeirinha, Zona Sul) tem um lugar fixo e que abre diariamente.

Ao lado da sócia e amiga de infância Darla Sampaio, Cíntia comemora o crescimento do brechó em um país que, segundo ela, ainda não possui esse tipo de comércio enraizado. Atualmente, o brechó vende cerca de 600 a 1 mil peças por mês, distribuídas no valores a partir de R$ 2 até, no máximo, R$ 250, segundo a proprietária.

“Aqui no Brasil, mais especificamente em Manaus, há aquela coisa de não gostar de comprar em brechó, por se tratar de roupas usadas. Mas lá fora é diferente, as pessoas dão o maior valor. É 'cool' e descolado a pessoa sair e postar no Instagram que comprou um cardigan em um brechó”, ressalta Gouvea.

Procedência

As origens das peças também são nobres: algumas são adquiridas em viagens das sócias feitas a países como Canadá, Estados Unidos e Holanda. Com fornecedores específicos, todos os produtos passam por um processo de higienização antes de invadirem as vitrines. Para Gouvea, a melhor parte de trabalhar em um brechó é poder compartilhar itens que tiveram significado para alguém.

“A intenção não é repudiar o que está na moda por meio das vitrines tradicionais. Não queremos concorrer com as gigantes desse mercado na cidade, mas queremos que os clientes encontrem aqui o que não acham nestas lojas”, pontua ela. E até o final de setembro, o estabelecimento deve incorporar o caráter de brechó-café: oferecendo aos clientes um pouco do que é servido na panificadora.

Resumão

O que é? Brechó da Cíntia

Onde? Rua Borba, 322, Cachoeirinha, Zona Centro-Sul

Quando? De segunda a sexta, das 10h às 19h

Mais infos: através dos telefones (92) 9401-6051 e (92) 8137-3300