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Lenine cumpre programação de projeto em Parintins

Artista realizou o projeto “Encontros Socioambientais - Música e Sustentabilidade numa só nota” e demonstrou sua intensa afinidade com a arte e com a natureza

Na comunidade do Parananema, ele participou da soltura de quelônios

Na comunidade do Parananema, ele participou da soltura de quelônios (Divulgação)

Os dois dias que o cantor e compositor Lenine passou em Parintins (325 quilômetros de Manaus), na quarta e nesta quinta-feira (10), foram marcados por uma profunda relação do artista com a cultura local e a natureza. No primeiro dia, ele visitou as escolas de Artes dos bois Garantido e Caprichoso e, apesar do ritmo puxado pelas crianças, não ousou dar os passos do bailado do boi. Na tarde do dia seguinte, Lenine esteve na comunidade do Parananema, na área suburbana da Ilha Tupinambarana, onde participou da soltura de quelônios. À noite ele cantou na praça dos Bois, num show que contou também com a participação dos toadeiros dos bumbás de Parintins. A programação, que o artista cumpriu na cidade, faz parte do projeto “Encontros Socioambientais com Lenine - Música e Sustentabilidade numa só nota”, patrocinado pela Petrobras.

O show na praça foi gratuito. Lenine cantou sucessos marcantes de sua carreira como Paciência, Garotos, Cambaio e muitas outras composições gravadas por artistas, entre eles Milton Nascimento, O Rappa, Ney Matogrosso, Maria Rita, Elba Ramalho, Gilberto Gil, Zélia Ducan e Maria Betânia. “É um trabalho que visa dar foco, luz e voz a esses projetos, que na verdade são mais que projetos, porque estamos falando de pessoas. E o que é mais fundamental é que estamos falando de investimentos para o futuro”, disse o cantor, ao avaliar sua visita à cidade.

Lenine conheceu os projetos sociais financiados pela Petrobras em parceria com as agremiações folclóricas. Nas escolas dos bois funcionam oficinas que atendem crianças e adolescentes dos sete aos 17 anos. No Garantido são mantidos 10 cursos com a participação de 400 alunos. No Caprichoso são mais de 15 oficinas, com o envolvimento de mais de 700 crianças.

O cantor pernambucano, com 30 anos de carreira, chegou ao Caprichoso num dia de festa. Era o aniversário de 17 anos da escola do boi, batizada de Irmão Miguel de Pascale. A festa, com direito a bolo, teve exposições de trabalhos dos alunos das oficinas de pintura, capoeira, dança, percussão e música que se apresentaram ao som das toadas do bumbá. Lenine assistiu acompanhado do gerente de Relacionamento Comunitário de Responsabilidade Social da Petrobras, José Barbosa.

O vice-presidente do boi e presidente do Conselho de Artes, Rossy Amoêdo, disse que a data marca a consolidação do projeto social do Caprichoso, com a formação profissional de muitos talentos. “Lenine conheceu como funciona o nosso projeto, que são conhecimentos transmitidos para a profissionalização de pequenos artistas da terra", afirmou.

No Centro Educacional Paulinho Faria, que os torcedores chamam de “universidade do folclore”, o cantor e compositor assistiu a um show acústico dos alunos e também a apresentação dos itens oficiais do Garantido Mirin. “Além das crianças nós atendemos ainda mais 60 pais dos nossos alunos, que participam de oficinas profissionalizantes. A nossa proposta agora é ampliar a oferta de novos cursos", informou a diretora da escola, a assistente social, Ana Miranda.

Na manhã de ontem, calçando sandália, bermuda e uma blusa do projeto socioambiental, Lenine esteve com alunos da escola municipal São Pedro, na comunidade do Parananema, que integram o projeto “Pé de Pincha”. Lá ele participou da soltura de filhotes de tracajá. O projeto atende a 120 alunos. A soltura aconteceu na bela paisagem do Lago da comunidade, com as águas refletidas por exuberantes vitórias-régias. “São projetos que contribuem para que o povo brasileiro tenha mais oportunidades”, disse o gerente da Petrobrás, José Barbosa. “Desde que iniciamos o projeto há dez anos começaram a aparecer mais peixes e mais tracajás e as crianças são as maiores preservadoras dos lagos”, acrescentou Raimundo Capan, 75, agente ambiental da comunidade.