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Curta do Amazonas concorre ao 37º Festival Guarnicê de Cinema

Único selecionado do Amazonas, o curta-metragem intitulado ‘Até que a última luz se apague’, retrata as sensações trazidas na época da descoberta da AIDS

Protagonista é interpretado pelo ator e roteirista Arnaldo Barreto

Protagonista é interpretado pelo ator e roteirista Arnaldo Barreto (Reprodução)

Uma produção audiovisual feita completamente por profissionais do teatro amazonense é um dos 32 curtas nacionais concorrentes do 37º Festival Guarnicê de Cinema, que acontece de 21 a 26 de julho, no Cine Praia Grande e Teatro da Praia de São Luís, no Maranhão.

O festival é considerado o quarto mais antigo do Brasil e um dos mais importantes dentro da esfera universitária. O curta-metragem local, intitulado “Até que a última luz se apague” é o único a representar o Amazonas e está concorrendo a todos os prêmios da grade do evento, desde “Melhor Roteiro” até “Direção Geral”.

O filme, com duração de 15 minutos, foi gravado em um casarão de época localizado no Centro de Manaus e foi ambientado na década de 1980, lidando com as primeiras sensações da humanidade acerca do surgimento do vírus HIV, de acordo com o diretor artístico Douglas Rodrigues. “O filme não fala sobre a contaminação ou sobre o vírus, e sim sobre as reações psíquicas da população com a doença. É um curta que passa mais sensações do que dados históricos”, pontua Douglas.

O protagonista do filme é Arnaldo Barreto, também responsável pelo roteiro. A direção de arte é dividida entre os atores e diretores Douglas Rodrigues e Rosa Malagueta, enquanto que a direção geral pertence ao ator Wallace Abreu.

Amplitude audiovisual

Para Rodrigues, não existem tantas diferenças na preparação de atores de teatro em relação ao cinema, apesar de admitir que as duas formas artísticas se configuram como formas díspares atualmente.

“Todos os artistas de teatro devem se apropriar dessa linguagem cinematográfica. Existe uma cadeia produtiva na qual o ator de teatro está inserido. Nisso, às vezes percebemos uma fragilidade muito grande em algumas produções audiovisuais afora, porque em casos seletos, alguns não são atores de fato. O núcleo que participa do curta é todo composto por artistas de teatro, mas nós temos profissionais da área específica do audiovisual, como o editor de imagens e fotografia, por exemplo”, argumenta o diretor artístico.

“Até que a última luz se apague” foi gravado no final de 2013 e passou três meses em edição. Paralelo à mostra de filmes do evento (entre curtas e longas-metragens) acontecerão seis oficinas (de roteiro; montagem; figurino; curadoria e montagem; cinema, quadrinho e literatura e contrarregragem). No festival, o curta local será exibido no dia 23 de julho, e os atores terão a oportunidade de ministrar uma oficina para falar sobre a trajetória da montagem.

Formação de atores

E em Manaus, estão abertas as inscrições para a oficina de atores que irá compor o processo de montagem do espetáculo teatral “A Estrada”, dirigido por Douglas Rodrigues, cuja direção de atores e preparação de elenco é assinada pela atriz Mayara Decarmo.

A oficina é gratuita e escolherá seis atores para o núcleo da montagem. Com o subtítulo “Tragédia em meio à Transamazônica”, o espetáculo narra a trajetória de uma madame sulista até o que ela acredita ser o “Paraíso”.

No trajeto, o carro que ela dirige perde os trilhos e cai numa aldeia indígena. A madame constrói então um prostíbulo na beira da estrada, formado por índias e outras madames, cujo ambiente acaba se relacionando com a construção da Transamazônica, abordando a colonização e as conquistas modernas.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail artefato-teatro-floresta@hotmail.com ou na própria Estação Arte & Fato (Rua 10 de Julho, Centro. Para mais informações: (92) 9291-5578.