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Diva Maria Bethânia encanta gerações de fãs em Manaus

Admiradores preparam presentes e contam suas relações com o trabalho da artista, que faz show nesta quinta-feira (31), no Dulcila Festas e Convenções, na capital

Maria Bethânia realiza show em Manaus

Maria Bethânia realiza show em Manaus (Divulgação)

Um dos nomes mais celebrados da música popular brasileira, a cantora Maria Bethânia pousará os pés descalços num palco montado especialmente para ela, na noite desta quinta-feira (31), no Dulcila Festas e Convenções. Mas, dificilmente alguém está mais ansioso para o grande show quanto os fãs com quem a reportagem teve a chance de conversar. Um deles é o gerente de marketing Aluisio Gonçalves, que garantiu uma foto com a sua diva assim que ela desembarcou no aeroporto.

“Tinha ido até lá para visitar uma loja da empresa onde trabalho. Foi quando vi os produtores do show perto do desembarque, e um deles estava com um buquê na mão. Perguntei se ela ia chegar naquele momento, e quando eles me confirmaram não saí mais de perto”, conta. Ele só se afastou do portão para buscar um cálice de piaçava que rolava na sua bolsa, por sorte, há uns dias.


“É um artesanato feito por indígenas de Santa Isabel do Rio Negro. Comprei para presentear alguns amigos, mas achei a cara da Bethânia e resolvi guardar um para quem sabe dar a ela algum dia”. Com o presente na mão, Gonçalves só precisou criar coragem para pedir uma foto com a cantora, que desceu do avião falando ao celular. “Eu estava me tremendo todo. Perguntei se podia dar o presente e tirar uma foto, então ela largou o celular na hora e agradeceu pelo carinho”.

Fã da baiana desde pequeno, quando a mãe e as tias ouviam seus discos em casa, o gerente conta as horas para o show de hoje. “Meu primeiro foi em 2007, quando ela veio para Manaus com o ‘Dentro do mar tem rio’. Ela é um gigante no palco, tem uma presença e um magnetismo muito grande. Sou apaixonado”, disse. Para provar, ele conta que entrou na fila de espera para comprar os ingressos assim que o show foi anunciado, em abril.

PONTE AÉREA

Amigo de Gonçalves, Tobias Melo veio do Acre com a família especialmente para o show. “É a primeira vez que faço um esforço como esse, e é só por causa dela”, confessa o comunicólogo, outro que herdou da mãe a queda musical pela baiana. “Tenho todos os discos e acho que sou a única pessoa que malha ouvindo Bethânia. Não tem lugar para música boa, e sinto que ela canta minha alma. Por isso sou grato pela ‘companhia’ que me faz todos os dias”.

Na bagagem, Melo também trouxe um presente para a cantora, que viu no palco pela primeira vez em São Paulo. “É uma caixa de marchetaria confeccionada pelo artista acreano Maqueson Pereira. Comprei há uns dois anos já pensando em dar para ela”.

DA SALA AO QUINTAL


“Carta de Amor” é o terceiro show de Bethânia que a professora Saaramar Lahan vai assistir em Manaus. A relação entre a amazonense e a baiana é cheia de saudosismo e grandes histórias. “Ela faz parte da minha vida desde quando eu ainda estava na barriga da minha mãe. Também tinha um tio que era louco por ela, tanto que ouvíamos os discos juntos e eu até penteava meu cabelo para ficar parecida. Quando ele morreu, resolvi dar continuidade a essa paixão”, recorda.

Foi esse mesmo encanto que levou Saaramar a viajar para a Bahia nas férias de 2010, com direito a uma passada por Santo Amaro da Purificação, terra natal de Bethânia e Caetano. “Não resisti e fui até a casa da Dona Canô (mãe dos dois cantores, falecida em 2012). Chamei por ela na porta como se fosse uma vizinha e fui muito bem recebida! Ela conversou muito conosco, falou dos filhos, passou receita de canjica e disse que acompanhava o Festival de Parintins pela televisão”.

A visita à família Veloso também foi regada a bolo e licor de jenipapo. “Conheci a casa e até o quintal”, destaca Saaramar, fazendo referência ao cantinho que inspirou o disco mais recente de Bethânia, “Meus quintais”, onde ela volta o olhar para a infância e o ambiente caseiro. “Dona Canô se despediu pedindo para que a gente cuidasse do nosso rio Amazonas, porque com o São Francisco já tinham conseguido ‘acabar’”.

Inspiração para looks

O espírito livre de Bethânia, que foge às definições, inspirou a coleção que a amazonense Jéssica Zany usou como trabalho final do curso de Design de Moda, no Ciesa. “O tema proposto era ‘Divas e Dândis’, então escolhi a Bethânia porque sou muito fã dela e acho que temos inúmeras coisas em comum além do signo, como a personalidade forte”, comenta.

Num sketchbook, ela reuniu imagens, textos e entrevistas com a “Abelha Rainha”, que ela descobriu por conta própria há dez anos. “Fui catalogando coisas que revelassem a ligação dela com a natureza, as crenças religiosas, etc. Tudo isso deu origem a nove croquis: três fashions, três casuais e três conceituais. Um deles - um caftan masculino - foi escolhido pela banca para ser confeccionado e exposto no dia 28 de outubro, na faculdade”. Agora, Jéssica só espera uma chance de entregar o trabalho em mãos à colega geminiana.